Todos os posts de Blog Pedra Lascada

O blog Pedra Lascada propõe temas sobre educação, cultura, política, literatura e atualidades, entre outros. Todas as informações e opiniões expressas nos textos são de responsabilidade de seus respectivos autores, todavia, o Pedra Lascada se reserva o direito de selecionar os textos a serem publicados, conforme critérios próprios. Nosso e-mail: blogdapedralascada@hotmail.com

Agendas 2018: elas estão chegando!!!

Lindas, práticas, poéticas e com capas personalizáveis!

As AGENDAS 2018 seguem com o mesmo padrão de qualidade, tanto no material utilizado como em seu acabamento.

Também a estética foi aperfeiçoada: esse ano o projeto gráfico ganhou os contornos da artista plástica, fotógrafa e militante da causa negra Paula Duarte, e o resultado ficou ainda mais impressionante!!!

Um belo presente para amigos, familiares e colegas de trabalho, e para você também!IMG_20171001_144236644_HDR

A AGENDA PEQUENA mede cerca de 16 cm de altura X 12 cm de largura e custa R$25,00. A AGENDA GRANDE mede cerca de 19 cm de altura X 15 cm de largura e custa R$30,00.

Vendas somente para São Bernardo do Campo (SP) e região do ABC, com entrega sem custo adicional. Para outras localidades, será acrescido o valor do frete (nestes casos, podemos indicar um revendedor mais próximo de você).

Estas são as opções de capa, que podem ser compostas ao seu gosto 😉

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

 

 

 

Manifesto: Somos Todos Educadores!

Do blogue Somos Todos Educadores

*

Professor, membro da equipe gestora, auxiliar em educação, oficial de escola, inspetor de alunos, porteiro, zelador escolar, auxiliar de limpeza, cozinheiro, profissional das equipes técnicas (orientador pedagógico, fono, psico, fisio etc)… Todos que trabalhamos nas escolas, envolvidos diretamente no processo de ensino ou em seu apoio e viabilização, somos responsáveis pela qualidade da educação das crianças, jovens e adultos usuários das redes de ensino.

Na efetivação do trabalho dos professores, das professoras, viabilizado e apoiado pelos demais trabalhadores e trabalhadoras da educação escolar, o ensino se concretiza; mais que isso, o processo educativo se complementa na relação e nos cuidados que cada profissional da educação estabelece entre si, com as famílias e com os educandos.

Ensinar, educar e cuidar são indissociáveis, pois fazem parte de um mesmo processo, que é o da formação dos seres humanos para a vida em sociedade. Neste sentido, independente do nosso cargo, no trabalho escolar exercemos função inerentemente educativa.

SOMOS TODOS EDUCADORES – e como educadores que somos, comprometidos com a qualidade da educação, lutamos por melhores condições de trabalho e de aprendizagem, pelo direito de todos à valorização profissional, à salários dignos e condizentes com nossas responsabilidades educativas, à formação em serviço, por planos de carreira que possibilitem concretamente a todos educadores, a todas educadoras, evolução funcional e salarial.

Este espaço virtual se apresenta como uma ferramenta dessa luta, contra o processo de desmonte da educação pública levado à cabo pelos governos federal, estaduais e municipais que ano após ano diminuem os investimentos em educação, impõem retrocessos aos currículos, retiram direitos dos trabalhadores, privatizam e terceirizam o serviço público.

NENHUM PROFISSIONAL FORA! NENHUM DIREITO A MENOS! SOMOS TODOS EDUCADORES!!

Xenofobia e burrice

Nota da Pedra Lascada: Artigo de Luis Ruffato, sem meias palavras. Publicado no sítio  El País em maio de 2017. Convém ler 😉

*

Assistir a pronunciamentos irados de descendentes de portugueses, espanhóis, italianos, alemães e japoneses contra os imigrantes deveria ser apenas risível, mas é preocupante

Há uma importante diferença entre ignorância e burrice. A ignorância está relacionada à falta de conhecimento sobre algo ou alguma coisa. Já a burrice é a incapacidade de compreender a realidade, por teimosia ou arrogância. A ignorância é perdoável, pois muitas vezes deve-se à baixa escolaridade ou a um sistema de ensino ruim. Já a burrice não se justifica — é a obstinação com que certas pessoas se agarram a ideias pré-concebidas, independentemente de seu grau de instrução ou a que classe social pertença. Geralmente, a burrice prospera em espaços adubados pela intolerância. Quanto menos luz, mais sentimentos estúpidos de superioridade (étnicos, religiosos ou sociais); quanto mais escuridão, mais afundamos no atoleiro. Em um país hipócrita, racista, violento e corrupto como o Brasil, a burrice impera com o vigor do animal que empresta, injustamente, seu nome ao substantivo. Continuar lendo Xenofobia e burrice

