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Sobre reformas, lados e luta por direitos

Não acredito que os cidadãos comuns que eu conheço sejam realmente a favor das reformas como estão. E me preocupa quando demonstram desconhecerem os textos das reformas, criminalizando aqueles que não se rendem como eles e vão às ruas dizer “assim do jeito que está não queremos!”. Digo isso porque não vi nenhum argumento favorável às reformas que não fosse o fim das “mamatas” dos sindicatos.

É por desinformação que os impede de entender que somos contrários à reforma trabalhista, à reforma da previdência e à lei da terceirização irrestrita da forma como estão propostas? Será que estes que apenas reproduzem os gritos de movimentos como o MBL e o Vem pra Rua sabem que a tal reforma trabalhista que eles dizem que acaba com a “boquinha” dos sindicatos tem cerca de 100 alterações na CLT? Será que sabem que, ao contrário deles que dizem “a culpa do Temer estar lá é de quem votou no PT”, o MBL, o Vem pra Rua e o partido queridinho deles fecha com o Temer, por princípios afins, não como falta de opção, por acreditarem no seu modo de vender os brasileiros e de fazer política? Aliás, quanta infantilidade apoiar o Temer só pra se vingar de petistas… E se acham muito melhores que estes…

Reformas são necessárias e urgentes. A reforma política deveria ser a primeira. Por que não estamos discutindo esta? Porque temos uma economia para “recuperar”, será o seu argumento?! Mantendo bandidos no poder, independente de quantas investigações sejam feitas, de quantas condenações se efetivem, acreditando que a cada 2 anos escolheremos, entre os bandidos, aquele que “rouba, mas faz” ou aquele que “é rico e não precisa roubar nem governar para todos os cidadãos” ou aquele que acha que todos os problemas do país se resolvem colocando uma arma na mão de cada brasileiro?

Com o sangue nos olhos para humilhar e eliminar “petistas” e “esquerdopatas”, demonstrando que democracia e cidadania não são princípios para si, estes brasileiros raivosos preferem amargar uma vida dura a aceitarem estar ao lado de quem tenha um posicionamento político diferente do seu, ainda que essas reformas, do jeito que estão, não privilegiem nem os de direita nem os de esquerda, piora a vida de todos.

É por desinformação ou por maldade?

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Esse congresso de corruptos não tem moral para retirar nossos direitos. Greve Geral neles!

Do site da CSP-Conlutas

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A reforma trabalhista, se aprovada, será o maior ataque que já vimos à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) desde sua criação em 1943. Trata-se da tentativa de retiradas históricas de nossos direitos trabalhistas.

“Não podemos aceitar que uma corja de bandidos nos impõe essa ofensiva, eles não tem moral pra votar nada, a grande maioria deles deveria ir era pra cadeia e devolver o que roubaram aos cofres públicos”, indigna-se o dirigente Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes.

A imprensa burguesa alimenta a defesa desse ataque. Uma matéria da revista Exame, por exemplo, traz um trecho do parecer da relatoria sobre a origem da CLT para justificar as mudanças propostas pela comissão especial que analisa o tema. “Inspiradas no fascismo de Mussolini, as regras da CLT foram pensadas para um Estado hipertrofiado, intromissivo, que tinha como diretriz a tutela exacerbada das pessoas e a invasão dos seus íntimos”. Uma canalhice este argumento!

Canalhice, porque não é abordado pelo parecer e nem pela matéria que os direitos trabalhistas contidos na CLT se deram daquela forma foi devido às conquistas que ocorreram após lutas importantes de nossa classe. A classe trabalhadora brasileira e internacional já contavam com um processo de organização e greves realizadas em defesa de direitos desde a revolução de 1917, na Russia, e a organização de mobilizações importantes pelos trabalhadores europeus. O Brasil, por exemplo, já havia vivido a experiência de uma Greve Geral de 31 dias, em 1917. A CLT não foi um presente do governo Vargas!

Tamanha é a pressa do governo Temer em aprovar as medidas, que o parecer da comissão previsto para ser apresentado no dia 4 de maio foi antecipado para o último dia 12 de abril. Querem aprová-lo na comissão nesta terça-feira (18).

O projeto do governo, o Projeto de Lei 6787/2016, sofreu 844 emendas, e ataca os direitos dos trabalhadores em pontos cruciais.

O ponto crucial é a negociação entre empresa e empregado valer mais do que as leis estabelecidas na CLT e até na Constituição. Isto significa que nenhuma lei será garantia aos direitos trabalhistas. A negociação com a empresa é o que prevalecerá sempre. Se a categoria não tiver organização e força o suficiente poderá perder qualquer tipo de direito. “Além disso, todos nós sabemos, nunca há negociação entre ‘iguais’ quando se trata de patrão e empregado. O empregado está sempre em desvantagem, ele precisa garantir o sustento da família através de seu emprego, já o patrão vive sem produzir e acumulando riquezas e mais riquezas a custa da exploração do nosso suor, do nosso sangue”, ressalta Atnagoras.

