Arquivo da categoria: Direitos Humanos

De frente para a realidade…

Sabe qual é a maior raiva dos Bolsonaro, dos bolsominions e demais neoliberais ultradireitistas e fascistóides?

É que a crise sanitária que estamos vivenciando colocou abaixo os ideais de política econômica deles e a defesa do “politicamente incorreto”.

De frente para a realidade, fica evidente que individualismo, meritocracia, selvageria em prol de lucro e “Estado mínimo” para os pobres e para a classe trabalhadora não salvam vidas… e nem a própria economia.

De frente para a realidade, constatam-se coisas que os “socialistas” e os “comunistas” vêm defendendo há tempos: a concentração de renda é nociva à sociedade.

É preciso minimamente investir pesadamente em serviços públicos e em políticas de distribuição de renda, em ciência, em pesquisa, em saúde… enfim, no bem-estar da população.

Aquela história de cada um correr atrás do seu e o resto que se dane mostra-se não apenas enganosa, mas que não serve para garantir a vida das pessoas.

De frente para a realidade, são os valores politicamente corretos que podem salvar vidas: solidariedade, cooperação, empatia, alteridade, espírito coletivo, respeito à diversidade… Tudo o que o bolsonarismo tem combatido até o momento.

Enfim, de frente para a realidade, fica evidente que o bolsonarismo e o neoliberalismo que apregoam simplesmente não servem.

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A imagem em destaque neste post é da escultura Building Bridges (Construindo Pontes, em tradução livre), do escultor italiano Lorenzo Quinn, e representa a união de diferentes em prol de um bem comum. Saiba mais AQUI.

Sociopatia, pandemias e capitalismo: Entre o socialismo ou a continuidade da barbárie.

“Brasil não pode parar por causa de 5 ou 7 mil mortes, diz dono da Madero”.

Dono da Havan defender cortar salários.

“12-mil mortes em 7 bilhoes é pouco para histeria”, reafirma Roberto Justus

“Essa epidemia simplesmente não existe”, diz Olavo de Carvalho

“Dizem que morreram só 5 mil pessoas”, diz Paulo Guedes sobre coronavírus na China

“Não vai ser uma ‘gripezinha’ que vai me derrubar”, diz Bolsonaro.

Depois de negar racismo no Brasil, presidente da Fundação Palmares nega perigo do coronavírus

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Monstros como esse têm aos montes por aí. Colocam o lucro acima das vidas humanas, com uma frieza calculada. Vermes!
Essa pandemia mostra uma coisa: o capitalismo nunca deu certo!

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Capitalização da Previdência proposta por equipe de Bolsonaro é a mesma que causou tragédia social no Chile

Do site da CSP-Conlutas.

No novo governo, não se iluda, a cada dia tem sido anunciada uma bomba contra o trabalhador. Na última terça (8), a equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que pretende reduzir a metade do tempo de transição para atingir a aposentadoria somente aos 65 anos de idade, igualando os setores privado e público. Uma proposta mais dura que a do ex-governo Temer que foi barrada pelas grandes mobilizações dos trabalhadores.

Após desentendimentos e “bater cabeças”, os ministros da Economia e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se reuniram e anunciaram conjuntamente que o projeto é aprovar uma reforma de longo prazo. “É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente”, disse Guedes, que já a vinha defendendo desde a campanha eleitoral.

Desta vez anunciam que pretendem incluir a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda estão por entrar no mercado de trabalho. Na capitalização, o trabalhador contribui individualmente numa espécie de poupança para a sua aposentadoria.

Capitalização da Previdência é tragédia pra trabalhador

A proposta é acabar com o atual regime de repartição da Previdência e criar um regime de capitalização. O mesmo que foi implantada no Chile em 1981, pela ditadura militar de Augusto Pinochet, um dos precursores também do modelo neoliberal.

