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“Delírios” de Bolsonaro são jogadas políticas, frias, calculadas e calculistas.

Revoltados com o discurso do sociopata em cadeia nacional?! Sim, continua sendo um discurso irresponsável e criminoso.

Mas não se iludam, não é meramente loucura, embora também seja, mas antes de tudo é discurso político calculista, com intenções muito bem definidas.

Ps: vidas humanas para ele não importam. O desgraçado está de olho em 2022 e em proteger os lucros dos banqueiros e grandes capitalistas. Nada além disso.

É preciso dar um basta ao governo Bolsonaro-Mourão urgentemente!

Pela vida de todos!!!

Gestão escolar militarizada é medida populista eleitoral. Escola precisa é de investimentos!

Há dois dias o site da Prefeitura de São Bernardo publicou uma matéria a respeito da adesão ao Programa Creche Escola e à implantação de escola militar na cidade.

Segundo a matéria, o prefeito teria afirmado, entre outras coisas, que a “instalação de uma Escola Militar na cidade é uma ideia que nos agrada, seja por meio do governo Federal ou pelo governo do Estado. Estamos bem próximos de ter uma parceria para implantar este modelo em nossa cidade. Ainda estamos em fase de estudos. Para avançarmos no tema vagas em creche, viemos discutir a viabilidade de incluir nossa cidade no programa Creche Escola. Nossa administração tem feito sua parte, com a reorganização na gestão de vagas, e na geração de mais de 3.200 vagas. Mas é preciso fazer mais”.

Chama a atenção a afirmação de que a prefeitura está próxima de implantar um modelo de gestão escolar que nem de longe passou por discussão com os profissionais da rede municipal de ensino – ainda mais em um momento em que a própria Secretaria de Educação criou uma organização de trabalho agregando, como instância consultiva (e que, sem dúvida, amplia os necessários canais democráticos), um comitê gestor constituído por profissionais da educação da equipe técnico-pedagógico, como diretores escolares.

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Para ler o artigo na íntegra, visite SOMOS TODOS EDUCADORES.

Patrulhamento ideológico em SBC! Fascistas, não passarão!!!

No último dia 31 de outubro, na E.E. João Ramalho, ocorreu uma palestra com o tema Direitos Humanos, ministrada por um vereador da cidade e promovida por uma professora desta escola. como parte do conteúdo programático que compõe o currículo escolar.

Algumas pessoas, que se apresentam como um movimento de “direita” (na verdade, de extrema ignorância), se aproveitando do clima de perseguição ideológica e apologia à idiotice patrocinadas pelo governo Bolsonaro, de forma oportunista passaram a atacar a professora, acusando-a de “doutrinação ideológica” e exigindo punição à educadora, como se alguma irregularidade ou algum crime ela tivesse cometido. Continuar lendo Patrulhamento ideológico em SBC! Fascistas, não passarão!!!

TV São Bernardo publica informação falsa sobre escola da rede municipal de São Bernardo do Campo. Exigimos retratação!

Reproduzimos a seguir a NOTA DE ESCLARECIMENTO feita pela nossa brilhante e competente colega Cristiane Oliveira, diretora escolar da EMEB Florestan Fernandes, a respeito de matéria com informações falsas, veiculada pela TV São Bernardo. Nos solidarizamos com a escola e exigimos que a TV São Bernardo se retrate publicamente!

Leia o texto na íntegra em SOMOS TODOS EDUCADORES.

 

 

CSP-Conlutas manifesta total apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio

A preparação da Greve Nacional da Educação, no dia 15 de maio, contra a Reforma da Previdência e os ataques do governo Bolsonaro ao setor, receberá o apoio de outras categorias. A decisão foi tomada pelas Centrais Sindicais que estiveram reunidas na tarde desta segunda-feira (6), em São Paulo. A ação será o esquenta na preparação da Greve Geral contra Reforma da Previdência em 14 de junho.

 

 

A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, realizada no final de semana em São Paulo, já havia aprovado por unanimidade, no domingo (5), que a greve da Educação contará com toda a solidariedade e apoio ativo das categorias ligadas à Central.

As diversas categorias de trabalhadores e movimentos serão orientadas a divulgarem os ataques à educação e abordarem o tema nas panfletagens, assembleias, atos e outras ações.

Acesse os materiais da CSP-Conlutas

Artes de cartaz, viral, capa de face e o chamado ao apoio à mobilização da Educação

https://bit.ly/2Lw01g7

A greve da Educação

O presidente Jair Bolsonaro e seu governo querem destruir a Educação Pública brasileira. Alegando “balbúrdia”, o MEC anunciou inicialmente um corte no orçamento de 30% de três universidades que, segundo o ministro, promoveram atos com personalidades de esquerda. Posteriormente, o corte foi estendido para todo o ensino superior e também para o ensino básico.

Frente às medidas de cortes contra a educação, os estudantes, docentes, professoras e professores do ensino básico e técnico, juntamente com servidores e técnicos administrativos iniciaram inúmeras mobilizações pelo país como, por exemplo, no Colégio Pedro II –RJ, na UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), entre outras instituições de ensino.

