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No apagar das luzes “PEC da morte” é aprovada em primeiro turno

Sob brutal repressão aos manifestantes que protestavam contra a PEC 55, nesta terça-feira, já quase de madrugada, senadores aprovaram em primeiro turno a PEC 55.

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Imagem extraída de: http://www.cidadaniaativa.com/pec-241-a-pec-da-morte

Para quem ainda não entendeu a dimensão da tragédia que se anuncia, aqui vão uns dados

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Recesso escolar para auxiliar de limpeza e demais educadores deve ser direito e não moeda de troca em época de eleições!

Slide2Nós da CHAPA  2  consideramos que todos os trabalhadores nas escolas, independente do cargo, desempenham função educativa, e por isso não apenas merecem como precisam ser devidamente valorizados, precisam ter direitos iguais aos dos demais profissionais que atuam na Educação.

Foi com base no princípio “SOMOS TODOS EDUCADORES” e sob o lema “NENHUM PROFISSIONAL FORA, NENHUM DIREITO A MENOS”, que de 2010 a 2013  ajudamos a organizar mais de 9000 trabalhadores em educação na construção da proposta de Estatuto dos Profissionais da Educação, contemplando profissionais de todos os cargos, incluindo os auxiliares de limpeza, para garantir como direito, e não como favor:  formação em serviço, progressão na carreira, evolução salarial, processo de remoção com critérios justos e objetivos, acesso aos cargos por concurso público e, entre outras coisas, recesso escolar de verdade, sem ter que trabalhar horas a mais para compensar.

Com a conivência e omissão da direção do sindicato que fomentou a divisão entre diferentes segmentos da educação, o governo desrespeitou o processo democrático e impôs um projeto de estatuto antieducação e antitrabalhador, cujas consequências caóticas os profissionais da educação sofrem dia após dia.

 A chapa 1 vem fazendo uma propaganda enganosa a respeito do recesso para os auxiliares de limpeza, alardeando como conquista um concessão que o governo dá quando interessa a ele (geralmente em anos eleitorais) para favorecer a sua imagem e a imagem de seus parceiros no sindicato.

A chapa 1 nunca lutou para que essa concessão do recesso escolar se torne um direito, deixando os trabalhadores reféns das vontades do prefeito!

NOSSA LUTA É PELA IGUALDADE DE DIREITOS ENTRE TODOS OS TRABALHADORES!

JUNTOS VAMOS LUTAR PARA QUE TEMPO DE DESCANSO, FORMAÇÃO EM SERVIÇO, EVOLUÇÃO FUNCIONAL, MELHORIAS NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E DE SALÁRIO… SEJAM DIREITOS GARANTIDOS LEGALMENTE PARA TODOS OS SERVIDORES, PARA QUE NENHUM GOVERNO OU DIREÇÃO SINDICAL TORNE OS TRABALHADORES REFÉNS DE SEUS CAPRICHOS.

 CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA

https://oposicaounificadachapa2.wordpress.com/

oposicaounificada.sbc@gmail.com

 

CARTA AO PÚBLICO: PROCESSO REMOÇÃO 2015/2016

O processo de remoção dos oficiais de escola, inspetores e auxiliares de educação parece transcorrer dentro do esperado, no prazo e de acordo com critérios e normas estabelecidas pela comissão de remoção, a qual é composta por vários oficiais de escola que, por designação, exercem na administração da SE cargo de chefia, alguns no segmento administrativo de Recursos Humanos, mas nem tudo é como parece.

Os oficiais de escola estão muito indignados, com a forma como foram estabelecidos os critérios para sua primeira remoção que, por força do Estatuto e Plano de Carreira dos Profissionais da Educação de São Bernardo do Campo, se faz obrigatória para todos os cargos citados acima.