A proposta já havia sido anunciada no programa de governo de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) registrado no TSE. “A grande novidade [sobre previdência] será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas [não há explicação do que seria isso]. Obviamente, a transição de um regime para o outro gera um problema de insuficiência de recursos, na medida em que os aposentados deixam de contar com a contribuição dos optantes pela capitalização. Para isto será criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo”, diz trecho do programa.

Modelo igual no Chile causou tragédia social

Com essa proposta de capitalização da previdência, nem o governo contribui, nem as empresas. Apenas o trabalhador contribui como se fosse um plano de saúde. Se ficar desempregado ou não puder pagar, a “aposentadoria” é afetada. Na prática, é a privatização da Previdência. O Chile implementou esse tipo de reforma e hoje há uma verdadeira tragédia social no país.

Cada trabalhador passou a contribuir individualmente com 10% do seu salário para fundos de pensão privados, conhecidos como Administradoras de Fundo de Pensão. As mulheres começam a receber o benefício aos 60 anos e os homens aos 65 e são obrigados a contribuir por, no mínimo, 20 anos.

Contudo, o que ocorreu foi que as AFPs, como são chamadas, passaram a administrar o dinheiro dos trabalhadores, usando para investimentos e especulação, com vários casos de corrupção e prejuízos, e na hora de pagar as aposentadorias os valores são irrisórios. Longe de representar o que os trabalhadores contribuíram a vida toda, sequer garantem o mínimo de subsistência.

Segundo levantamentos, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo 235 dólares (726 reais), que representam apenas dois terços do salário mínimo do Chile. No caso das mulheres, 94% das aposentadas ganham menos ainda. Embora os criadores do sistema tenham previsto que em 2020 as pessoas se aposentariam com 100% de seus vencimentos na ativa, metade daqueles que contribuíram entre 25 e 33 anos receberá pensões equivalentes a apenas 21%.

“Há que entender que essa proposta é um brutal ataque que pode destruir a Previdência Pública e acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros“, avalia Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

“Além disso, a capitalização, é uma forma do governo se livrar das responsabilidades de amparo e aposentadorias dos trabalhadores e os obrigar a recorrerem os bancos privados para cumprir esse papel. No fundo quem sai beneficiado com esse projeto são os banqueiros”, denuncia o dirigente.

A CSP-Conlutas continua defendendo que as Centrais Sindicais devem tomar a frente da mobilização para barrar a Reforma da Previdência. “Não há o que negociar, pelo contrário, temos de explicar a cada trabalhador, cada trabalhadora, da cidade, do campo, aos estudantes, aos que lutam nas periferias, que essa proposta é um desastre, por isso precisamos organizar a luta unificada”, reforçou Atnágoras.

 

#EleNão: neste sábado (29), mulheres saem às ruas contra Bolsonaro e seu discurso machista e fascista; atos no Brasil e no mundo

NOTA DA PEDRA LASCADA: Nós, homens, também! #EleNão! #EleNunca!

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Do site da CSP-Conlutas:

Depois do fenômeno #EleNão nas redes sociais, o repúdio ao candidato Jair Bolsonaro vai ganhar as ruas neste sábado (29). Em diversas cidades brasileiras, e até mesmo fora do país, estão programadas manifestações contra o candidato do PSL e seu discurso machista, de ódio contra as mulheres e de desprezo à democracia.

O Facebook já registra mais de 100 eventos que estão sendo convocados em capitais brasileiras, em cidades do interior de vários estados e até no exterior, como Lisboa, Porto e Coimbra (Portugal), Berlim e Munique (Alemanha), Paris e Lyon (França), Galway (Irlanda), Barcelona (Espanha), Sidney e Gold Coast (Austrália), Londres (Inglaterra) e Haia (Holanda), entre outras.

Artistas e torcidas contra o “Coiso”

Além de mulheres da população em geral e movimentos feministas, diversas artistas também estão se mobilizando e convocando os atos deste sábado. Atrizes, cantoras e influenciadoras digitais estão gravando vídeos explicando os motivos pelos quais aderiram à campanha #elenão e convocando as mulheres a participarem do ato. No vídeo, outras três mulheres são desafiadas a fazer o mesmo.