A greve da educação é uma resposta a todos os ataques que a educação pública vem sofrendo. Também é uma resposta à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que prejudicará principalmente o setor do ensino básico, aumentando de forma perversa em mais dez anos o tempo para o professor(a) aposentar.

Como parte dessa mobilização, nos dias 8 e 9 de maio ocorrerá um processo de mobilização em defesa das Ciências e Tecnologia e denúncias contra o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016) e da EC 95/2016.

É importante defender a educação pública, gratuita e de qualidade. É necessário defender as liberdades democráticas e de cátedra nas escolas e universidades e contra a Escola sem Partido. Vamos exigir o fim da militarização e a violência, fora a PM das escolas. Precisamos denunciar o racismo, machismo e LGBTfobia que estão sendo incutidos nas escolas. É preciso cobrar a reposição das perdas salariais e aumento de salários aos profissionais da educação e contra os cortes de verbas, 10% do PIB para Educação.

O governo Bolsonaro deve retirar verbas dos banqueiros e parar de pagar a ilegítima e ilegal Dívida Pública e não tirar recursos da Educação.

Todo apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio!

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Fonte: CSP-Conlutas

Capitalização da Previdência proposta por equipe de Bolsonaro é a mesma que causou tragédia social no Chile

Do site da CSP-Conlutas.

No novo governo, não se iluda, a cada dia tem sido anunciada uma bomba contra o trabalhador. Na última terça (8), a equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que pretende reduzir a metade do tempo de transição para atingir a aposentadoria somente aos 65 anos de idade, igualando os setores privado e público. Uma proposta mais dura que a do ex-governo Temer que foi barrada pelas grandes mobilizações dos trabalhadores.

Após desentendimentos e “bater cabeças”, os ministros da Economia e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se reuniram e anunciaram conjuntamente que o projeto é aprovar uma reforma de longo prazo. “É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente”, disse Guedes, que já a vinha defendendo desde a campanha eleitoral.

Desta vez anunciam que pretendem incluir a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda estão por entrar no mercado de trabalho. Na capitalização, o trabalhador contribui individualmente numa espécie de poupança para a sua aposentadoria.

Capitalização da Previdência é tragédia pra trabalhador

A proposta é acabar com o atual regime de repartição da Previdência e criar um regime de capitalização. O mesmo que foi implantada no Chile em 1981, pela ditadura militar de Augusto Pinochet, um dos precursores também do modelo neoliberal.

A proposta já havia sido anunciada no programa de governo de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) registrado no TSE. “A grande novidade [sobre previdência] será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas [não há explicação do que seria isso]. Obviamente, a transição de um regime para o outro gera um problema de insuficiência de recursos, na medida em que os aposentados deixam de contar com a contribuição dos optantes pela capitalização. Para isto será criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo”, diz trecho do programa.

Modelo igual no Chile causou tragédia social

Com essa proposta de capitalização da previdência, nem o governo contribui, nem as empresas. Apenas o trabalhador contribui como se fosse um plano de saúde. Se ficar desempregado ou não puder pagar, a “aposentadoria” é afetada. Na prática, é a privatização da Previdência. O Chile implementou esse tipo de reforma e hoje há uma verdadeira tragédia social no país.

Cada trabalhador passou a contribuir individualmente com 10% do seu salário para fundos de pensão privados, conhecidos como Administradoras de Fundo de Pensão. As mulheres começam a receber o benefício aos 60 anos e os homens aos 65 e são obrigados a contribuir por, no mínimo, 20 anos.

Contudo, o que ocorreu foi que as AFPs, como são chamadas, passaram a administrar o dinheiro dos trabalhadores, usando para investimentos e especulação, com vários casos de corrupção e prejuízos, e na hora de pagar as aposentadorias os valores são irrisórios. Longe de representar o que os trabalhadores contribuíram a vida toda, sequer garantem o mínimo de subsistência.

Segundo levantamentos, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo 235 dólares (726 reais), que representam apenas dois terços do salário mínimo do Chile. No caso das mulheres, 94% das aposentadas ganham menos ainda. Embora os criadores do sistema tenham previsto que em 2020 as pessoas se aposentariam com 100% de seus vencimentos na ativa, metade daqueles que contribuíram entre 25 e 33 anos receberá pensões equivalentes a apenas 21%.

“Há que entender que essa proposta é um brutal ataque que pode destruir a Previdência Pública e acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros“, avalia Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

“Além disso, a capitalização, é uma forma do governo se livrar das responsabilidades de amparo e aposentadorias dos trabalhadores e os obrigar a recorrerem os bancos privados para cumprir esse papel. No fundo quem sai beneficiado com esse projeto são os banqueiros”, denuncia o dirigente.

A CSP-Conlutas continua defendendo que as Centrais Sindicais devem tomar a frente da mobilização para barrar a Reforma da Previdência. “Não há o que negociar, pelo contrário, temos de explicar a cada trabalhador, cada trabalhadora, da cidade, do campo, aos estudantes, aos que lutam nas periferias, que essa proposta é um desastre, por isso precisamos organizar a luta unificada”, reforçou Atnágoras.