Arquivo da categoria: Política

De frente para a realidade…

Sabe qual é a maior raiva dos Bolsonaro, dos bolsominions e demais neoliberais ultradireitistas e fascistóides?

É que a crise sanitária que estamos vivenciando colocou abaixo os ideais de política econômica deles e a defesa do “politicamente incorreto”.

De frente para a realidade, fica evidente que individualismo, meritocracia, selvageria em prol de lucro e “Estado mínimo” para os pobres e para a classe trabalhadora não salvam vidas… e nem a própria economia.

De frente para a realidade, constatam-se coisas que os “socialistas” e os “comunistas” vêm defendendo há tempos: a concentração de renda é nociva à sociedade.

É preciso minimamente investir pesadamente em serviços públicos e em políticas de distribuição de renda, em ciência, em pesquisa, em saúde… enfim, no bem-estar da população.

Aquela história de cada um correr atrás do seu e o resto que se dane mostra-se não apenas enganosa, mas que não serve para garantir a vida das pessoas.

De frente para a realidade, são os valores politicamente corretos que podem salvar vidas: solidariedade, cooperação, empatia, alteridade, espírito coletivo, respeito à diversidade… Tudo o que o bolsonarismo tem combatido até o momento.

Enfim, de frente para a realidade, fica evidente que o bolsonarismo e o neoliberalismo que apregoam simplesmente não servem.

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A imagem em destaque neste post é da escultura Building Bridges (Construindo Pontes, em tradução livre), do escultor italiano Lorenzo Quinn, e representa a união de diferentes em prol de um bem comum. Saiba mais AQUI.

“Delírios” de Bolsonaro são jogadas políticas, frias, calculadas e calculistas.

Revoltados com o discurso do sociopata em cadeia nacional?! Sim, continua sendo um discurso irresponsável e criminoso.

Mas não se iludam, não é meramente loucura, embora também seja, mas antes de tudo é discurso político calculista, com intenções muito bem definidas.

Ps: vidas humanas para ele não importam. O desgraçado está de olho em 2022 e em proteger os lucros dos banqueiros e grandes capitalistas. Nada além disso.

É preciso dar um basta ao governo Bolsonaro-Mourão urgentemente!

Pela vida de todos!!!

MP de Bolsonaro suspende contrato de trabalho por 4 meses

Jornal Folha de São Paulo de 23/03/2020:

Empresa será obrigada a dar curso online, sem pagar salário, e não haverá bolsa-qualificação com recursos do FAT, diz advogada.

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Leia a matéria na íntegra AQUI. 

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Já não conseguia dormir. Chorei ao ler. Não por mim. Mas por saber que milhares de pessoas ficarão sem seus salários com essa MP decretada, justamente num período em que mais necessitarão.

Chorei porque agora se saberá o real peso do que significa a tal negociação individual do empregado com o empregador e a tragédia representada no negociado acima do legislado.

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Governo lança novo pacote de maldades! – 1

Tem pra todo mundo, menos para políticos, grandes empresários, juízes e militares de alta patente (para estes, a boquinha só cresce)!

Dias depois de aprovar a famigerada reforma da previdência – que na prática acarreta o fim do direito à aposentadoria para a grande maioria da população pobre e trabalhadora –  e dias depois de aprovar a cobrança de imposto sobre férias e 13º de acordo trabalhista, o governo Bolsonaro lançou hoje um pacote de maldades que, se aprovado, vai prejudicar ainda mais a vida da população mais pobre e trabalhadora.

Entre outras medidas, que atingem todos os trabalhadores brasileiros, o pacote mexe com o financiamento da saúde e da educação públicas, veda reajuste real do salário mínimo por dois anos, diminui para a metade (de 40% para 20%) as multas do FGTS que as empresas têm de pagar ao trabalhador por demissão sem justa causa e condiciona a efetivação dos direitos sociais (isto é, educação, saúde, segurança públicas etc) à situação financeira.

Tudo isso para continuar garantindo o pagamento da dívida pública. Continuar lendo Governo lança novo pacote de maldades! – 1

Servidor público concursado sim, com muito orgulho! Fora Bolsonaro, Mourão, Paulo Guedes e cia.

Olha a canalhice do ministro da destruição econômica Paulo Guedes!!!