“Fiz meu vídeo convidando todas as mulheres para a passeata do dia 29. Vamos dizer juntas #elenao! Vamos reafirmar a democracia, a igualdade, a liberdade, e acima de tudo o amor!”, postou a atriz Sophie Charlotte.

Desafiada por Maria Gadu, a cantora sertaneja Marília Mendonça publicou em sua conta um vídeo que já tem mais de 1 milhão de visualizações. “Por que no final das contas, não é uma questão de opção política, é uma questão de bom senso!”

Torcidas organizadas de futebol também se pronunciaram, como Gaviões da Fiel, do Corinthians, a Torcida Jovem, do Santos, Palmeiras Antifacista e Palmeiras Livre, torcedores do Flamengo e do Internacional.

Discurso de ódio

Os atos estão sendo organizados por mulheres, mas homens também prometem se juntar à manifestação. Os protestos ocorrerão em meio a um crescente movimento de repúdio ao candidato e sua campanha, que coleciona uma série de ataques repulsivos às mulheres, mas também a negros, quilombolas, indígenas, pobres e favelados.

O mais recente ataque ocorreu em Recife (PE), no último domingo (23). Reproduzindo o discurso que Bolsonaro já fez em vários momentos, apoiadores de sua campanha realizaram a “Marcha da Família” na capital pernambucana. A manifestação foi feita ao som de uma paródia do funk Baile de Favela, em que se comparou as mulheres que não votam em Bolsonaro a “cadelas”. “Para as feministas, ração na tigela. As minas de direita são as top mais belas, enquanto as de esquerda têm mais pelo que as cadelas”, dizia um trecho da letra.

Na semana passada, o vice de Bolsonaro, General Mourão, declarou que famílias pobres “só com mãe e avó” são “fábricas de desajustados”, num absurdo desrespeito e preconceito contra milhões de mulheres que dignamente chefiam famílias e criam sozinhas filhos e netos no país.

As declarações são semelhantes às falas do próprio Bolsonaro que já disse que “mulher feia não merece ser estuprada”, que “fraquejou” quanto teve uma filha, que mulher tem de ganhar menos que homens, sem contar a defesa de torturadores da ditadura, apologia à violência contra gays, entre vários outros absurdos.

“No próximo dia 29 as mulheres estarão, novamente, a frente de um importante movimento político no país. Vamos às ruas lutar contra um projeto que escancara a naturalização do machismo e reafirma a utilização dessa ideologia para explorar ainda mais as mulheres e os demais setores oprimidos da classe trabalhadora”, afirma a integrante do  MML (Movimento Mulheres em Luta), Marcela Azevedo.

“Contudo, sabemos que esse projeto não está restrito a um único representante. Mesmo que mascarado ou velado, esse é o projeto defendido por qualquer um que mantenha suas ações no marco do capitalismo e não aponte a necessidade de construir uma sociedade socialista, para garantirmos, de fato, a emancipação das mulheres e a libertação de negros e negras, LGBTs e toda a classe”.

“Por isso, nós do MML vamos com tudo construir as manifestações do próximo sábado, para derrotar o Coiso, mas também para fazer um chamado à mulherada a não depositar suas ilusões no “mal menor” e não aceitar nada menos do que todos os nossos direitos historicamente negados”, afirmou.

 

#EleNão

 

#ContraTodosQueOprimem

 

#ContraOMachismoEAExploração

 

Os atos dia 29 no Brasil

 

SÃO PAULO

São Paulo: 15h – Largo da Batata

São José do Rio Preto: 12h – Esplanada do Teatro Pedro II

São José dos Campos: 09h – Praça Afonso Pena

Santos: 15h – Praça da Independência

Americana: 14h – Praça Comendador Muller

Franca: 10h – Largo do Rosário

Campinas: 15h – Rua Major Claudiano

Botucatu: 11h – Praça do Bosque

São Roque: 11h – Praça da Matriz

Jaboticabal: 10h – Praça 9 de Julho

Taubaté: 16h – Praça Santa Terezinha

Araraquara: 14h – Praça Santa Cruz

Bebedouro: 10h – Praça Barão do Rio Branco

Guaratinguetá: 09h – Praça Conselheiro Rodrigues

Jundiaí: 16h – Praça Monsenhor Marcondes

São Carlos: 09h – Local a definir

Ilha Bela: 18h – Praça do Perequê

 

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Saiba mais e veja outros locais das manifestações AQUI.

