Sobre as mentiras que eles contam (e as verdades que tentam esconder)

2015-09-19 17.52.45Não sou obrigado. Sou?

Meu perfil no face é privado, embora meus compartilhamentos sejam públicos, pois sou responsável por aquilo que escrevo.

O perfil do Sindserv é de caráter público, e mesmo sendo sócio há mais de 16 anos, permaneço bloqueado para comentar nele, sendo impossibilitado de responder aos costumeiros achincalhes que os marinheiros reproduzem.

Certa pessoa, que estava na minha lista, se queixou que a bloqueei, no entanto também já no perfil dela bem antes eu estava bloqueado para fazer comentários e me defender das suas difamações.

Outro cidadão, que gosta de posar de bom moço, mas nada tem de moço nem muito menos de bom, estes dias ficou indignado porque respondi em um grupo fechado do face a algumas calúnias que ele insistia em reproduzir – a indignação dele era de que eu, por não pertencer ao seu segmento, teria ferido as regras do grupo (!). Este mesmo cidadão se manifestou publicamente chocado com uma matéria tendenciosa publicada por uma mídia reconhecidamente ligada à CUT, mas sequer esboçou a mesma “indignação” quanto aos aposentados serem agredidos verbalmente por capangas do governo, que costumam ser contratados também pela direção do sindicato em atos e assembleias para tentar intimidar os servidores. Aliás, o cidadão não mostrou a mesma indignação com a agressão sofrida por todos os servidores com a imposição do projeto marinheiro que acabou com o IMASF.

A chapa governista, que mudou o estatuto do sindicato na calada da noite e recolheu assinaturas até de quem não era filiado, proibiu filiados de participarem da assembleia da comissão eleitoral; essa mesma chapa, que acusa a oposição de ter apoio de pessoas que defenderam a proposta do governo para o estatuto da educação, omite que sua chapa é integrada por lideranças que estiveram na linha de frente da defesa do projeto marinheiro colhendo assinaturas de um abaixo assinado de forma assediosa para fazer impor a vontade do governo… A chapa em questão, que dirige o sindicato, fomentou e fomenta a divisão entre os servidores, favorecendo assim os golpes do governo contra os trabalhadores.

Diante de calúnias reproduzidas em redes sociais e panfletos escritos, quando questiono as pessoas cujas fotos estão no panfleto se elas concordam com as calúnias, uma vez que as subscrevem ainda que indiretamente como apoiadoras, elas ficam indignadas com a minha pergunta e exigem respeito.

E nós é que somos sectários?

Não vou ficar respondendo calúnias para não dar mais ibope ao jogo sujo da chapa marinheira , mas não sou obrigado a manter na minha timeline nem nos grupos que administro no WhatsApp comentários e pessoas que ferem a dignidade pessoal de ninguém, muito menos a minha.

Aceito o debate crítico, mas não ficarei inerte diante de condutas de moral duvidosa.

E continuo na certeza de que seja qual for o resultado da votação da eleição do Sindserv, a Oposição Unificada é uma grande vitoriosa pois não se deixou abater nem entrou no jogo sujo da calúnia e de práticas antissindicais.

CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA: porque um sindicato plural e democrático se constrói na conduta ética,sem fugir ao debate crítico e sempre mantendo o respeito mesmo com aqueles com quem divergimos.

CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA: PROPOSTAS PARA UM SINDSERV DE LUTA, CLASSISTA, INDEPENDENTE, DEMOCRÁTICO E SOB CONTROLE DOS SERVIDORES

Slide1Eixo 1 – Condições econômicas e de trabalho

  • Lutar para que sejam repostas as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos em diferentes governos, que deixaram de conceder ao menos a reposição da inflação.
  • Lutar pela garantia de reposição da inflação anual, conforme previsto na Constituição Federal.
  • Lutar pela realização de concurso público periódico para todos os cargos.
  • Lutar pela garantia de isonomia e equiparação salarial efetiva para cargos e funções correlatas.
  • Lutar pelo fim da terceirização no serviço público e, ENQUANTO ISSO NÃO OCORRE, atuar em parceria com os sindicatos que representam os trabalhadores terceirizados para garantir isonomia de direitos e de melhores condições de trabalho entre celetistas, estatutários e terceirizados.
  • Lutar pela garantia de transporte gratuito, ou reembolso no valor equivalente ao que é gasto, ao servidor que, em função do serviço, tenha de se locomover de sua unidade de lotação.
  • Combate a toda forma de opressão aos servidores, incluindo:

– Luta contra o assédio moral, na forma de ações formativas e mediações, sem prejuízo das medidas cabíveis (administrativas e jurídicas) junto à prefeitura;

– Luta por melhores condições de trabalho (reformas e adequações de espaços físicos para garantir ambientes salubres de trabalho, equipamentos de proteção individual, manutenção e substituição de veículos, viaturas e acessórios de trabalho etc).

  • Lutar por uma CIPA com autonomia e com atuação em parceria com o sindicato.
  • Organizar os servidores públicos da guarda civil para a construção de uma proposta da categoria de Estatuto da GCM.
  • Retomar a luta pela implementação do Estatuto dos Profissionais da educação construído pelos trabalhadores, buscando forma de reverter todos os prejuízos causados pelo estatuto imposto pelo governo.
  • Construção e luta por uma proposta dos servidores de Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
  • Acompanhamento das ações das secretarias, com intervenções antecipadas do sindicato para evitar prejuízos aos servidores e, acima, de tudo, garantir a manutenção de direitos.
  • IMASF – incorporar a luta pela retomada do IMASF sob controle dos servidores e com qualidade de atendimento.
  • Lutar por uma SBCPREV voltada aos interesses previdenciários dos servidores e sob controle dos próprios: pelo fim dos cargos comissionados e altos salários.
  • Lutar pelo vale-transporte a todos os servidores.
  • Lutar pela revisão do valor do auxílio alimentação.
  • Preparação e planejamento da campanha salarial junto aos servidores, construindo a pauta de reivindicações de forma participativa e democrática, e buscando intervir na LDO.
  • Lutar pelo adicional de insalubridade para todos os servidores que, pela natureza da função, estejam expostos a situações de estresses e riscos de adoecimentos.
  • Lutar para que os servidores públicos que, pela natureza da função, lidem com situações de estresse e conflitos, tenham garantido acompanhamento psicológico frequente.
  • Lutar para que profissionais que fazem uso da voz como um dos principais instrumentos de trabalho tenham garantido o direito a sessões fonoaudiológicas e programas de prevenções a doenças da voz.
  • Incorporar a luta nacional pela aposentadoria especial para GCM.
  • Lutar pelo Adicional noturno aos profissionais que atuam a partir das 18h.
  • Lutar pela implementação da gratificação por local de exercício para os servidores que atuam em áreas distantes do centro e em áreas de risco.
  • Lutar para a efetivação sistemática da formação em serviço, com jornada formativa, para todos os servidores, buscando o aperfeiçoamento dos conhecimentos específicos e gerais necessários ao exercício da função, qualificação profissional e à melhoria do serviço público.
  • Lutar pela revisão do acordo coletivo de 2015, buscando a inclusão dos cerca de 200 aposentados que foram esquecidos pela atual direção.
  • Organizar setorialmente os servidores para encaminhar a luta em defesa de suas pautas específicas, articulando os demais segmentos para promover a solidariedade e a unidade entre o funcionalismo.

 

Eixo 2 – Organização sindical

  • Gestão democrática do Sindicato, com a participação ativa dos membros do Conselho Consultivo no planejamento, deliberações e na efetivação das ações.
  • Campanha permanente de filiação, com agilidade e transparência nos encaminhamentos de efetivação das filiações.
  • Transparência e democracia nas negociações.
  • A direção do sindicato deve ter papel de representação e de organização dos servidores públicos. Todas as decisões que dizem respeito ao conjunto dos servidores devem ser submetidas às instâncias deliberativas, sejam elas assembleias setoriais ou gerais, conforme cada caso.
  • Democracia e pluralidade nos meios de comunicação do Sindicato: garantia do direito de manifestação de pensamento e crítica de todos os servidores nos diversos meios de comunicação do Sindicato. Utilização dos meios de comunicação para o fim devido, isto é: comunicar as ações do sindicato, dar publicidade a ar todos os documentos de interesse dos servidores, inclusive o estatuto da entidade, ofícios e números de processo etc. Transparência, interatividade e garantia de acesso por parte dos servidores.
  • Transparência e publicidade dos gastos da entidade, construindo uma gestão financeira democrática, com a participação e acompanhamento efetivo dos membros do Conselho Fiscal.
  • Fim da truculência e tentativa de intimidação da direção contra servidores: nenhum servidor será ameaçado ou agredido direta ou indiretamente, sob nenhuma forma.
  • Implementação de cursos de formação sindical destinados a todos os servidores interessados, buscando aperfeiçoar os conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento da consciência de classe e a participação crítica e ativa na vida sindical.
  • Debater de forma ampla e participativa, e deliberar coletivamente em assembleia, a proposta de desfiliação da CUT, devido ao seu aparelhamento governista e partidário.
  • Congresso dos servidores para mudança democrática e participativa do estatuto da entidade, com os seguintes indicativos:

– discussão e deliberação sobre central sindical – Uma central sindical deve ser livre de patrões e governos;

– ampla discussão com a categoria sobre o imposto sindical;

– horizontalização da direção do sindicato, na forma de direção colegiada, para que as responsabilidades sejam compartilhadas por todos e que não haja promoção da imagem pessoal de nenhum membro da direção. A promoção tem de ser da imagem do Sindicato, e não da imagem pessoal de ninguém!

– desatrelamento do Conselho Fiscal da chapa. O Conselho Fiscal deve ser eleito de forma independente da chapa;

– reestruturação dos conselhos consultivos, implementação do conselho ou comissão setorial de representantes de base eleitos.