Sobre o idealismo “pós-moderno”, o materialismo determinista e a crítica radical de Marx e Engels

NOTA DA PEDRA LASCADA: Diz a sabedoria popular (que mais sábia não há): meia verdade é sempre uma mentira inteira. Em tempos de relativização de verdades, de “pós-verdades” (que são igualmente mais novas e velhas mentiras), de distorções de fatos e reinvenção da História ao sabor do próprio capricho, o artigo que aqui segue é de leitura imprescindível para quem tem disposição de tirar as vendas dos olhos. Em tempo: procurando no Google imagens para este post,  ao digitar “pós-modernismo” apareceu, entre infinitas figuras, a imagem de uma zebra colorida; penso que imagem melhor não há que represente este mal-fadado conceito: nunca se sabe ao certo se a zebra é um anima branco com listras pretas, ou preto com listras brancas, mas continua sendo uma zebra; o pós-modernismo é isso – uma zebra colorida que encanta milhares de distraídos até de boa-vontade e que, ao final das contas, deu e sempre dará… zebra!  [M.S.]
 .
 .
Na atualidade tornou-se comum a alegação de que a verdade não existe, o que existiria seriam apenas interpretações, pontos de vista particulares (saberes), todos igualmente válidos.E que qualquer tentativa de conhecer a verdade não passaria de pura arrogância e pretensão daqueles que buscam ingenuamente aprisionar a complexidade de nossa existência dentro de limites autoritariamente impostos por uma abordagem determinista qualquer.

Continuar lendo Sobre o idealismo “pós-moderno”, o materialismo determinista e a crítica radical de Marx e Engels

Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

Nota da Pedra Lascada: Sobre o absurdo da prisão de Rafael Braga, da negação dos direitos básicos e fundamentais . Sobre o absurdo do absurdo da realidade em que vivemos. Sobre o falseamento da realidade e sobre possibilidades de começarmos a sair desse marasmo e desse emaranhado… 

*

Como o sonho e a arte podem nos ajudar a acessar a realidade e a romper a paralisia

Fonte: Eliane Brum: O Brasil desassombrado pelas palavras-fantasmas | Opinião | EL PAÍS Brasil

 

Encarceramento de negros (as) e criminalização das lutas são temas de debate no Capão Redondo

Do sítio da CSP-Conlutas

*

A mesa de debate sobre encarceramento em massa e criminalização do povo negro, realizada no último sábado (22), contou com um rico debate, com reflexões acerca do que representa ser negro no Brasil, fazendo referência à prisão de Rafael Braga, no Rio de Janeiro.  A atividade foi promovida pelo Quilombo Raça e Classe, movimento cultural O3 e o Luta Popular, que escolheram a periferia da zona sul, o bairro de Capão Redondo, para esse importante bate-papo.

Os palestrantes Avanilson Araújo, do Luta Popular, Hertz Dias, do Movimento O3, Shirley Raposo do Quilombo Raça e Classe, e a mediadora de Claudicéa Durans, embasaram suas falas com estatísticas alarmantes.

Adriana Braga, mãe de Rafael, que estaria presente no evento para divulgar a campanha pela liberdade do filho, não pode participar, em razão de uma série de problemas com logística e a dificuldade em encontrar quem ficasse com os outros cinco filhos.

Um dos integrantes do Comitê Pela Liberdade de Rafael Braga, Ilídio José Wenceslau Filho, trouxe um vídeo com uma saudação de Adriana agradecendo a atividade e a campanha em torno da soltura de seu filho.

Rafael, de 25 anos, foi o único preso nas jornadas de junho de 2013. Foi condenado no dia 20 de abril de 2017, a 11 anos de prisão, por tráfico e associação criminosa, mesmo alegando inocência. Em 2013, foi acusado de portar material explosivo, quando levava apenas dois frascos lacrados de produto de limpeza.

“Adriana está sofrendo assim como milhares de mulheres que, quando não são encarceradas, são as que têm seus filhos ou companheiros encarcerados e são elas que fazem visita aos presídios, com revistas vexatórias, entre outros constrangimentos”, salientou Claudicéa Durans ao abrir a mesa de debate.

Para compreender o aspecto da criminalização no país, o integrante do Luta Popular usou o caso de Rafael para pontuar a diferença no tratamento de sua prisão em comparação com alguns políticos condenados no país por crimes de corrupção.