Xenofobia e burrice

Nota da Pedra Lascada: Artigo de Luis Ruffato, sem meias palavras. Publicado no sítio  El País em maio de 2017. Convém ler 😉

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Assistir a pronunciamentos irados de descendentes de portugueses, espanhóis, italianos, alemães e japoneses contra os imigrantes deveria ser apenas risível, mas é preocupante

Há uma importante diferença entre ignorância e burrice. A ignorância está relacionada à falta de conhecimento sobre algo ou alguma coisa. Já a burrice é a incapacidade de compreender a realidade, por teimosia ou arrogância. A ignorância é perdoável, pois muitas vezes deve-se à baixa escolaridade ou a um sistema de ensino ruim. Já a burrice não se justifica — é a obstinação com que certas pessoas se agarram a ideias pré-concebidas, independentemente de seu grau de instrução ou a que classe social pertença. Geralmente, a burrice prospera em espaços adubados pela intolerância. Quanto menos luz, mais sentimentos estúpidos de superioridade (étnicos, religiosos ou sociais); quanto mais escuridão, mais afundamos no atoleiro. Em um país hipócrita, racista, violento e corrupto como o Brasil, a burrice impera com o vigor do animal que empresta, injustamente, seu nome ao substantivo. Continuar lendo Xenofobia e burrice

Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

Nota da Pedra Lascada: Sobre o absurdo da prisão de Rafael Braga, da negação dos direitos básicos e fundamentais . Sobre o absurdo do absurdo da realidade em que vivemos. Sobre o falseamento da realidade e sobre possibilidades de começarmos a sair desse marasmo e desse emaranhado… 

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Como o sonho e a arte podem nos ajudar a acessar a realidade e a romper a paralisia

Fonte: Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

 

Encarceramento de negros (as) e criminalização das lutas são temas de debate no Capão Redondo

Do sítio da CSP-Conlutas

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A mesa de debate sobre encarceramento em massa e criminalização do povo negro, realizada no último sábado (22), contou com um rico debate, com reflexões acerca do que representa ser negro no Brasil, fazendo referência à prisão de Rafael Braga, no Rio de Janeiro.  A atividade foi promovida pelo Quilombo Raça e Classe, movimento cultural O3 e o Luta Popular, que escolheram a periferia da zona sul, o bairro de Capão Redondo, para esse importante bate-papo.

Os palestrantes Avanilson Araújo, do Luta Popular, Hertz Dias, do Movimento O3, Shirley Raposo do Quilombo Raça e Classe, e a mediadora de Claudicéa Durans, embasaram suas falas com estatísticas alarmantes.

Adriana Braga, mãe de Rafael, que estaria presente no evento para divulgar a campanha pela liberdade do filho, não pode participar, em razão de uma série de problemas com logística e a dificuldade em encontrar quem ficasse com os outros cinco filhos.

Um dos integrantes do Comitê Pela Liberdade de Rafael Braga, Ilídio José Wenceslau Filho, trouxe um vídeo com uma saudação de Adriana agradecendo a atividade e a campanha em torno da soltura de seu filho.

Rafael, de 25 anos, foi o único preso nas jornadas de junho de 2013. Foi condenado no dia 20 de abril de 2017, a 11 anos de prisão, por tráfico e associação criminosa, mesmo alegando inocência. Em 2013, foi acusado de portar material explosivo, quando levava apenas dois frascos lacrados de produto de limpeza.

“Adriana está sofrendo assim como milhares de mulheres que, quando não são encarceradas, são as que têm seus filhos ou companheiros encarcerados e são elas que fazem visita aos presídios, com revistas vexatórias, entre outros constrangimentos”, salientou Claudicéa Durans ao abrir a mesa de debate.

Para compreender o aspecto da criminalização no país, o integrante do Luta Popular usou o caso de Rafael para pontuar a diferença no tratamento de sua prisão em comparação com alguns políticos condenados no país por crimes de corrupção.

“Entre Lula e Rafael Braga há uma diferença muito importante. Rafael Braga, para nós, é um preso político, no entanto, Lula é um político que ainda não foi preso. São diferenças importantes para entendermos a localização de cada um”, disse Avana, completando “como você explica que um ex-operário teve penhorado de sua de previdência privada 9 milhões de reais. Se é um preso político, é em condições bem mais favoráveis que a de Rafael Braga”, salientou.

Sobre a suposta ameaça à democracia levantada por quem defende Lula, Avana apresentou o levantamento que revela que, entre 2005 e 2015, morreram no Brasil 348 mil jovens de 18 a 29 anos. Desses, 70% eram negros. “Como é que a democracia não estava ameaçada nesse período?”, questionou.

Segundo o dossiê sobre a criminalização da pobreza elaborado pelo Luta Popular e apresentado por Avana, foram nos governos de Lula e Dilma que se intensificaram os processos da aprovação leis que são aplicadas contra os trabalhadores. “Em 2007, um decreto de Lula criou a Força Nacional de Segurança, que criminalizou greves de operários em Jirau. Em 2013, no governo de Dilma, foi criada a lei da Organização Criminosa, em que Rafael Braga foi enquadrado”, explicou.

Encarceramento em massa

O Brasil é o terceiro país em número de presos no mundo. Em 2014, quando foi feito o último censo penitenciário no Brasil, 62% da população carcerária é de negros e pardos.

Avana reforçou ainda a criminalização contra os movimentos organizados, que se mobilizam contra a retirada de direitos, e que agora podem ser enquadrados na lei antiterror. “Esse processo só acontece porque há uma resistência profunda, um levante contra esse tipo de situação, há uma reação dos de baixo que só tem uma forma de ser contida na luta de classe, uma delas é através de leis como essa”, disse.

A privatização do sistema carcerário foi abordada por Hertz como outra faceta de aprofundamento da crise carcerária no país. “Existe uma experiência sobre privatização apresentada por uma deputada em Minas Gerais. O contrato da empresa que ganhou a licitação tem uma cláusula que diz o seguinte, que tem que ter um percentual de ocupação das celas, e o estado teria que cumprir isso. Isso significa então, vamos supor, que se em Minas Gerais diminuísse o numero de crimes, o governo ia ter que encontrar uma forma de prender as pessoas para cumprir com a cláusula que está colocada na licitação. Os presos se transformam em mercadoria”, denunciou.

O militante fez todo um contexto histórico desde a escravidão dos negros até a chamada escravidão moderna, em que ainda são submetidos.

Mulheres encarceradas

A militante do Quilombo Raça e Classe, Shirley, trouxe dados sobre as mulheres encarceradas no país. Entre eles, o que indica aumento de 600% de prisões de mulheres. Fazendo o recorte de raça e gênero, ela salientou que desse número, 68% são de mulheres negras. “Esses dados remetem à falta de políticas públicas e reparação, que não tivemos em governo algum”, argumentou.

Shirley reforçou a importância de espaços como aqueles para debater esses temas. “É necessário que continuemos atuando e nos mobilizando contra o encarceramento da população negra e eu acho que não é só para causar comoção, eu acho que tem que ser até a liberdade de Rafael Braga, até a liberdade dos nossos que estão presos”, finalizou.

O microfone foi aberto para que todos pudessem participar, quando complementaram com exemplos pessoais a luta contra o racismo existente no Brasil.

Pela liberdade de Rafael Braga

Como parte da campanha pela liberdade de Rafael Braga, que também é de ajuda financeira para sua família, foi repassado uma “sacola” para que as pessoas pudessem contribuir com sua família.