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, em matéria publicada neste dia 05 de novembro (LEIA AQUI)   o governo Bolsonaro está apresentando um projeto para acabar com o direito de estabilidade dos servidores públicos, querendo também impedir o direito constitucional de filiação partidária e manifestação política de servidores públicos, o que é uma proposta claramente persecutória, fascistóide e ilegal – tudo isso no mesmo dia em que o autoritário e paranóico Bolsonaro, em entrevista, afirmou que nunca houve governo mais democrático que o dele. Ainda segundo o jornal,

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Sou servidor público concursado! Tenho orgulho do meu trabalho e o faço com a maior dedicação, trato crianças, famílias e colegas com a educação que desejo que me tratem. Viro noites quando precisa para agilizar as ações, levo serviço para casa e, se colocar na ponta do lápis, trabalho bem mais de 40h semanais.

O salário que recebo não chega aos pés do tamanho da responsabilidade que tenho, dadas as minhas atribuições e as competências exigidas, e que são necessárias.

Não, ministro de um governo vira-lata! Ser servidor público concursado não faz a mim, nem a nenhum servidor público concursado, um chutador de pessoas, um maltratante. A autoridade que tenho em meu cargo não foi conferida por nenhum político em governo provisório como é o seu caso. A autoridade que tenho vem da competência, do compromisso e da relação de confiança que construí e construo no cotidiano do meu trabalho, nas relações que tenho com colegas e com os munícipes! Mais que uma autoridade formal, é uma autoridade moral – coisa que sem dúvida lhe falta, Paulo Guedes!

É justamente por posicionamentos rastejantes como o seu e de seu governo lesa-trabalhadores, governo de desmonte dos direitos sociais e trabalhistas, de desmonte dos serviços públicos dos quais dependem a classe trabalhadora e a população mais pobre… É justamente por conta de políticos como os que estão aí neste governo que cheira à podridão e à morte, que a estabilidade do servidor público se faz necessária, porque serviço público deve ser política de ESTADO e não de governo.

É para garantir a continuidade dos serviços públicos que existe a estabilidade do servidor público, pois os serviços públicos não podem ficar à mercê de políticos estelionatários que governam para os grandes empresários que os financiaram e ao chegar ao poder tentam destruir o que foi construído só porque não foi construído por si mesmo e, quando perdem eleições, tentam deixar um terreno de chão devastado para o sucessor.

Marcelo Siqueira

#forapauloguedes
#forabolsonaroemourao

CSP-Conlutas manifesta total apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio

A preparação da Greve Nacional da Educação, no dia 15 de maio, contra a Reforma da Previdência e os ataques do governo Bolsonaro ao setor, receberá o apoio de outras categorias. A decisão foi tomada pelas Centrais Sindicais que estiveram reunidas na tarde desta segunda-feira (6), em São Paulo. A ação será o esquenta na preparação da Greve Geral contra Reforma da Previdência em 14 de junho.

 

 

A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, realizada no final de semana em São Paulo, já havia aprovado por unanimidade, no domingo (5), que a greve da Educação contará com toda a solidariedade e apoio ativo das categorias ligadas à Central.

As diversas categorias de trabalhadores e movimentos serão orientadas a divulgarem os ataques à educação e abordarem o tema nas panfletagens, assembleias, atos e outras ações.

Acesse os materiais da CSP-Conlutas

Artes de cartaz, viral, capa de face e o chamado ao apoio à mobilização da Educação

https://bit.ly/2Lw01g7

A greve da Educação

O presidente Jair Bolsonaro e seu governo querem destruir a Educação Pública brasileira. Alegando “balbúrdia”, o MEC anunciou inicialmente um corte no orçamento de 30% de três universidades que, segundo o ministro, promoveram atos com personalidades de esquerda. Posteriormente, o corte foi estendido para todo o ensino superior e também para o ensino básico.

Frente às medidas de cortes contra a educação, os estudantes, docentes, professoras e professores do ensino básico e técnico, juntamente com servidores e técnicos administrativos iniciaram inúmeras mobilizações pelo país como, por exemplo, no Colégio Pedro II –RJ, na UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), entre outras instituições de ensino.

A greve da educação é uma resposta a todos os ataques que a educação pública vem sofrendo. Também é uma resposta à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que prejudicará principalmente o setor do ensino básico, aumentando de forma perversa em mais dez anos o tempo para o professor(a) aposentar.

Como parte dessa mobilização, nos dias 8 e 9 de maio ocorrerá um processo de mobilização em defesa das Ciências e Tecnologia e denúncias contra o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016) e da EC 95/2016.