“Entre Lula e Rafael Braga há uma diferença muito importante. Rafael Braga, para nós, é um preso político, no entanto, Lula é um político que ainda não foi preso. São diferenças importantes para entendermos a localização de cada um”, disse Avana, completando “como você explica que um ex-operário teve penhorado de sua de previdência privada 9 milhões de reais. Se é um preso político, é em condições bem mais favoráveis que a de Rafael Braga”, salientou.

Sobre a suposta ameaça à democracia levantada por quem defende Lula, Avana apresentou o levantamento que revela que, entre 2005 e 2015, morreram no Brasil 348 mil jovens de 18 a 29 anos. Desses, 70% eram negros. “Como é que a democracia não estava ameaçada nesse período?”, questionou.

Segundo o dossiê sobre a criminalização da pobreza elaborado pelo Luta Popular e apresentado por Avana, foram nos governos de Lula e Dilma que se intensificaram os processos da aprovação leis que são aplicadas contra os trabalhadores. “Em 2007, um decreto de Lula criou a Força Nacional de Segurança, que criminalizou greves de operários em Jirau. Em 2013, no governo de Dilma, foi criada a lei da Organização Criminosa, em que Rafael Braga foi enquadrado”, explicou.

Encarceramento em massa

O Brasil é o terceiro país em número de presos no mundo. Em 2014, quando foi feito o último censo penitenciário no Brasil, 62% da população carcerária é de negros e pardos.

Avana reforçou ainda a criminalização contra os movimentos organizados, que se mobilizam contra a retirada de direitos, e que agora podem ser enquadrados na lei antiterror. “Esse processo só acontece porque há uma resistência profunda, um levante contra esse tipo de situação, há uma reação dos de baixo que só tem uma forma de ser contida na luta de classe, uma delas é através de leis como essa”, disse.

A privatização do sistema carcerário foi abordada por Hertz como outra faceta de aprofundamento da crise carcerária no país. “Existe uma experiência sobre privatização apresentada por uma deputada em Minas Gerais. O contrato da empresa que ganhou a licitação tem uma cláusula que diz o seguinte, que tem que ter um percentual de ocupação das celas, e o estado teria que cumprir isso. Isso significa então, vamos supor, que se em Minas Gerais diminuísse o numero de crimes, o governo ia ter que encontrar uma forma de prender as pessoas para cumprir com a cláusula que está colocada na licitação. Os presos se transformam em mercadoria”, denunciou.

O militante fez todo um contexto histórico desde a escravidão dos negros até a chamada escravidão moderna, em que ainda são submetidos.

Mulheres encarceradas

A militante do Quilombo Raça e Classe, Shirley, trouxe dados sobre as mulheres encarceradas no país. Entre eles, o que indica aumento de 600% de prisões de mulheres. Fazendo o recorte de raça e gênero, ela salientou que desse número, 68% são de mulheres negras. “Esses dados remetem à falta de políticas públicas e reparação, que não tivemos em governo algum”, argumentou.

Shirley reforçou a importância de espaços como aqueles para debater esses temas. “É necessário que continuemos atuando e nos mobilizando contra o encarceramento da população negra e eu acho que não é só para causar comoção, eu acho que tem que ser até a liberdade de Rafael Braga, até a liberdade dos nossos que estão presos”, finalizou.

O microfone foi aberto para que todos pudessem participar, quando complementaram com exemplos pessoais a luta contra o racismo existente no Brasil.

Pela liberdade de Rafael Braga

Como parte da campanha pela liberdade de Rafael Braga, que também é de ajuda financeira para sua família, foi repassado uma “sacola” para que as pessoas pudessem contribuir com sua família.

A frase de Ângela Davis, ativista dos Panteras Negras, que lutou e segue se mobilizando contra o racismo institucional e contra o encarceramento em massa, serviu para um cartaz de divulgação do evento: “O sistema carcerário torna natural a violência decretada contra as minorias raciais ao institucionalizar uma lógica viciosa: os negros estão presos porque são criminosos; eles são criminosos porque são negros, e, se eles estão presos, é porque merecem”.

Rafael é um preso político do governo Dilma/Cabral, condenado no governo Temer/Pezão.

Show

Após o debate, o show ficou por conta da apresentação dos  grupos de hip-hop MC’s Psico & Quebrada, Welligton ZN, Americano Fiduhenrique, MC FANI, Hertz Dias – Gíria Vermelha, Mano Yo-P, SJ,  que esquentaram a noite e animaram a plateia, com letras poderosas que denunciavam o capitalismo, o racismo, a criminalização das lutas e o encarceramento em massa.

Movimento Olga Benário ocupa casa abandonada para exigir que seja transformada numa Casa de Referência para Mulheres. Apoie essa luta!