A frase de Ângela Davis, ativista dos Panteras Negras, que lutou e segue se mobilizando contra o racismo institucional e contra o encarceramento em massa, serviu para um cartaz de divulgação do evento: “O sistema carcerário torna natural a violência decretada contra as minorias raciais ao institucionalizar uma lógica viciosa: os negros estão presos porque são criminosos; eles são criminosos porque são negros, e, se eles estão presos, é porque merecem”.

Rafael é um preso político do governo Dilma/Cabral, condenado no governo Temer/Pezão.

Show

Após o debate, o show ficou por conta da apresentação dos  grupos de hip-hop MC’s Psico & Quebrada, Welligton ZN, Americano Fiduhenrique, MC FANI, Hertz Dias – Gíria Vermelha, Mano Yo-P, SJ,  que esquentaram a noite e animaram a plateia, com letras poderosas que denunciavam o capitalismo, o racismo, a criminalização das lutas e o encarceramento em massa.

Movimento Olga Benário ocupa casa abandonada para exigir que seja transformada numa Casa de Referência para Mulheres. Apoie essa luta!

NOTA DA PEDRA LASCADA: Com informações da página do Movimento de Mulheres Olga Benário – SP no Facebook

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O Movimento de Mulheres Olga Benário, realizou a ocupação de uma casa abandonada para a construção de uma Casa de Referências para Mulheres na cidade de Mauá.

A vida das mulheres no sistema em que vivemos está cada vez pior, com índices de violência e estupro que só aumentam, principalmente das mulheres negras. Por esse motivo e para defender a vida das mulheres foi organizada a ocupação, que foi nomeada de *Helenira Preta* em homenagem à Helenira Resende, mulher negra assassinada e desaparecida pela ditadura militar.

Precisamos de sua ajuda para essa luta ser vitoriosa!

*COMO POSSO AJUDAR A OCUPAÇÃO?*

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Quanto mais pessoas souberem dessa luta mais força teremos para resistir.

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O apoio popular é muito importante para não sermos despejadas!

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Visite nossa ocupação para entender nossa luta e dar vida a casa.
O endereço é Rua Governador Mário Covas em Mauá, enfrente a Praça 22 de Novembro, perto da estação de trem e terminal de ônibus de Mauá.

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A casa não tem recursos mínimos e necessitamos de doações.

Para cozinha:
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Para casa e limpeza:
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Nos ajude realizando atividades culturais, de lazer, oficinas e debates, quanto mais mobilização melhor pra nossa luta!

AJUDE NESSA LUTA
Ela é de todas e todos nós, é por uma sociedade mais justa e igualitária, é pela vida das mulheres.

#HeleniraPretaVive
#OcupacaoHeleniraPreta

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé

*Todas as imagens e textos extraídos do perfil do Movimento de Mulheres Olga Benário – SP no Facebook

8 Dicas para estimular seu filho em casa

Diário da Inclusão Social (https://diariodainclusaosocial.com) é um blog que recomendo a pais, mães, educadores e todos que queiram saber mais sobre as questões da inclusão em nossa sociedade. A partir de experiências concretas vividas em família e pelos conhecimentos adquiridos destas experiências, de pesquisas e leituras, Talita, Luciene e Maria de Lourdes vão nos apresentando um mundo de possibilidades na educação e convivência com seres humanos com necessidades especiais, de tal maneira que passamos a compreender não como “deficiência”, mas sim como características e singularidades humanas as diferenças no jeito de ser, pensar e conviver de cada ser humano.

Diário da Inclusão Social

Estimular nossos filhos é um processo diário e continuo…. Que faz toda a diferença para a sua qualidade de vida e o para o sucesso de seu desenvolvimento! E este  não precisa ser um processo maçante e cansativo, pelo contrário: pode e deve ser muito prazeroso para todos os envolvidos, até porque quanto mais envolvente, mais significativo!

Passo agora a compartilhar com vocês algumas atividades e brincadeiras que eu e o Caique gostamos muito de fazer em casa. Confiram!

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