“Enquanto lutam separados, serão vencidos juntos” (Tácito)

A unidade dos trabalhadores assusta os patrões e os amigos dos patrões. A luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade é do interesse de toda a sociedade, de toda a classe trabalhadora. Essa luta passa pelo reconhecimento e pela valorização dos profissionais da educação.

O discurso desmobilizador, desagregador e desorientador tenta nos fazer acreditar que essa luta e esse debate é somente de interesse dos trabalhadores em educação, e não de todos os trabalhadores que só têm a ganhar com a qualidade da educação!

Neste sentido, a luta por um Estatuto dos Profissionais da Educação que reconhece e valoriza todos os trabalhadores em educação como educadores que de fato são é uma luta política, porque diz respeito a toda a “polis”, a toda a sociedade; é partidária no sentido de defender uma parte (a proposta dos trabalhadores) contra outra parte (a proposta da administração, que é prejudicial à educação e aos profissionais); e é apartidária no sentido político-partidário, isto é, é apartidária em relação aos partidos políticos porque não se submete nem se aparelha aos projetos de nenhum partido.

No entanto, o discurso desagregador, desmobilizador, desorientador e autoritário tenta nos fazer crer que não devemos contar com o apoio de ninguém, que a luta somente tem legitimidade se lutarmos sozinhos enquanto o patronato, os governos patronais e seus “amigos” de sindicatos patronais-partidarizados se unem em seus conchavos contra os trabalhadores.

Na rede social foi promovida neste final de semana uma massiva campanha contra o ato em defesa do Estatuto dos Profissionais da Educação, organizado de forma livre e autônoma por trabalhadores da educação pública municipal para às 18h desta segunda-feira, 14 de outubro.

Sem qualquer fundamento lógico ou prova material, um perfil anônimo – associado ao Sindserv SBC – propagou ataques pessoais a trabalhadores específicos, utilizando-se de expressões caluniosas, difamatórias e injuriosas, tentando desmobilizar os trabalhadores acusando a organização do ato de oportunista, inescrupulosa e de que estaria promovendo campanha partidária pelo  fato de os profissionais da educação contarem com o apoio da subsede da Apeoesp/SBC (entidade que representa e tem entre seus filiados centenas de professores atuantes na rede municipal de ensino!) e por contar com o apoio da central de trabalhadores Intersindical, além de lideranças populares e políticas. 

Na reunião do dia 10 de outubro a direção do Sindserv também foi convidada para participar do ato, pois obviamente desejamos que a estrutura de nosso sindicato esteja a favor da organização dos trabalhadores e que a direção demonstre na prática – e não apenas no discurso – que representa e está ao lado dos trabalhadores, e não seja vacilante ou omissa na defesa da categoria.

Quiséramos realmente contar com apoio de entidades de classe e centrais como a CUT, por exemplo, com toda a sua mega estrutura construída e financiada com o dinheiro das contribuições sindicais e dos impostos que nós, trabalhadores, pagamos!

Quiséramos também certamente contar com apoio dos mandatários e representantes do executivo e do legislativo de partidos originados nas classes trabalhadoras, como o próprio Partido dos Trabalhadores, entre outros partidos de origem popular, e que infelizmente estão cada vez mais distantes dos interesses da classe trabalhadora…

Mas não!

Paradoxalmente, o projeto antipopular, prejudicial aos trabalhadores e à educação que está para ser enviado à votação foi elaborado pela administração petista-cutista – justamente aqueles que deveriam estar ao lado dos trabalhadores, que deveriam aprovar o estatuto construído pelos profissionais da educação em mais de dois anos de discussão democrática e coletiva.

Então, os que não conseguem pensar além da lógica do cabresto político-partidário, reunidos em seus partidos e em suas centrais sindicais aparelhadas partidariamente, tentam desacreditar o ato desta segunda-feira – mal conseguem esconder que fazem o jogo sujo a favor dos interesses dos governos de plantão.

Hipocritamente acusam e caluniam os trabalhadores quando estes se unem e constroem seus próprios caminhos e seus próprios instrumentos de luta, que passa pela unidade e pela organização da classe trabalhadora, afinal, o que eles temem de fato é que nos organizemos, que nos unamos e temem ainda que a classe trabalhadora tome consciência de sua verdadeira força e faça valer a sua voz e os seus diretos pela participação direta, sem precisar de pseudorepresentantes.

É esse o caminho que nos foi aberto com as mobilizações populares de junho: a classe trabalhadora unida e organizada pode garantir direitos e conquistar melhorias em suas condições de vida e de trabalho sem precisar ceder às chantagens dos governos de plantão e de falsos representantes que apenas provisoriamente estão onde estão…

Que unam-se em defesa dos interesses da classe trabalhadora todos quanto considerarem legítima e necessária a nossa luta! Que sejam bem-vindos todos os que possam contribuir de fato com as conquistas da classe trabalhadora! Que nosso foco seja o projeto construído pelo conjunto dos profissionais da educação!

Todos ao Paço em defesa da aprovação do Estatuto dos Profissionais da Educação elaborado pelos trabalhadores! Nenhum profissional fora! Nenhum direito a menos!

Post blog

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s