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A greve de 2015 e os acordos de gabinete

“NEGOCIAÇÃO”…

A negociação realizada pela direção/chapa um trouxe grandes prejuízos aos servidores públicos: ficamos sem aumento real e sem reposição da inflação em 2015 e cerca de 200 aposentados foram excluídos do acordo coletivo, perdendo até mesmo o direito ao abono de Natal que sempre tiveram.

No meio da greve a pauta de reivindicação foi simplesmente descartada pela direção sem qualquer consulta aos trabalhadores. O reajuste efetuado em 2016 – fruto da pressão realizada pelos servidores grevistas – não cobriu as perdas salariais acumuladas em anos sem aumento real; o poder de compra dos servidores diminui a cada dia, consumido pela inflação, pelos altos impostos e pelas altas tarifas de água, luz e transporte. Continuar lendo A greve de 2015 e os acordos de gabinete

Assumiram de vez que nada mais são do que a chapa do patrão: chapatrão.

No boletim da CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA denunciamos que, com o rombo de 1, 2 bilhões de reais, mais o aumento dos gastos com obras e a diminuição da arrecadação os funcionários correm sérios riscos de não verem cumpridos, pelo governo, alguns pagamentos e o acordo da Greve. Era esperado que o governo se manifestasse e garantisse que não há risco algum. Sabe quem reivindicou “direito de resposta” colocando a mão no fogo pelo Marinho, garantindo que a lei será cumprida, simplesmente porque “é lei”?! Pois é, a chapa 1. A chapa governista é rápida no gatilho em defender seu companheiro no paço. Não precisa dizer mais nada, né! Basta lembrar que a greve Tb é um direito estabelecido em lei (federal), e a péssima negociação da direção do sindicato levou milhares de servidores públicos a terem descontos salariais e faltas (mesmo compensando os dias parados).

Greve dos servidores públicos de SBC: Recuar? Nem pra dar impulso!

Chegamos ao 16º dia de uma greve histórica em São Bernardo do Campo, cidade conhecida como o berço do sindicalismo no Brasil; que viu nascer o Partido dos Trabalhadores – partido que durante anos foi referência das esquerdas no Brasil -; que abrigou Lula – uma das maiores lideranças sindicalistas do país, que veio a se eleger e reeleger presidente do país e sua sucessora por dois mandatos consecutivos – todos eles pelo PT -; que teve entre os ministros do trabalho de Lula também o ex-sindicalista Luis Marinho, que por sua vez se elegeu e reelegeu prefeito de São Bernardo do Campo…
Por ironia, farsa e tragédia, é nesta cidade, sob o governo do PT de Luis Marinho, que os trabalhadores públicos em greve estão sofrendo uma pressão assediosa para que deixem de fazer greve: boatos plantados por agentes de cargos de confiança do governo; bloqueio do acesso ao hollerih, que deveria estar disponível desde o dia 20; ameaças de corte de ponto e de atribuição de faltas; informações distorcidas… Tudo isso faz parte de um plano cruel e antitrabalhador para desestabilizar o movimento e impor uma derrota por meio do medo.
É preciso que a direção do sindicato determine que a assessoria jurídica  adote medidas preventivas imediatamente, (…)
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Sobre a greve, calúnias e necessidade de unidade na ação

Junto com outros colegas da Oposição Unificada faço parte do comando de greve, cuja criação foi proposta pela Oposição Unificada na assembleia do dia 07 de maio.

Infelizmente, na tentativa de desmobilizar os trabalhadores, antecipar de um modo muito sujo um debate de eleição para a direção do sindicato e claramente tentando fragilizar a Oposição Unificada, algumas pessoas, geralmente escondidas atrás de perfis falsos, estão publicando afirmações caluniosas contra a minha pessoa em específico.

Uma dessas calúnias diz respeito ao meu posicionamento em relação à greve dos servidores de São Bernardo do Campo, cuja proposta foi debatida e aprovada na assembleia do dia 07/05.

Assim que tiver um tempo vou publicar a transcrição de minha fala na assembleia (se possível publico o áudio também) para deixar claro que, em nome da Oposição Unificada, durante a assembleia fiz a defesa da greve, mas discordando da forma proposta pela direção, apresentamos ações complementares para a construção de uma grande greve dos servidores.

Chamamos a atenção para o fato de o vídeo publicado pela direção do sindicato mostrar apenas o momento da votação. Apresentado assim de forma fragmentada e sem contexto, induz a uma falsa interpretação do posicionamento da Oposição Unificada – posicionamento este representado pela minha fala.

Acontece que a proposta de construção de greve apresentada pela Oposição Unificada não foi colocada em votação (aprofundaremos o debate crítico sobre isto somente após a campanha salarial).

Portanto, esclarecemos: votamos (e não foram meia dúzia de pessoas, foram muitíssimo mais) contra o encaminhamento proposto pela direção, e não contra a greve em si.

Não seria estranho nós propormos a constituição de um comando de greve e ao mesmo tempo falar contra a realização da greve?

Diante de afirmações estranhas e que não condizem com a minha postura, peço a gentileza aos meus amigos e colegas que:

1. Sempre que lerem comentários que atribuam a mim atitudes não condizentes com as minhas práticas (que sempre foram em defesa dos interesses coletivos dos trabalhadores) duvidem. Desconfiem principalmente quando se trata de perfil falso. Caluniadores geralmente se escondem por trás do anonimato numa tentativa de não serem responsabilizados pelos crimes que cometem.

2. Façam um Print Screen e me repassem para que possamos responder às dúvidas e, em casos de calúnias e difamações, criar materialidade para fazer com que as pessoas que estão propagando calúnias e difamações respondam por seus atos.

3. Calúnia, injúria e difamação são crimes. Por isso, não compartilhem nem curtam posts que façam ataques pessoais e que claramente intencionam depreciar a imagem pessoal e atentar contra a moral e a honra alheia. Divergências de opiniões fazem parte da pluralidade humana; o debate e a crítica são necessários ao processo democrático e contribuem para a evolução dos pensamentos quando expostos de forma honesta e argumentativa, sem ofensas pessoais.

4. Na medida do possível, ajudem a desconstruir as calúnias, contestem, rebatam, coloquem em dúvida afirmações que vocês sabem que não condizem com a minha prática.

6. Por fim, compartilhem este post, para que possamos esclarecer a todos.

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O discurso de ódio, as ofensas pessoais, as injúrias e as calúnias, além de atentar contra a dignidade e a honra alheia, prejudicam a organização dos trabalhadores e só interessam ao governo e àqueles que fazem de tudo pela manutenção de seus egos e privilégios

O momento agora é de unidade na ação. Independente das discordâncias em relação à estratégia de construção da greve (e não em relação à greve) e ainda que nossa proposta foi prejudicada ao não ser colocada em votação, a assembleia é soberana e sua decisão precisa ser respeitada e defendida por todos os trabalhadores – mesmo aqueles que se manifestaram contrários à greve e também aqueles que não foram à assembleia.

 Acatar, defender e construir com o máximo empenho as propostas aprovadas em assembleia é obrigação de todos os trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, a Oposição Unificada, mantendo seu posicionamento crítico em relação à direção sindical, contribuirá com a construção e consolidação da greve geral, que deve persistir até que o governo negocie a reposição e o pagamento dos dias parados e acate as reivindicações da campanha salarial.