É importante defender a educação pública, gratuita e de qualidade. É necessário defender as liberdades democráticas e de cátedra nas escolas e universidades e contra a Escola sem Partido. Vamos exigir o fim da militarização e a violência, fora a PM das escolas. Precisamos denunciar o racismo, machismo e LGBTfobia que estão sendo incutidos nas escolas. É preciso cobrar a reposição das perdas salariais e aumento de salários aos profissionais da educação e contra os cortes de verbas, 10% do PIB para Educação.

O governo Bolsonaro deve retirar verbas dos banqueiros e parar de pagar a ilegítima e ilegal Dívida Pública e não tirar recursos da Educação.

Todo apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio!

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Fonte: CSP-Conlutas

Capitalização da Previdência proposta por equipe de Bolsonaro é a mesma que causou tragédia social no Chile

Do site da CSP-Conlutas.

No novo governo, não se iluda, a cada dia tem sido anunciada uma bomba contra o trabalhador. Na última terça (8), a equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que pretende reduzir a metade do tempo de transição para atingir a aposentadoria somente aos 65 anos de idade, igualando os setores privado e público. Uma proposta mais dura que a do ex-governo Temer que foi barrada pelas grandes mobilizações dos trabalhadores.

Após desentendimentos e “bater cabeças”, os ministros da Economia e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se reuniram e anunciaram conjuntamente que o projeto é aprovar uma reforma de longo prazo. “É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente”, disse Guedes, que já a vinha defendendo desde a campanha eleitoral.

Desta vez anunciam que pretendem incluir a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda estão por entrar no mercado de trabalho. Na capitalização, o trabalhador contribui individualmente numa espécie de poupança para a sua aposentadoria.

Capitalização da Previdência é tragédia pra trabalhador

A proposta é acabar com o atual regime de repartição da Previdência e criar um regime de capitalização. O mesmo que foi implantada no Chile em 1981, pela ditadura militar de Augusto Pinochet, um dos precursores também do modelo neoliberal.

A proposta já havia sido anunciada no programa de governo de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) registrado no TSE. “A grande novidade [sobre previdência] será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas [não há explicação do que seria isso]. Obviamente, a transição de um regime para o outro gera um problema de insuficiência de recursos, na medida em que os aposentados deixam de contar com a contribuição dos optantes pela capitalização. Para isto será criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo”, diz trecho do programa.

Modelo igual no Chile causou tragédia social

Com essa proposta de capitalização da previdência, nem o governo contribui, nem as empresas. Apenas o trabalhador contribui como se fosse um plano de saúde. Se ficar desempregado ou não puder pagar, a “aposentadoria” é afetada. Na prática, é a privatização da Previdência. O Chile implementou esse tipo de reforma e hoje há uma verdadeira tragédia social no país.

Cada trabalhador passou a contribuir individualmente com 10% do seu salário para fundos de pensão privados, conhecidos como Administradoras de Fundo de Pensão. As mulheres começam a receber o benefício aos 60 anos e os homens aos 65 e são obrigados a contribuir por, no mínimo, 20 anos.

Contudo, o que ocorreu foi que as AFPs, como são chamadas, passaram a administrar o dinheiro dos trabalhadores, usando para investimentos e especulação, com vários casos de corrupção e prejuízos, e na hora de pagar as aposentadorias os valores são irrisórios. Longe de representar o que os trabalhadores contribuíram a vida toda, sequer garantem o mínimo de subsistência.

Segundo levantamentos, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo 235 dólares (726 reais), que representam apenas dois terços do salário mínimo do Chile. No caso das mulheres, 94% das aposentadas ganham menos ainda. Embora os criadores do sistema tenham previsto que em 2020 as pessoas se aposentariam com 100% de seus vencimentos na ativa, metade daqueles que contribuíram entre 25 e 33 anos receberá pensões equivalentes a apenas 21%.

“Há que entender que essa proposta é um brutal ataque que pode destruir a Previdência Pública e acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros“, avalia Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

“Além disso, a capitalização, é uma forma do governo se livrar das responsabilidades de amparo e aposentadorias dos trabalhadores e os obrigar a recorrerem os bancos privados para cumprir esse papel. No fundo quem sai beneficiado com esse projeto são os banqueiros”, denuncia o dirigente.

