Sete marcas de chocolate são acusadas de exploração do trabalho escravo infantil

Do sítio Conexão Jornalismo, publicado em fevereiro de 2016.

http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/geral/sete-marcas-de-chocolate-sao-acusadas-de-exploracao-do-trabalho-escravo-infantil-74-42583

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O cacau, matéria prima do chocolate, é plantado há séculos em continentes como a América do Sul e África. Mas em alguns casos, especialmente no africano, mais precisamente na Costa do Marfim, o extrativismo tem se beneficiado da mão de obra do trabalho escravo infantil. São milhares de crianças exploradas por empresas internacionais que comercializam o desejado chocolate sem que seus consumidores se deem conta. Um processo já tramita na Justiça e nele sete empresas, entre elas a Nestlé, figuram como acusadas.

Em setembro de 2015, foi apresentada uma ação judicial (veja aqui) contra a Mars, a Nestlé e a Hershey alegando que estas estavam a enganar os consumidores que “sem querer” financiavam o negócio do trabalho escravo infantil do chocolate na África Ocidental.

Crianças entre os 11 e os 16 anos (por vezes até mais novas) são levadas e trancafiadas em plantações, isoladas, onde trabalham de 80 a 100 horas por semana. O documentário Slavery: A Global Investigation (Escravidão: Uma Investigação Global) entrevistou crianças que foram libertadas. Elas revelaram que frequentemente eram espancadas: davam murros e batiam com cintos e chicotes. “Os espancamentos eram uma parte da minha vida”, contou Aly Diabate, uma destas crianças libertadas. “Sempre que te carregavam com sacos [de grãos de cacau] e caías enquanto os transportavas, ninguém te ajudava. Em vez disso, batiam-te e batiam-te até que te levantasses de novo.” Continuar lendo Sete marcas de chocolate são acusadas de exploração do trabalho escravo infantil

Imposto sindical: outro câncer a ser extirpado

contra-imposto-sindicalDo sítio da CSP-CONLUTAS:

http://cspconlutas.org.br/2016/02/campanha-nacional-contra-o-imposto-sindical-sindicalismo-combativo-nas-maos-da-classe-trabalhadora/

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O imposto sindical foi à base econômica para o atrelamento dos sindicatos ao Estado, no modelo pensado e implementado por Getúlio Vargas. É preciso reafirmar a luta para acabar com esta excrescência, contra todas as taxas e contribuições compulsórias e o repasse aos sindicatos de verbas do Estado (FAT, convênios com estatais, Ministérios etc.).

Precisamos encarar a tarefa de buscar outras fontes de financiamento, definidas democraticamente pelos trabalhadores, que permitam livrar os sindicatos desta dependência e dar coerência a nossa luta pelo fim desta contribuição compulsória. Continuar lendo Imposto sindical: outro câncer a ser extirpado