Em 28/09/2015, um grupo composto de quatorze oficiais de escola conseguiu uma reunião com o Sr Secretário da Educação Sr. Paulo Dias, onde entregaram em mãos um abaixo-assinado contendo 219 assinaturas e mais 7 petições individuais, solicitando a disponibilidade das vagas existentes nas dependências da Secretaria de Educação, à exceção dos cargos comissionados e técnicos, para processo de remoção 2015/2016, considerando que estas vagas, até a presente data, estão ocupadas por oficiais de escola e a disponibilização das mesmas no processo apenas oficializará a situação atual, além de aumentar a oferta de vagas possibilitando a titularidade aos seus ocupantes futuros. Esta solicitação baseia-se no artigo 18, Seção II, capítulo VI e também no anexo VI – das Competências/ atribuições do Estatuto e Plano de Carreira dos Profissionais da Educação de São Bernardo do Campo e visa garantir o direito de igualdade de escolhas a todos, conforme reza a nossa constituição no princípio de isonomia, também conhecido como o princípio da igualdade.

Ocorre que de acordo com os critérios estabelecidos no edital de remoção e o número de vagas divulgadas na grade de vagas do processo, os oficiais de escola hoje lotados na SE, terão oportunidade de escolher escolas para sua titularidade e terão a possibilidade de, a bem do serviço, serem designados para exercerem suas funções no espaço ou dependências da SE, portanto, conseguirão sua titularidade em uma unidade escolar e exercerão suas atividades profissionais em outro espaço, enquanto os oficiais que hoje são lotados nas unidades escolares terão unicamente oportunidade de escolher escolas para a sua titularidade, não podendo exercer suas atividades em outro espaço, fato este que fere o principio da igualdade. Lembrando que todos são concursados e possuem aptidão, potencial profissional e intelectual, necessários para o exercício das funções correlatas ao cargo de oficial de escola em qualquer estabelecimento de ensino da rede publica municipal.

Os oficiais lotados na SE representam aproximadamente 1/3 das vagas disponibilizadas na grade vagas do processo de remoção, e como muitos deles são funcionários antigos da rede, logo conforme o Edital de remoção serão os primeiros a escolher, isto impossibilitará que grandes números de oficiais de escola em exercício de suas funções nas unidades escolares consigam sua titularidade na escola em que atua. Isto também prejudicará o bom andamento das unidades que terão o seu quadro administrativo alterado a cada 2 anos, pois nelas irão atuar funcionários designados sem titularidade, enquanto os oficiais de escola titulares destas vagas estiverem designados para trabalhar na SE.

A aprovação da nossa reivindicação permitirá que um número maior de profissionais que atuam há anos a serviço da Educação de São Bernardo do Campo e possuem suas vidas estruturadas com base no local onde atuam, possam adquirir titularidade no local de seu interesse, garantindo que todos possam concorrer de forma igualitária a todos os postos de trabalho de acordo com os critérios e condições estabelecidas no Estatuto.

Até o momento os representantes no abaixo assinado dos oficiais de escola não receberam nenhum parecer por parte do Sr. Secretário de Educação, embora já estejamos no meio do processo de remoção.

É lamentável, que os critérios para remoção estabelecidos no edital foram pensados de forma unilateral, não garantindo a igualdade direito de escolha para todos e impondo a todos o dever de escolher, ou seja, vai em detrimento do direito dos oficiais de escola que atuam nas unidades escolares, já que estes não terão direito a titularidade nos espaços da Secretaria de Educação onde, atuam aproximadamente 120 oficiais de escola, já esses em contrapartida, concorrerão às vagas das unidades escolares. (E não atuarão como titulares nas unidades escolares porque serão designados para atuar na SE).

Também se questiona, em muito, a forma com que foram estabelecidos no Edital de Remoção, os critérios para priorizar a escolha dos oficiais de escola dos concursos de 2002 e 2006, que na época, se inscreveram e concorreram por área de abrangência. O Edital diz que será obedecendo à ordem cronológica dos concursos e a classificação nos concursos, sendo que, para desempate de nota de classificação será considerada a data de admissão no cargo. O que também não parece justo, já que estes oficiais concorreram, na época do concurso, com diferentes quantidades de candidatos e em área de abrangência diferentes, portanto, sua nota de classificação não representa o seu real desempenho no concurso, e se comparado com outro candidato que concorreu em outra área de abrangência. (área de abrangência era considerada como concursos diferentes).