A CSP-Conlutas continua defendendo que as Centrais Sindicais devem tomar a frente da mobilização para barrar a Reforma da Previdência. “Não há o que negociar, pelo contrário, temos de explicar a cada trabalhador, cada trabalhadora, da cidade, do campo, aos estudantes, aos que lutam nas periferias, que essa proposta é um desastre, por isso precisamos organizar a luta unificada”, reforçou Atnágoras.

 

Chegamos à “nova era”: a era da apologia à ignorância, a era da imbecilidade.

Governo Bolsonaro libera publicidades e erros em livros didáticos

Mais um desserviço do governo Bolsonaro prejudicará ainda mais a qualidade da educação: livros didáticos liberados com erros e sem necessidade de apresentar referências bibliográficas! E ainda por cima com propaganda?!!! É o caos!

E mais! Retirou a obrigatoriedade dos livros representarem a diversidade étnica e a pluralidade social existentes no Brasil e de tratar das questões da violência contra a mulher! Além disso, retirou a necessidade de garantia da qualidade da impressão do livro.

Esse governo e seus apoiadores são apologistas da ignorância, da estupidez e do desconhecimento.

Ensinar errado para os alunos e não ter qualquer preocupação com a fidedignidade da fonte de informação?!

Na prática, esse é um dos desdobramentos daquilo que Bolsonaro chamou, em seu discurso de posse, de combate ao politicamente correto e fica claro que, na “nova era” que a famiglia Bolsonaro e aliados querem impor, o certo é ser errado.

Daí a ministra Damares querendo impor seus (supostos) padrões hetero-normativos e seus dogmas religiosos nas escolas, se aventando em área que nem é da sua competência; daí um governo ter como guru intelectual um astrólogo terraplanista que não liga lé-com-cré, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro (quem diria…); daí toda sorte (ou melhor, azar, de mentecaptos instalados no governo, incluído nesta lista o que foi proibido pela sua própria equipe econômica de explanar sobre economia (imagem exemplar de um homem arreado puxando os bois montados na carroça…).

Está instalada no Brasil a IDIOCRACIA!

Ps: Enquanto escrevia este texto, chegou a informação de que o governo recuou nessa medida insana. A conferir.

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Para saber mais:

Gestão Bolsonaro muda edital de livros, abre margem para erros e retira violência contra a mulher

Governo muda edital e passa a permitir erros em livros didáticos

MEC libera que livros didáticos usem dado sem fonte e ignorem diversidade

O saco de maldades foi aberto, e ninguém pode dizer que foi enganado por eles!

Às direções da classe trabalhadora e dos movimentos sociais cabe organizar a população em geral para impedir os cortes de direitos sociais e trabalhistas e a dilapidação do patrimônio nacional!

Em outubro de 2018, ainda em campanha eleitoral, Eduardo Bolsonaro publicou um tuíter revelador sobre o que seria um eventual governo de sua famiglia – logo tratou de corrigir como “gafe”, erro de digitação ou qualquer outra desculpa esfarrapada semelhante…  Contudo, mal completou dois dias na presidência, Bolsonaro pai mostra a que veio (e, convenhamos, nunca escondeu de ninguém): detonar com os direitos da população mais empobrecida, dos grupos mais vulnerabilizados e com os já poucos direitos da classe trabalhadora.

Leia também: O homem mediano assume o poder

Não deixa de ser ilustrativo que o seu primeiro decreto tenha sido rebaixar em 8 reais os já míseros 1006 reais previstos pelo Congresso para o salário mínimo em 2019, o que gerou uma gama de descontentamento de sua própria base de apoio popular. Foi apenas a primeira amostra daquilo que Bolsonaro dizia explicitamente em campanha: que governará para o empresariado, para o grande capital, principalmente o estrangeiro.

Leia também: Primeiro decreto de Bolsonaro reduz o salário mínimo votado pelo Congresso para 2019

Junto com esse primeiro pacote de maldades, veio a transferência de poder, aos ruralistas empossados no Ministério da Agricultura, de demarcação de terras indígenas e quilombolas, a desestruturação do Conselho de Segurança Alimentar e da Secretaria da Diversidade, Alfabetização e Inclusão do MEC, a retirada da comunidade LGBTI das diretrizes de Direitos Humanos, a extinção do Ministério do Trabalho e da Cultura, a proibição de publicização de ações do COAF (órgão que investiga movimentações financeiras suspeitas do ex-motorista dos Bolsonaros), entre outros.