Este de fato é o passo crucial para que os trabalhadores na prática não tenham mais direitos garantidos. Férias, 13º salário, FGTS, jornada de trabalho. Nada estará garantido. Tudo poderá ser “negociado” abaixo do que está previsto em lei.

“Com a aprovação da lei da terceirização, esse bando da Odebrecht, quer que os contratos de trabalho fiquem totalmente precarizados”, denuncia o dirigente. A tercerirização em si reduz direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, aumenta a jornada de trabalho, reduz salários e piora muito próprias condições de trabalho. É público que a terceirização mata 8 trabalhadores em cada cada 10 em acidentes fatais no trabalho.

Congresso Nacional corrupto!

A população sempre soube que a corrupção impera no Brasil. É em pequenos municípios, capitais, estados e no espaço federal. De anos para cá diversos escândalos são estampados na mídia. As punições são poucas e, o pior, os esquemas continuam, porque interessam a quem está no poder.  São verdadeiros esquemas entre grandes empresas, bancos, agronegócio e políticos. Dinheiro e beneficiamentos ilícitos. O poder econômico se sobrepõe à política e à organização da sociedade brasileira. Nosso país é gerido por corruptos e corruptores.

A lista oficial do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), divulgada na semana passada, consta nada menos que 108 nomes e entre esses estão políticos de diversos partidos.

Delatados pela empreiteira Odebrecht, uma das maiores corruptoras do país, estão ministros, governadores, prefeitos, senadores, deputados, ex-políticos e figuras públicas.  Nas acusações há crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e a formação de cartel e fraude em licitações. Foi aberto inquérito contra nove ministros do governo Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais.

Aécio Neves (PSDB), José Serra (PSDB), Renan Calheiros (PMDB), Aloysio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), e Romero Jucá (PMDB), Paulo Rocha (PT) e Jorge Viana (PT), além dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB) e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e tantos outros.

Entretanto é preciso afirmar que a lista oficial do ministro Fachin, veio em ótimo momento. Exatamente quando os trabalhadores preparam uma Greve Geral no país em defesa de direitos sociais e trabalhistas.

Toda esta situação só reafirma que este congresso e governo formados por políticos corruptos não tem nenhuma moral para votar a terceirização e as reformas da Previdência e trabalhista. É também uma prova de que governam e legislam em beneficio das grandes empresas, banqueiros e agronegócio.

A CSP-Conlutas reafirma mais uma vez: Não vamos aceitar a retirada de nenhum direitos dos trabalhadores. É hora de fortalecer a Greve Geral de 28 de abril para derrotar as reformas e derrubar Temer e todos os corruptos do Congresso Nacional!

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Fonte: http://cspconlutas.org.br/2017/04/esse-congresso-de-corruptos-nao-tem-moral-para-retirar-nossos-direitos-greve-geral-neles/

Não vamos trabalhar até morrer! Queremos nossos direitos!!!

GREVE GERAL CONTRA AS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA

Slide4BOLETIM ESPECIAL DA CSP-CONLUTAS

 MARÇO/ABRIL 2017

http://cspconlutas.org.br/

O governo Temer anunciou e quer votar nos próximos meses uma reforma da Previdência que nos obrigará a morrer trabalhando, sem direito à aposentadoria e outros benefícios previdenciários. Quer aumentar para 49 anos o tempo de  contribuição  do trabalhador e a idade mínima para 65 até 70 anos. Quer reduzir benefícios aos que tem trabalho insalubre e dos trabalhadores rurais, assim como o de pessoas com deficiências. Também quer acabar com a aposentadoria por invalidez. Todos serão afetados!

Esse governo também quer dar continuidade a um projeto já apresentado em governos ante- riores de reforma Trabalhista. Ou seja, Temer e os deputados cor- ruptos, não satisfeitos em aca- bar com a Previdência Pública, pretendem atacar severamente os direitos trabalhistas. Entre os principais ataques estão o “negociado sobre o legislado”. Isto quer dizer que os patrões po- dem impor acordos rebaixados, pois não haverá mais a garantia da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ou seja,  poderão impor a forma que quiserem de cumprimento da jornada mensal de 220 horas, o parcelamento das férias, a desregulamentação de vez das horas extras e outros ataques. Para tal, tentarão enfraquecer ainda mais as representações sindicais dos trabalhadores. Continuar lendo Não vamos trabalhar até morrer! Queremos nossos direitos!!!