Neste processo, falta transparência em alguns pontos, após os recursos por parte dos oficiais foram divulgadas no portal a data de admissão dos oficiais de escola admitidos por meio dos concursos de 2002 e 2006, já que é este o critério de desempate, porém, estranhamente as datas de admissão dos oficiais admitidos por meio dos concursos de 1998, de 2010 e 2014 no foram divulgadas para dar real transparência ao processo.

Também, muitos reclamam de que existem escolas que tiveram atividades no ano de 2015, porém, suas vagas não foram ofertadas no processo de remoção, a comissão de remoção não publicou os motivos, gerando omissão de informação. Será que essas escolas não terão atividades para 2016? Ou,….será que estas vagas estão sendo ocupadas por outros profissionais atualmente? A transparência se faz necessária, para que possamos saber se temos ou não direito a estas vagas.

Há quem diga que existem unidades escolares, em que um oficial administrativo, exerce suas funções na secretaria da escola, cargo este que deveria ser ocupado por um oficial de escola, conforme reza no Estatuto no artigo18 e no Anexo VI.

Obscura, também está a questão da forma como será feita a transição. A data marcada para início está definida para 01/02/2016, porém, a transição será realizada gradualmente, sob orientação da SE.

Ora, veja a situação do trabalhador, que pensava ter suas vidas e de suas famílias estabelecidas no entorno do local do nosso trabalho e conforme os horários de seu trabalho, e agora, sequer sabem se serão transferidos no dia 01/02 ou se isto ocorrerá em outra data qualquer para a qual não terão como programar suas vidas, os horários de escola seus filhos, e etc., visto que alguns sofrerão mudanças de horário de trabalho do dia, para tarde e noite, além de mudanças gigantescas de localidade de trabalho.

Há muita indignação por parte dos oficiais de escola, que são pessoas de perfil dócil, prestativo e servil, que agora se veem na necessidade de lutar pelo seu direito e que necessitam urgentemente  do apoio jurídico do sindicato dos funcionários públicos de São Bernardo do Campo. Porém, mais uma vez, em 13/10/2015, em contato com o sindicato para pedir apoio e orientação jurídica  e o mesmo não se mostrou solicito em nos representar juridicamente, e um dos diretores ainda afirmou desconhecer a situação da remoção dos auxiliares, inspetores e oficiais de escola, preferiu permanecer omisso como o foi até este momento no processo de remoção,  apesar dos apelos.

Até aqui falamos alguns pontos difíceis dos oficiais de escola, sem falar das dificuldades dos inspetores de alunos e dos auxiliares de educação.

São Bernardo do Campo, 14 de outubro de 2015

Oficiais de Escola da Rede Pública de São Bernardo do Campo

Trabalhar de preto…

Sobre trabalhar de preto em apoio aos professores espancados pelo governo do psdb do Paraná e em apoio pelos professores desprezados e tripudiados pelo governo do psdb de São Paulo: é fato que concretamente não muda nada. Mas os caminhos que trilham a construção das consciências, citando e parafraseando livremente Michael Apple, passa pela disputa política no campo do simbólico. Pode concretamente a curto e médio prazo não mudar nada, mas tem um poder de mudança cultural a longo prazo. Ainda mais quando se vestem de preto em solidariedade profissionais que não são nem da mesma categoria.

PM reprime violentamente profissionais da Educação do Paraná para garantir aprovação de retirada de direitos previdenciários

 

Seria mais um dia de luta tenso da greve dos profissionais da educação uma vez que já havia tido repressão no dia anterior. Mas os que estavam nas ruas centrais de Curitiba não esperavam passar pelo o que passaram nesta quarta-feira (29) durante o protesto contra a votação do ParanaPrevidencia e promoção de um ajuste fiscal estadual, que reduz drasticamente direitos dos servidores estaduais. O ato unificado de trabalhadores está sendo duramente reprimido neste momento pela polícia de Beto Richa (PSDB). Já há dezenas de trabalhadores feridos. Enquanto a PM reprime os servidores, os deputados votam na Assembleia Legislativa projeto de lei que altera custeio da ParanaPrevidência. Todo apoio aos servidores públicos do Paraná! Abaixo a repressão digna de época de ditadura militar.