Além disso, para além das nomeações de ministros investigados  em esquemas de corrupção (e até de um ministro – do Meio Ambiente – condenado por crimes cometidos relacionados à própria área à qual foi empossado), contrariando todo o seu discurso de estabelecer um “novo jeito de fazer política” sem conchavos e nomeando assessores por critérios técnicos, fez acordos políticos na composição do seus ministérios (cujas pastas em campanha prometia não passar de 15, o que de cara não cumpriu) e agora fecha acordo com Rodrigo Maia, deputado do DEM e investigado na Lava-Jato, para apoiá-lo à presidência da Câmara a fim de obter apoio às reformas impopulares e cargos em Comissões do Congresso.

Leia também: Em menos de 24 horas, Bolsonaro toma 17 medidas que colocam em risco o povo brasileiro e a soberania nacional

O aprofundamento dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, já iniciados em governos anteriores, só estão no começo. Enquanto lança cortinas de fumaça com o discurso vazio de combate ao socialismo (que nunca existiu no Brasil), a uma (inexistente) ideologia de gêneros nas escola, entre outros disparates, o objetivo principal do governo é garantir os privilégios da burguesia nacional, das velhas raposas políticas e do alto comando militar, repassando ainda mais a conta da crise para os mais pobres e para os trabalhadores, exterminando a previdência pública (e, com ela, o direito à aposentadoria, obrigando o trabalhador a investir em fundos privados), a justiça do trabalho (e, com ela, os já precários direitos trabalhistas), dilapidando o patrimônio público por meio das privatizações, diminuindo a oferta de serviços públicos (inclusive saúde e educação) e repassando-os para  iniciativa privada.

Leia também: Nas costas dos mais pobres: Reforma da Previdência anunciada por equipe de Bolsonaro quer que trabalhadores só se aposentem aos 65 anos

Em relação aos interesses da classe trabalhadora e da população pobre em geral,  o projeto neoliberal defendido por Bolsonaro não apenas está fadado ao fracasso, como também acarreta tragédias irreparáveis às vidas humanas. Nos anos 80, o Chile fez uma reforma da previdência que é a idealizada pelo governo Bolsonaro para ser aplicada no Brasil: uma das consequências mais dramáticas, lá, foi criar uma onda de suicídios de idosos, sem direito à aposentadoria, ou brutalmente pauperizados pelo financiamento de previdências privadas. Por conta disso, atualmente o Chile passa por um processo de discussão para reversão da privatização da previdência.

Leia também: Sem previdência pública, Chile tem número recorde de suicídio de idosos

Na Argentina de Macri, que é referência do neoliberalismo de Bolsonaro, em setembro de 2018 a inflação chegou a mais de 45%, o peso argentino desvalorizou, em um ano, 100%, levando a classe trabalhadora e a população pobre a enfrentar uma crise histórica, com as consequentes convulsões sociais.

Leia também: Argentina 2018: inflação de 45% e dólar de 40 pesos

Para quem tem algum senso de realidade ou se dá o trabalho de uma pesquisa (mesmo que rápida, mas séria),  não é difícil entender o abismo para onde nos arrastam as políticas neoliberais. Diante delas, é inevitável que a classe trabalhadora e a população em geral intensifique sua organização, ou se reorganize, para enfrentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e para garantir melhores condições de vida.

Não à toa, o cenário de guerra montado pelo governo Bolsonaro em sua posse, com tanques, snipers, ameaças de abates de aeronaves e até mesmo a humilhação infligida a jornalistas e trabalhadores da imprensa em geral – foi um recado claro, obsceno, de que este governo está disposto a toda forma de violência, opressão e autoritarismo para impor sua política anti-povo. Ainda que tenha algum respaldo popular obtido pelas ilusões criadas e pelas mentiras inventadas durante sua campanha, o governo sabe que a lua-de-mel durará bem menos que comumente dura e que, passada a euforia da embriguez, a ressaca vai ser pesada, as frustrações serão inversamente proporcionais às expectativas criadas e o frágil apoio popular vai virar pó, criando um caldo explosivo.

Apesar de uma parte estar ainda encantada pelo canto da sereia do falso messias, e outra parte estar imobilizada pelas tantas desilusões sofridas, a classe trabalhadora não está derrotada!

Resistir é preciso! Construir as possibilidades para derrota desse governo é preciso! É questão de sobrevivência real, de impedir que sejam degradadas ainda mais as condições de vida, de trabalho, de salário, de sobrevivência e dignidade dos trabalhadores e da população em geral, das mulheres, dos negros, dos LGBTIs, dos índios… de cada um de nós!

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