Arquivo da categoria: Leituras

Manifesto: Somos Todos Educadores!

Do blogue Somos Todos Educadores

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Professor, membro da equipe gestora, auxiliar em educação, oficial de escola, inspetor de alunos, porteiro, zelador escolar, auxiliar de limpeza, cozinheiro, profissional das equipes técnicas (orientador pedagógico, fono, psico, fisio etc)… Todos que trabalhamos nas escolas, envolvidos diretamente no processo de ensino ou em seu apoio e viabilização, somos responsáveis pela qualidade da educação das crianças, jovens e adultos usuários das redes de ensino.

Na efetivação do trabalho dos professores, das professoras, viabilizado e apoiado pelos demais trabalhadores e trabalhadoras da educação escolar, o ensino se concretiza; mais que isso, o processo educativo se complementa na relação e nos cuidados que cada profissional da educação estabelece entre si, com as famílias e com os educandos.

Ensinar, educar e cuidar são indissociáveis, pois fazem parte de um mesmo processo, que é o da formação dos seres humanos para a vida em sociedade. Neste sentido, independente do nosso cargo, no trabalho escolar exercemos função inerentemente educativa.

SOMOS TODOS EDUCADORES – e como educadores que somos, comprometidos com a qualidade da educação, lutamos por melhores condições de trabalho e de aprendizagem, pelo direito de todos à valorização profissional, à salários dignos e condizentes com nossas responsabilidades educativas, à formação em serviço, por planos de carreira que possibilitem concretamente a todos educadores, a todas educadoras, evolução funcional e salarial.

Este espaço virtual se apresenta como uma ferramenta dessa luta, contra o processo de desmonte da educação pública levado à cabo pelos governos federal, estaduais e municipais que ano após ano diminuem os investimentos em educação, impõem retrocessos aos currículos, retiram direitos dos trabalhadores, privatizam e terceirizam o serviço público.

NENHUM PROFISSIONAL FORA! NENHUM DIREITO A MENOS! SOMOS TODOS EDUCADORES!!

Xenofobia e burrice

Nota da Pedra Lascada: Artigo de Luis Ruffato, sem meias palavras. Publicado no sítio  El País em maio de 2017. Convém ler 😉

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Assistir a pronunciamentos irados de descendentes de portugueses, espanhóis, italianos, alemães e japoneses contra os imigrantes deveria ser apenas risível, mas é preocupante

Há uma importante diferença entre ignorância e burrice. A ignorância está relacionada à falta de conhecimento sobre algo ou alguma coisa. Já a burrice é a incapacidade de compreender a realidade, por teimosia ou arrogância. A ignorância é perdoável, pois muitas vezes deve-se à baixa escolaridade ou a um sistema de ensino ruim. Já a burrice não se justifica — é a obstinação com que certas pessoas se agarram a ideias pré-concebidas, independentemente de seu grau de instrução ou a que classe social pertença. Geralmente, a burrice prospera em espaços adubados pela intolerância. Quanto menos luz, mais sentimentos estúpidos de superioridade (étnicos, religiosos ou sociais); quanto mais escuridão, mais afundamos no atoleiro. Em um país hipócrita, racista, violento e corrupto como o Brasil, a burrice impera com o vigor do animal que empresta, injustamente, seu nome ao substantivo. Continuar lendo Xenofobia e burrice

Sobre o idealismo “pós-moderno”, o materialismo determinista e a crítica radical de Marx e Engels

NOTA DA PEDRA LASCADA: Diz a sabedoria popular (que mais sábia não há): meia verdade é sempre uma mentira inteira. Em tempos de relativização de verdades, de “pós-verdades” (que são igualmente mais novas e velhas mentiras), de distorções de fatos e reinvenção da História ao sabor do próprio capricho, o artigo que aqui segue é de leitura imprescindível para quem tem disposição de tirar as vendas dos olhos. Em tempo: procurando no Google imagens para este post,  ao digitar “pós-modernismo” apareceu, entre infinitas figuras, a imagem de uma zebra colorida; penso que imagem melhor não há que represente este mal-fadado conceito: nunca se sabe ao certo se a zebra é um anima branco com listras pretas, ou preto com listras brancas, mas continua sendo uma zebra; o pós-modernismo é isso – uma zebra colorida que encanta milhares de distraídos até de boa-vontade e que, ao final das contas, deu e sempre dará… zebra!  [M.S.]
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Na atualidade tornou-se comum a alegação de que a verdade não existe, o que existiria seriam apenas interpretações, pontos de vista particulares (saberes), todos igualmente válidos.E que qualquer tentativa de conhecer a verdade não passaria de pura arrogância e pretensão daqueles que buscam ingenuamente aprisionar a complexidade de nossa existência dentro de limites autoritariamente impostos por uma abordagem determinista qualquer.

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Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

Nota da Pedra Lascada: Sobre o absurdo da prisão de Rafael Braga, da negação dos direitos básicos e fundamentais . Sobre o absurdo do absurdo da realidade em que vivemos. Sobre o falseamento da realidade e sobre possibilidades de começarmos a sair desse marasmo e desse emaranhado… 

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Como o sonho e a arte podem nos ajudar a acessar a realidade e a romper a paralisia

Fonte: Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

 

No meio da desgracêra, eu truco!

Por Helena Silvestre, de São Paulo (SP)

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A melhor saída é aquela que construímos com as nossas próprias mãos.

O governo Temer acabou.

O homem arrogante ainda está sentado na cadeira. mas já não é capaz de apontar o caminho que o Brasil deve seguir. Nem ele e nem nenhum político de plantão – eleito ou candidato – tem a nossa confiança.

Escândalo após escândalo as máscaras caem por terra e ficamos frente a frente com a cara desse sistema podre que já passou da hora de acabar. Continuar lendo No meio da desgracêra, eu truco!

Leitura de recesso escolar: “Amor e Capital”, de Mary Gabriel

Gabriel, Mary. Amor e Capital: a saga familiar de Karl Marx e a história de uma revolução; tradução de Alexandre Barbosa de Souza. – Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

Quando comprei esse livro, há uns anos atrás, fui atraído pela ideia de conhecer sobre a vida de Karl Marx para além do político e pensador endeusado ou amaldiçoado de acordo com as lentes e filtros adotados.

Contudo, este não é um livro pura e simples sobre Karl Marx, e sim sobre sua família, sobre a história de um casal e sobretudo sobre as mulheres fortes e combativas que enfrentando barbaramente as adversidades da vida impostas pelo modo de produção e pelas relações sociais predominates no capitalismo fizeram história junto com Marx, mas na historiografia acabam sendo relegadas a segundo plano. Como diz a autora, num prefácio que dispensa maiores apresentações, e que transcrevo parte como um convite à leitura:

“A história da família Marx é tão rica que elucida também o desenvolvimento das ideias de Marx, uma vez que se desenrola sobre o pano de fundo do nascimento do capitalism moderno. O sistema capitalista do século XIX amadurece com as filhas de Marx. Ao final do século, as lutas que elas enfrentaram em nome dos trabalhadores já não pareciam as que o pai lutara em meados do século. As batalhas da época dele davam a impressão de ter sido relativamente amenas. As lutas do tempo de suas filhas se tornaram selvagens (…)

Ao escrever as biografias dos grandes homens de Roma e Atenas antes de sua morte em 120 d.C., Plutarco afirmou que a chave para entender esses homens não estava nas conquistas dos campos de batalha ou en seus triunfos públicos, mas em suas vidas pessoais, em seus personagens, até mesmo um gesto ou uma palavra. Acredito que através da história da família Marx, os leitores poderão entender melhor Marx, da forma como Plutarco sugere. Espero também que os leitores saiam desta leitura com admiração pelas mulheres da vida de Marx, que por causa da sociedade em que foram criadas acabaram assumindo papéis quase sempre secundários. Acredito que a coragem, a força e o brilhantismo dessas mulheres já permaneceram tempo demais na obscuridade. Sem elas não haveria Karl Marx, e sem Karl Marx o mundo não seria como nós o conhecemos”.

Vamos à leitura, pois!

[M.S.]

8 Dicas para estimular seu filho em casa

Diário da Inclusão Social (https://diariodainclusaosocial.com) é um blog que recomendo a pais, mães, educadores e todos que queiram saber mais sobre as questões da inclusão em nossa sociedade. A partir de experiências concretas vividas em família e pelos conhecimentos adquiridos destas experiências, de pesquisas e leituras, Talita, Luciene e Maria de Lourdes vão nos apresentando um mundo de possibilidades na educação e convivência com seres humanos com necessidades especiais, de tal maneira que passamos a compreender não como “deficiência”, mas sim como características e singularidades humanas as diferenças no jeito de ser, pensar e conviver de cada ser humano.

Diário da Inclusão Social

Estimular nossos filhos é um processo diário e continuo…. Que faz toda a diferença para a sua qualidade de vida e o para o sucesso de seu desenvolvimento! E este  não precisa ser um processo maçante e cansativo, pelo contrário: pode e deve ser muito prazeroso para todos os envolvidos, até porque quanto mais envolvente, mais significativo!

Passo agora a compartilhar com vocês algumas atividades e brincadeiras que eu e o Caique gostamos muito de fazer em casa. Confiram!

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MIUDEZAS DE PENSAR * Tiny little things of thinking

Ana de Lourdes escreve com uma sensibilidade única, ousando neologismos e figuras de linguagens penetrantes. Em suas escritas é difícil saber o que é real ou imaginário, tudo se sintetiza numa harmonia ao mesmo tempo simples – pela linguagem coloquial e envolvente – e complexa – pela força das metáforas construídas como alicerces poderosos de um edifício que toca as nuvens do céu. Convido-os a conhecerem seu blog: https://anadelourdes.wordpress.com

Poesias e Cia - Ana Teixeira

Rodin
Escondo o mundo nos músculos do peito... 
Enrolados neste barulho, somos sons intermináveis!
ruidosos, porque vitrais se quebram,
Ou é esse mundo de vidro que balança demais.

Alimento a fé com miudezas...
Espanta-me as preces decoradas!
Decorei,  porque não acredito,
ou acreditando juntei memórias?

Engravido de fluidos que viram gente,
e de versos enfileirados que nunca pedi...
Possuo dons porque mereço,
ou por não merecer me tornei quem não sou?

Seguro a paciência num fio sem limites,
admirando caminhos que jamais se encontraram....
Encontro, porque espichar deixa sobras,
ou porque estirada me alcanço do outro lado?

Espreito o que é meu, desejo o que não sinto falta.
Maravilhas de pequenas criações...
Inventadas porque sou “querente”,
ou porque pensamento é descoberta de sonhador.

Ana de Lourdes Teixeira - Março,2017

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Análise crítica: “Reflexões Sobre o Multiculturalismo na Escola e na Formação Docente”, de Canen & Moreira – Parte 4

Evidentemente, as classes sociais não se constituem de um todo homogêneo com sujeitos cujos interesses e princípios são os mesmos ou sequer similares, e nesse sentido há que se valer dos estudos culturais para compreender as ações, pensamentos e construções identitárias dos grupos no interior das classes. Nesse sentido, podem ser muito úteis e pertinentes as contribuições de Canen e Moreira quando defendem, por exemplo, que “às situações de violência real devem-se acrescentar os efeitos da violência simbólica decorrentes do processo de globalização excludente que, ao procurar homogeneizar manifestações culturais, termina por anular vozes e experiências dos grupos oprimidos”. Continuar lendo Análise crítica: “Reflexões Sobre o Multiculturalismo na Escola e na Formação Docente”, de Canen & Moreira – Parte 4

Análise crítica: “Reflexões Sobre o Multiculturaismo na Escola e na Formação Docente”, de Canen & Moreira – Parte 3

Algumas considerações (in) pertinentes: pensamento neoliberal e discurso pós-moderno

A preocupação com a pluralidade cultural, com o respeito e valorização dos grupos culturais e étnicos é fundamental para a construção de uma sociedade democrática. O diálogo, neste sentido, assim como propõem Conem e Moreira, deve ser o princípio básico, a essência de uma educação voltada para a transformação social. O “monopólio do diálogo”, a hegemonia da fala e do poder político, representado e concomitantemente perpetuado pela concentração do poderio econômico nas mãos de uns poucos ainda são entraves grandiosos para a superação da segregação social e discriminação cultural em nossa sociedade. Talvez por isso mesmo é que Paulo Freire nos alerta para a impossibilidade de um verdadeiro diálogo entre os sujeitos da classe oprimida e os sujeitos da classe dominante. O diálogo, define Paulo Freire (1986: 123) “é o momento em que os humanos se encontram para refletir sobre sua realidade tal como fazem e re-fazem(…)“. Através do diálogo, refletindo juntos sobre o que sabemos e não sabemos, podemos, a seguir, atuar criticamente para transformar a realidade. Continuar lendo Análise crítica: “Reflexões Sobre o Multiculturaismo na Escola e na Formação Docente”, de Canen & Moreira – Parte 3