NOTA DA PEDRA LASCADA: Com informações da página do Movimento de Mulheres Olga Benário – SP no Facebook

*

IMG-20170725-WA0009

O Movimento de Mulheres Olga Benário, realizou a ocupação de uma casa abandonada para a construção de uma Casa de Referências para Mulheres na cidade de Mauá.

A vida das mulheres no sistema em que vivemos está cada vez pior, com índices de violência e estupro que só aumentam, principalmente das mulheres negras. Por esse motivo e para defender a vida das mulheres foi organizada a ocupação, que foi nomeada de *Helenira Preta* em homenagem à Helenira Resende, mulher negra assassinada e desaparecida pela ditadura militar.

Precisamos de sua ajuda para essa luta ser vitoriosa!

*COMO POSSO AJUDAR A OCUPAÇÃO?*

DIVULGUE
Quanto mais pessoas souberem dessa luta mais força teremos para resistir.

Compartilhe no whats app essa mensagem.

Compartilhe no Facebook os post da página Movimento de Mulheres Olga Benário – SP.
O apoio popular é muito importante para não sermos despejadas!

VISITE
Visite nossa ocupação para entender nossa luta e dar vida a casa.
O endereço é Rua Governador Mário Covas em Mauá, enfrente a Praça 22 de Novembro, perto da estação de trem e terminal de ônibus de Mauá.

TRAGA MANTIMENTOS
A casa não tem recursos mínimos e necessitamos de doações.

Para cozinha:
Água
Caneca
Coador de café
Garrafa térmica
Sal
Margarina
Mistura
Molho de tomate
Cebola
Alho
Fósforo

Para casa e limpeza:
Vela
Lanterna
Fios elétricos
Lâmpada

CONTRIBUA FINANCEIRAMENTE
Traga contribuições financeiras ou deposite na conta de apoio:

Caixa Econômica Federal
Agência 0163
Operação 013
Conta corrente 125065-4

REALIZE ATIVIDADES
Nos ajude realizando atividades culturais, de lazer, oficinas e debates, quanto mais mobilização melhor pra nossa luta!

AJUDE NESSA LUTA
Ela é de todas e todos nós, é por uma sociedade mais justa e igualitária, é pela vida das mulheres.

#HeleniraPretaVive
#OcupacaoHeleniraPreta

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé

*Todas as imagens e textos extraídos do perfil do Movimento de Mulheres Olga Benário – SP no Facebook

No meio da desgracêra, eu truco!

Por Helena Silvestre, de São Paulo (SP)

*

A melhor saída é aquela que construímos com as nossas próprias mãos.

O governo Temer acabou.

O homem arrogante ainda está sentado na cadeira. mas já não é capaz de apontar o caminho que o Brasil deve seguir. Nem ele e nem nenhum político de plantão – eleito ou candidato – tem a nossa confiança.

Escândalo após escândalo as máscaras caem por terra e ficamos frente a frente com a cara desse sistema podre que já passou da hora de acabar. Continuar lendo No meio da desgracêra, eu truco!

Trabalhadores imaturos ou direções apodrecidas? Por onde se organizam as derrotas?

NOTA DA PEDRA LASCADA: Quem nunca participou de assembleia esvaziada de sindicato e ouviu dos burocratas ao microfone o lamurioso e roto discurso de culpabilização dos trabalhadores “que não se mobilizam”, “que não querem nada” ou, antes, “que querem tudo de mão beijada” e que as “coisas só não vão pra frente porque a categoria não participa” e bla-bla-bla e ti-ti-ti e tro-lo-ló?… Que “a direção, coitada!, ahhh, se mata, se desdobra, se sacrifica, se isso, se aquilo”… O quê?! Você que é servidor público em SBC cansou de ouvir e até de ler tais impropérios em publicações de dirigentes burocratas? Pois é… Qualquer semelhança não é mera coincidência… Entenda esses e outros meandros  lendo o brilhante artigo de Hertz Dias, membro da Secretaria de Negros do PSTU e vocalista do grupo de rap Gíria Vermelha. [M.S.] Continuar lendo Trabalhadores imaturos ou direções apodrecidas? Por onde se organizam as derrotas?

Estrelas – I

BLOG PEDRA LASCADA

Nunca mais contei estrelas
Nem brindei da taça hodierna
O profundo agradecimento
 .
E as vendo cintilantes
Como outrora diferentes
Um pasto azul-escuro
E um pastor prateado
 .
Conduzi minha quimera
Numa lágrima desprendida
Não por dor nem sofrimento
Mas por amor à vida.
.
                                              [MS]

Ver o post original