 

Segundo a professora Marcia Ferher, da CSP-Conlutas, o centro virou um campo de guerra. “É uma vergonha o que estão fazendo aqui, já vi diversos trabalhadores feridos, dois acabaram de ser levados por uma ambulância. A que ponto chegou o governo de Beto Richa (PSDB) para aprovar a retirada de direitos dos servidores no estado”, denuncia a professora revoltada. Márcia comenta que a repressão pesada durou mais de uma hora, mas que há espírito de resistência na categoria para impedir a votação.

Profissionais em Educação do Paraná intensificam luta para barrar votação do projeto que ataca previdência e será votado hoje

 

Os profissionais em Educação do Paraná em greve continuam mobilizados para barrar o projeto de lei que ataca direitos previdenciários dos servidores públicos. A votação das emendas da medida que foi adiada para esta quarta-feira (29). Os servidores estão comparecendo em peso ao Centro Cívico, em Curitiba, e reforçam a resistência contra esse ataque. Estão previstas mais de 20 mil trabalhadores em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

 

A mobilização é contra as políticas do governador Beto Richa (PSDB) que está tentando aprovar, sem discussão alguma, o projeto de lei 252/2015, que prevê mudanças na Paraná Previdência – fundo que paga a aposentadoria de servidores estaduais e pensionistas.

 

Desde o início da mobilização, a categoria enfrenta a truculência da polícia e a dureza do estado que tenta impedir os trabalhadores em acompanhar a votação do projeto. Os educadores tiveram que acionar a justiça para conseguir entrar no plenário na terça-feira (28), no entanto a polícia, usando extrema violência, dificultou o acesso dos servidores.

 

Na noite de segunda- feira (27), o governador tucano acionou um aparato policial descomunal para fazer um cerco à Alep. Os policiais agiram com truculência contra os professores e impediram o acesso às dependências do local, tentando desmontar o acampamento montado do lado de fora desde o fim de semana.

 

O Bloco de Oposição conseguiu instalar algumas barracas, mas, à noite, a polícia partiu para a cima numa ação e violência descabidas. “Para cada professor acampando havia quatro policiais com gás de pimenta, foi muita repressão”, conta a professora Karem Capelesso, representante do Bloco de Oposição APP de Luta e Pela Base, ligado à CSP-Conlutas.

 

Os carros de som do sindicato foram guinchados e continua uma forte intimidação sobre os trabalhadores, mas a resistência continua e o acampamento permanece.

 

“Nós vamos fortalecer nosso acampamento e resistir. Diversos ônibus estão saindo de várias regiões do Paraná rumo à capital para unir forças e pressionar o governo de Beto Richa e a “bancada do camburão” para que não imputem esse projeto sobre os servidores”, frisa Karem, se referindo ao governador do Estado e aos deputados, que só conseguiram acessar à Alep dentro de um camburão, durante a greve realizada em fevereiro, contra o mesmo projeto.

 

Retomada da mobilização

 

Os profissionais da educação do Paraná realizaram uma forte greve em fevereiro último com 100% de adesão contra diversos projetos previstos para serem votados, que atacam os direitos da categoria e do conjunto do funcionalismo público no estado.

 

Em fevereiro, a categoria ocupou a Alep duas vezes e conseguiu barrar o pacotaço de Beto Richa. Na segunda vez, mais de 50 mil pessoas derrubaram as grades e furaram o bloqueio da tropa de choque. Sob os gritos de palavras de ordem de “Fora Beto Richa”, “Ou retira ou não sai”, os deputados foram obrigados a retirar o projeto de pauta e ainda fugir de camburão blindado.

 

O PL 252/2015, que retira direitos previdenciários, é um dos projetos mais prejudiciais aos trabalhadores e, por isso mesmo, tem causado muita revolta entre os servidores. O governo tem um déficit elevadíssimo nas contas públicas e quer cobrir esse rombo tirando verbas da previdência e da aposentadoria dos trabalhadores. O rombo do Fundo Financeiro do Estado foi deixado por ele e outros governadores que o sucederam, inclusive com as nababescas obras da Copa do Mundo de 2014.  Para cobrir esse montante o governo tucano exige que os trabalhadores paguem por ele, por isso quer utilizar dinheiro do Paraná Previdência, que é o fundo previdenciário dos servidores. Um verdadeiro absurdo!

