Sobre a assembleia convocada por auxiliares em educação

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Em 27.03.2016, a direção do Sindserv  publicou uma nota acusatória no site da entidade a respeito de convocação feita por auxiliares em educação para assembleia.  ESCLARECEMOS:

  1. A assembleia convocada por auxiliares em educação para o dia 28 de julho não é atividade organizada pela CHAPA 2, e sim por um coletivo de auxiliares que há anos se mobiliza para concretizar suas reivindicações;
  2. A CHAPA 2 defende a redução de jornada para outros segmentos e é solidária com os auxiliares nesta luta, mantendo em perspectiva a luta pela garantia de formação em serviço – um dos pontos estruturantes do projeto de estatuto construído pelos trabalhadores;
  3. Solidariedade se demonstra na prática, e não em discursos vazios de quem afirma estar “imbuído de esforços” sem de fato empreender esforços… Por isso, a advogada da CHAPA 2 quando solicitada pelo coletivo de auxiliares se disponibilizou a apoiar, respeitando a autonomia de decisão desse coletivo;
  4. Pela Constituição Federal, liberdade de reunião independe de autorização. Assembleia é uma reunião para tratar e decidir sobre temas de interesse comum; assim, é falsa a afirmação de que somente a direção do sindicato poderia convocar assembleia e de que o trabalhador que participar dela estaria em risco. Percebe-se claramente nestas afirmações fantasiosas tentativa de intimidar servidores e um nível absurdo de burocratização e de autoritarismo;
  5. Outros segmentos se organizaram livremente para debater suas questões específicas, elegeram representantes próprios e apresentaram diretamente sua pauta de reivindicações ao governo e nunca foram acusados de divisionistas, irresponsáveis ou que estariam colocando trabalhadores em risco;
  6. Se uns podem e outros não, qual o critério que a direção adota para ser tolerante com uns e truculenta com outros?
  7. Quem não respeita as instâncias do sindicato é a direção governista: ao invés de ter feito assembleias para que os servidores elegessem seus pares nos comitês sindicais de base, compôs os comitês com “representantes” indicados por ela mesma, conforme seus critérios e interesses;
  8. Se a direção do sindicato agisse com transparência e democracia, acolhesse as reivindicações e respeitasse a autonomia dos servidores, isto é, se a direção tivesse cumprido seu papel, certamente os auxiliares, assim como outros segmentos, organizariam a assembleia no sindicato, com apoio da direção.
  9. A CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNFICADA respeita a liberdade de expressão, opinião e reunião, assim como respeita as decisões das assembleias do sindicato e incentiva a participação dos trabalhadores na vida sindical. Desejamos e lutamos para que os servidores se organizem dentro do sindicato, mas o terrorismo costumeiramente praticado pela burocracia sindical faz os trabalhadores terem a certeza de que isso somente será possível com a mudança de direção.
  10. A CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA respeita a liberdade de expressão, opinião e reunião, assim como respeita as decisões das assembleias do sindicato e incentiva a participação dos trabalhadores na vida sindical. Desejamos e lutamos para que os servidores se organizem dentro do sindicato, mas o terrorismo costumeiramente praticado pela burocracia sindical faz os trabalhadores terem a certeza de que isso somente será possível com a mudança de direção.

 A nota publicada pela direção do sindicato, que concorre à reeleição, contém informações distorcidas, levianas e ofensivas. Obviamente,  tem como objetivo tentar depreciar a imagem da CHAPA 2 e, desta forma, favorecer a si mesma – o que constitui uso impróprio de recurso do sindicato e fere a democracia.

 EXIGIMOS, com igual destaque, a publicação da presente nota em todos os meios de comunicação do sindicato nos quais foi veiculada a nota da direção/ chapa um.

CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA

https://oposicaounificadachapa2.wordpress.com/

oposicaounificada.sbc@gmail.com

Chapa goernista novamente faz terrorismo contra servidores

Nem medobem  iniciou o processo eleitoral e a chapa governista já demonstra que calúnias, truculências e uso da estrutura do sindicato em benefício próprio continuarão dando o tom da sua campanha. E mais uma vez, na tentativa destrambelhada de atingir a OPOSIÇÃO UNIFICADA, a turma do chagas atirou no que viu e acertou no que não viu.

Ela viu uma convocação de assembleia feita por auxiliares em educação circulando nas redes sociais e interpretou como “apócrifa” a publicação compartilhada por pessoas com nome, sobrenome, carne e osso! Como o desespero cega a razão, viu nisso uma “oportunidade” para tentar depreciar a CHAPA 2, destilando mais acusações infundadas.

Porém, o que a CHAPA MARINHEIRA NÃO VIU é que existe vida pensante e pulsante fora do eixo da disputa sindical e, como não tem olhos para ver as necessidades dos servidores públicos, não viu que a mobilização dos auxiliares em educação pela redução da jornada de trabalho para 30 horas vem sendo construída desde a discussão do Estatuto da Educação e se intensificou com a implantação da jornada das creches, que acabou sobrecarregando os auxiliares em sala.

Não viu também que desde a aprovação do Estatuto os reflexos da desigualdade e disputa entre os profissionais vem se acirrando nas diferentes jornadas, nas ausências de formação para os demais segmentos, na sobrecarga de trabalho com a suspensão de contratações!!!

Não viu porque é ela que, junto com o governo, fomenta essa disputa e divisão, apesar de ter o péssimo hábito de acusar outros das mazelas que pratica.

Não viu que os auxiliares em educação, quando iniciaram a mobilização pela redução da jornada de trabalho, tentaram se organizar no sindicato, mas não receberam amparo dessa mesma direção que agora usa a estrutura do nosso sindicato para coagir e ameaçar servidores, tentando reprimir o direito democrático de liberdade de expressão e de reunião.

É que a chapa marinheira, acostumada a realizar modificações estatutárias e assembleias de prestação de contas na penumbra, não viu que a ditadura acabou e que desde 1988 existe uma Constituição Federal que garante a liberdade das pessoas se reunirem livremente para tratar de seus interesses, sem que para isso tenham de pedir autorização, ou estar sob a tutela de quem quer que seja.

Há 28 anos as pessoas têm garantido, ao menos em lei, o direito de decidirem sobre suas vidas, suas mentes e sobre seus corpos, debaterem, fazerem assembleias… Esta não é uma ação específica de sindicatos e condomínios!!!

2002: campanha eleitoral para presidente também adotava a estratégia suja de difundir pânico entre eleitores.

A PRÁTICA VEXATÓRIA DA DIREÇÃO/ CHAPA UM TEM UM NOME: ASSÉDIO MORAL!

A organização dos trabalhadores é universal e constitucional e a criminalização das lutas é sempre inaceitável, embora seja uma prática comum do patronato, de seus representantes nos governos e nas direções sindicais pelegas e burocratizadas. Tem sido hábito da direção marinheira agir como capataz  do patrão ao tecer calúnias contra opositores, ameaçar e tentar intimidar trabalhadores.

Uma direção sindical deve encampar a luta junto com os trabalhadores, ajudar a esclarecer, fomentar o debate crítico para o avanço das consciências, respeitar a autonomia, agregar e não segregar, construir e não destruir; acolher os trabalhadores quando estes tomam iniciativas de organização…

Para ser respeitada uma direção precisa compreender que autoridade se constrói na autoria da ação coletiva, e não por meio de bravatas, ameaças e imposições; deve ter a humildade de reconhecer que a representatividade legal não a torna única detentora do direito de reunir, comunicar, organizar, planejar, fazer… pensar!

Nosso sindicato ainda haverá de ser uma ferramenta a serviço dos interesses coletivos dos trabalhadores!

CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA