Notas sobre a proposta governista de Estatuto

  1. Dedicação exclusiva

A “nova” proposta da administração exclui incentivo à dedicação exclusiva. É assim que vamos conseguir superar as constantes e excessivas exonerações de professores e demais profissionais da educação? É assim que vamos conseguir fazer com que os professores não precisem trabalhar em duas, três jornadas? É assim que os professores poderão se dedicar integralmente às suas funções do magistério sem precisar viver na corda bamba e na correria entre uma escola e outras?…

 

2. Daqui a trinta anos…

A tabela de progressão apresentada pela administração é absurdamente inaceitável: um professor de 24h levará quase trinta anos para chegar num salário de 3500 reais (isso se fizer todos os cursos existentes e por existir durante sua vida terrestre, se não sofrer nenhuma sanção disciplinar e se jamais tiver uma única falta injustificada!!!)

 

3. Todo mundo sai perdendo, pensando que está ganhando…

Na proposta do governo, o professor com duas matrículas que assumir função gratificada tem de optar por licença sem vencimentos em um dos cargos, ou seja, essa matrícula fica “congelada”: isso implica em prejuízo à promoção horizontal e vertical e ao tempo de contagem para aposentadoria na matrícula licenciada.

A gratificação é de 50% sobre o salário-base do professor de referência inicial E2A. Os cálculos indicam que haverá distorções salariais entre profissionais exercendo as mesmas atribuições, o que fere o princípio da isonomia salarial.

A progressão na carreira dos diretores, CPs e OPs concursados é sobre os salários destes cargos; a progressão na carreira do professor nessas funções gratificadas será sobre o salário de professor, isto é, as atribuições seriam as mesmas, mas a valorização desigual.

Na aposentadoria, não há incorporação dos vencimentos recebidos pelo professor em função gratificada. O processo de seleção para estas funções aprofunda a terceirização e a privatização na educação e atrela politicamente as equipes gestoras, acabando com a independência dos profissionais e com a autonomia das escolas em relação às políticas partidárias.

8 comentários em “Notas sobre a proposta governista de Estatuto”

  1. Isso deveria ser levado a televisão para que o povo saiba e pense bem na próxima eleição, pois é a educação dos filhos deles que está em jogo, tem professor que faz somente o que seu salário condiz. Pois dedicação merece realmente um salário digno. Outra o professor vai ter que bancar os cursos pra poder evoluir na carreira e o governo vai fazer de tudo para que isso naum aconteça pois nas creches novas inauguradas naum tem sala de professores e muito menos temos acesso a um computador com acesso a internet num cubículo que era a sala de estoque que disponibilizaram pra nosso uso. E a palhaçada do sindicato. Aonde vamos parar.

  2. Além do mais a jornada formativa da creche já foi pro espaço, E se eles implantarem ficará apenas dois profissionais por período tomando conta das crianças e não 3 como o Ministério Público julgou necessário, ainda escutei dizerem tem uma brecha, to cansada das brechas. ficar em 2 profissionais um professor e um auxiliar com 12 bebês no berçário que chegam sem saber andar, naum comem sozinhas, que precisam de trocas e banho fora as outras turmas essa é um exemplo. Fora que o coitado do auxiliar vai dar LTS pois ficar sobrecarregado … ui ui… vai ser lindo….

      1. kkkk Marcelo infelizmente é um só ela mandou 4 propostas pra nós darmos uma olhada na escola mas na verdade ela já tinha decidido e no caso ela estava propondo um terceiro professor e cada um entraria em horários diferentes, mas no final ficou uma proposta q ela já tinha comentado de continuar os 3 pois há uma brecha na lei e na liminar do Ministério Publico e teve diretor que disse que ficamos batendo papo em vez de cuidar das crianças. Gostaria de deixar meu convite aqui para que elas assumissem por apenas 4 horas uma sala de berçário final ou de 1 ano.

  3. Ah e falando da Dedicação exclusiva ela tirou devido ela querer implantar a jornada de 30 horas, pois ai fica fácil implantar a jornada formativa, E esquece dos professores de creche que são 40 horas que de certa maneira são de dedicação exclusiva e são os mais prejudicados nessa história…

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