 

Para fortalecer a mobilização dos servidores públicos, os trabalhadores da saúde estadual também decidiram pela greve em assembleia realizada nesta terça-feira e vão em caravanas para Curitiba e participar da mobilização em frente à Alep.

 

Ataque é nacional

 

Os educadores, o trabalhadores da saúde e o conjunto dos servidores públicos não podem permitir essa escala de ataques contra a categoria. A CSP-Conlutas apoia a luta desses trabalhadores, assim como apoia as greves dos profissionais da educação que vêm ocorrendo por todo o país, como em São Paulo, Pará e Pernambuco, contra retirada de direitos trabalhistas.

 

Segundo Paulo Barela, também servidor público e membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas,“a política do governo Dilma-PT, que editou as MP-664 e 665 retirando direitos das pensões por morte, seguro desemprego, PIS e seguro defeso, assim como a política de Beto Richa-PSDB, que retira direitos previdenciários dos servidores públicos, carrega o mesmo receituário de combate à crise econômica jogando a conta nas costas dos trabalhadores. Não vamos aceitar isso”.

 

O dirigente saúda a disposição e a combatividade dos servidores públicos do Paraná que representam um exemplo para a classe trabalhadora em nosso país, entretanto pondera que é preciso avançar na unificação de todos os trabalhadores e suas lutas rumo à greve geral. “Nós, da CSP-Conlutas, fazemos esse chamado a todas as Centrais e exigimos da CUT, especialmente, que rompa com o governo e defenda de fato os interesses dos trabalhadores”.

 

Barela aponta a greve geral como a única perspectiva neste momento capaz de barrar efetivamente os ataques aos direitos dos trabalhadores em todo o país, seja por meio das MPs-664 e 665, do PL-4330 das terceirizações ou projetos estaduais e municipais, como esse do tucano Beto Richa.

Matéria atualizada dia 29 às 10h30


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Fonte: http://cspconlutas.org.br/2015/04/profissonais-da-educacao-do-parana-enfrentam-repressao-da-pm-para-impedir-votacao-de-projeto-de-beto-richa-psdb-que-retira-direitos-dos-servidores/

Argumentos a favor da greve dos professores

Por Valério Arcary
A greve dos professores da Rede Estadual do Estado de São Paulo tem 21 dias, e já está próxima de finalizar a sua terceira semana. Utilizando uma astúcia desonesta, Alckmin insiste em ignorar a realidade, e afirma que não há greve. Se fosse verdade, como é possível explicar que dezenas de milhares de professores tenham protestado nas ruas, estimados em 60.000 pela APEOESP, no passado dia 2 de abril?
Qualquer um sabe que são muito raras greves com 100% de adesão. Em uma categoria como a dos professores, com mais de 230.000 educadores, a adesão a qualquer greve é sempre parcial. A questão, portanto, é o que se entende por parcial. Quando a adesão se aproxima de 150.000 professores, pelo menos nos dias de assembleia e manifestação, a greve é poderosíssima.
As greves de professores, assim como as greves em serviços como saúde, segurança e transporte dividem as opiniões, mesmo entre os trabalhadores, mais do que as greves de outras categorias. É previsível que seja assim, porque nas atividades de serviços se atende a demandas humanas que são direitos universais, e não com produtos. Em educação se trabalha com crianças e jovens.
Os argumentos mais frequentes contra as greves de professores são bem conhecidos, porque são repetidos à exaustão nas TV’s e rádios. Não obstante, vale a pena examiná-los, até porque que é muito raro que haja a oportunidade de respondê-los nas mesmas mídias. Refutaremos os nove mais comuns:
1) “Aqueles que não estão satisfeitos deveriam procurar outra profissão”
Ou seja, não é surpresa alguma que a profissão está socialmente desvalorizada pelos baixos salários, logo quem escolheu ser educador não deveria reclamar. Esta crítica, muito comum em ambientes de classe média é, entre todas, especialmente, cruel. Esta visão do problema escamoteia a mais simples das questões: professores são professores porque gostam de ensinar, e não é justo ou sequer razoável que recebam abaixo do salário médio, se têm escolaridade igual ao dobro da média. Por trás dela existe um pressuposto meritocrático oculto: vivemos em uma sociedade, naturalmente, desigual, em que o lugar de qualquer um é proporcional aos seus talentos e capacidades. Portanto, quem decidiu trabalhar em educação, deve aceitar a sua condição ou ir embora. A rivalidade entre os homens e a disputa pela riqueza seriam um destino incontornável. Um impulso egoísta ou uma atitude comodista, uma ambição insaciável ou uma avareza incorrigível definiriam a nossa condição. Eis o fatalismo: o individualismo seria, finalmente, a essência da natureza humana. E a organização política e social deveria se adequar à imperfeição humana. E resignar-se. Resumindo e sendo brutal: o direito ao enriquecimento seria a recompensa dos mais empreendedores, ou mais corajosos e seus herdeiros.
2) “Greves são políticas, e exigem o impossível”
Este é o argumento mais banalizado e, também, mais infantil. Os que o usam querem dizer que o objetivo da greve é prejudicar a imagem do governador. O que é o “óbvio ululante”, porque é o governador o primeiro responsável pela educação pública na Rede Estadual. Mas admitir que a greve é política, porque é um conflito que tem por objetivo pressionar o governo a tomar medidas que ele não quer tomar, não autoriza concluir que ela obedeça a um projeto partidário eleitoral. Imaginar que mais de cem mil professores entraram em greve para ajudar um partido a vencer eleições daqui a quatro anos é, simplesmente, ridículo. Os professores paulistas estão em greve porque recebem salários infames, entre três e cinco salários mínimos, dependendo do tamanho de sua jornada e da sua titulação. Suas reivindicações não são nem exorbitantes, nem desmedidas. Pedem somente uma equivalência salarial que garanta isonomia com os salários daqueles que têm titulação igual.
3) “Greve não resolve nada”
Este argumento é o mais ignorante de todos, porque ignora a história, e estimula a acomodação. Infelizmente, não é incomum que seja esgrimido até por alguns colegas professores. Não há contratos individuais em educação, há contrato coletivo para toda a categoria. O que não resolve nada é a desmoralização individual.
4) “Seus direitos terminam onde começam os dos outros”
O direito dos alunos a ter aulas, o direito dos usuários de automóveis de ir e vir, o direito dos pais de alunos a terem uma programação de férias são todos direitos legítimos, mas não anulam, não diminuem, não proscrevem o direito, também legítimo, dos professores de fazerem greve. Sim, direitos são relativos, portanto, não são absolutos. Mais importante, os direitos devem ser proporcionais aos deveres. O governo tem, por exemplo, o dever de oferecer educação pública de qualidade universal e gratuita. Mas ele pode preferir transferir os escassos recursos públicos para empreiteiras que fazem sobre preço nas obras de trens e metro, como denunciou a insuspeita porque fazia parte do cartel, Siemens. Pais de alunos, estudantes e, eventualmente, usuários de automóveis zangados podem se unir aos professores, ou ao governo que humilha os professores. Esta escolha não é somente política, é moral. Podem se unir aos explorados ou aos exploradores.
4) “Greves prejudicam inocentes, crianças e jovens”
Sim, greves prejudicam estudantes, mesmo quando há o compromisso de redução de danos através da reposição de aulas. Mas quem prejudica mais? O governo de São Paulo que mantém, por mais de trinta anos, uma política salarial de desmoralização social dos educadores, perpetuando dezenas de milhares de professores em condições de contratos precários para fazer economia de escala. Em um mundo perfeito, certamente, não seria necessário que os professores fizessem greve, mas o mundo é imperfeito e injusto. A hostilidade ao conflito social é um argumento reacionário. A luta contra a injustiça é legítima, porque é ela que pode diminuir a imperfeição do mundo.
5) “Deveriam protestar de outra forma”
Os professores já esgotaram todas as formas de luta possíveis e imagináveis. Fizeram manifestos, abaixo-assinados, passeatas, e até acampamentos. Os que desconsideram a intransigência do governo não compreendem que a desqualificação da educação pública abriu o caminho para educação privada no Brasil e, especialmente, em São Paulo. Educação particular passou a ser um grande negócio, capaz de atrair investimentos estrangeiros em escala de centenas de milhões de dólares, com a cumplicidade dos governos.
6) “A Justiça devia resolver o conflito de interesses: deixem os tribunais decidir”
A judicialização dos conflitos de trabalho é perigosa. A ideia de que a Justiça é uma instância de poder neutra é uma ilusão política inocente. O poder na sociedade em que vivemos, seja no executivo, no legislativo ou no judiciário, obedece a uma disciplina de classe que não favorece, ao contrário, discrimina quem vive do trabalho assalariado. Educação é um serviço caro. Demora décadas para formar professores, e para estimulá-los a manterem-se atualizados. Os capitalistas não querem aumentar a carga fiscal, porque interpretam que impostos são um aumento de custos. Querem vantagens comparativas para poder concorrer nos negócios contra as empresas que rivalizam com suas companhias pelo domínio do mercado. Os tribunais não merecem confiança alguma.
7) “Qualidade do ensino não presta e a primeira responsabilidade é dos professores”
Os professores não são responsáveis pelo sucateamento da educação pública, são vítimas. Para ser justo, se a decadência da escola pública não é maior, é porque os professores resistem na sua defesa. Não será possível elevar a qualidade de ensino castigando os professores, mas valorizando-os e respeitando o seu papel de sujeito no processo educacional.
8) “Greves de professores são um mau exemplo, ensinam a indisciplina e o desrespeito à ordem”
Greves de professores não são mau exemplo. Ao contrário, são um bom exemplo para os estudantes aprenderem a defenderem seus direitos. Aprenderem que não vale tudo. Não vale o cada um por si, todos contra todos. Greves transformam as pessoas para melhor porque ensinam o valor da solidariedade, da fraternidade, da esperança, e da coragem. Valores muito mais elevados que a mesquinhez, o egoísmo, a acomodação e a covardia.
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Valério Arcary é Historiador, professor do Cefet/SP e membro do conselho editorial da revista Outubro
Fonte: http://www.pstu.org.br/node/21384
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Enontre mais artigos de Valério Arcary em http://www.pstu.org.br/buscar-autor?id=422

Dia do Professor: Vitória, ainda que tardia!

Do Blog Fórum da Educação SBC

http://forumdaeducacaosbc.blogspot.com.br/2014/11/dia-do-professor-vitoria-ainda-que.html

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O site do Sindserv SBC anuncia que em 2015 todos os trabalhadores da educação terão o direito a fruir o dia do professor.  Para um governo que queria obrigar os auxiliares em educação a trabalharem o dia inteiro no dia 24 de outubro e depois cedeu para apenas meio período (mal aproveitado, só pra não dar o braço a torcer), negou aos demais trabalhadores da educação o direito a comemorar o dia do professor… e agora anunciar que em 2015 todos os trabalhadores da educação fruirão o Dia do Professor… é um avanço!
E esta conquista é fruto da luta de todos, e de cada um dos mais de 2200 educadores que assinaram o abaixo-assinado em defesa da comemoração do Dia do Professor por todos os trabalhadores em educação!
É importante lembrar que a iniciativa do abaixo-assinado foi exclusivamente dos trabalhadores organizados de forma autônoma, ao tempo que a direção do sindicato anunciava a derrota da categoria com a recusa sistemática do governo em reconhecer como educadores todos que trabalham na educação.
A luta está só no começo, e a organização independente e autônoma dos trabalhadores, inclusive para pressionar as ações da direção sindical, demonstrou que os educadores juntos podem mais, muito mais! A conquista deste dia tem um significado simbólico fundamental, pois representa o reconhecimento de uma identidade coletiva, que é ao mesmo tempo o princípio de básico que o conjunto dos profissionais da educação de SBC reitera há anos: o papel inerentemente educativo de todos os que atuam na educação, independente de sua função ou cargo.
Somente os trabalhadores organizados e unidos poderão vencer a burocracia e o autoritarismo governamental e sindical.
NENHUM TRABALHADOR FORA! NENHUM DIREITO A MENOS!
SOMOS TODOS EDUCADORES!

Informe sobre o abaixo-assinado, convite e reflexão

Do blog Fórum da Educação SBC

 

Colegas educadores do quadro do magistério, da EOT, das equipes de apoio educativo, administrativo e operacional.

Na segunda-feira, 20 de outubro, protocolamos no Gabinete do prefeito abaixo-assinado com 2209 assinaturas em apoio às nossas reivindicações e, no mesmo dia, novos abaixo-assinados nos foram encaminhados, representando uma ação coletiva autônoma, livre e amplamente expressiva dos anseios do conjunto dos trabalhadores da educação.

Nesta quarta-feira entramos em contato com o Gabinete do Prefeito para saber notícias sobre o abaixo-assinado entregue no início da semana. Fomos informados de que o Gabinete encaminhou para a Secretaria de Administração, que por sua vez encaminhou para a Secretaria de Educação, que até o momento não se pronunciou a respeito do abaixo-assinado.

Ainda que as ações governistas (incluindo a imposição do novo estatuto) exponham até agora resistências do governo em reconhecer como educadores todos os trabalhadores da educação pública municipal, persistimos na luta e acreditamos na possibilidade de o governo, por meio da Secretaria de Educação, fazer um gesto simbólico, mas não menos importante, em direção a este reconhecimento, atendendo a reivindicação contida no abaixo-assinado.

A luta pelo ponto facultativo para todos no dia 24 simboliza a defesa de um princípio essencial para a qualidade do processo educativo, que é o reconhecimento das professoras e dos professores enquanto sujeitos centrais desse processo e o reconhecimento de todos os demais profissionais como co-responsáveis pela educação das crianças, jovens e adultos. Em síntese, significa dizer que SOMOS TODOS EDUCADORES.

Esta luta sustenta-se em princípios éticos sólidos e coerentes, preconizados e amparados legalmente em resoluções, pareceres e diretrizes legais estabelecidas pelo governo federal por meio do Ministério da Educação (confira em: http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=866&id=12896&option=com_content&view=article).

São estes princípios e estas diretrizes que nortearam o projeto de estatuto dos profissionais da educação elaborado coletivamente pelos trabalhadores da educação pública municipal de SBC em mais de três anos de intensas e democráticas discussões.

Continuamos no aguardo de uma resposta que demonstre, por parte do governo, avanço na compreensão e no reconhecimento do papel educativo de todos os trabalhadores da educação e no reconhecimento da importância do professor, possibilitando que todos possamos comemorar a Profissão das Profissões.

Reforçamos a convocação para o ato do dia 24 de outubro aprovado em assembleia dos trabalhadores e convocado pelo sindicato.

Parabenizamos professores e funcionários pelo Dia do Professor e pelo dia do Funcionário Público. Somos nós, trabalhadoras e trabalhadores da educação, os principais responsáveis pela educação pública de cada vez mais qualidade para as crianças, jovens, adultos e famílias de nosso município.

Por fim, na forma de um poema, encerramos com uma reflexão e um convite à ação coletiva:

 

“Sozinhos, sozinhos

Nunca estamos

Ainda que pareça

E ainda que esmoreçam

Alguns planos

 

Há sempre alguém ao lado

Que talvez não enxergamos

 

Na soma de nós dois

(Muito antes e depois)

Na soma de todos nós

Desatamos os nós

E nos multiplicamos

 

Semeamos as sementes

Mas colhemos não somente

Aquilo que plantamos

 

É preciso persistência

Unidade e resistência

Para superar os espinhos

Mas sozinhos, sozinhos

Nunca estamos

 

Com princípios e valores

Na luta nos completamos

Somos todos educadores

Educamos as nossas dores

Construindo os nossos sonhos.