Democracia – é assim que se faz?!

Sob o título “Oposição deve ter responsabilidade”, a diretoria do Sindserv/SBC publicou um texto no site da entidade nesta sexta-feira, 19 de agosto, novamente fazendo propaganda de si mesma, exaltando feitos não realizados e tecendo indiscriminadamente acusações à oposição.

Em se tratando desta diretoria, não é nenhuma novidade esse uso indevido da estrutura do sindicato, de seu site e dos boletins impressos que deveriam ser instrumentos de organização e de formação do funcionalismo público, ao invés de servirem para autopromoção e para calúnias contra trabalhadores.

O que surpreende é a desfaçatez com que a diretoria manipula informações, distorce fatos e mente, apresentando-se ao funcionalismo como os pais da democracia sindical e, pior ainda, tentando desmoralizar e colocar em descrédito os seus próprios associados.

É mais do que notório que, ao longo desta gestão, somente a Oposição Alternativa Democrática tem se apresentado publica e expressamente como “oposição à atual diretoria” do Sindserv, inclusive utilizando exatamente esta mesma expressão em vários de seus boletins. E por terem posicionamento crítico a esta gestão do Sindserv, os membros da Oposição Alternativa Democrática participam ativamente das atividades do Sindicato e, apesar dos inúmeros obstáculos criados pela própria diretoria, têm efetivamente atuado pelo fortalecimento do Sindicato e pelos direitos dos trabalhadores públicos, integrando Comissões Setoriais, contribuindo no planejamento, organização e realização de reuniões e
atos com a categoria. A Oposição Alternativa Democrática sempre incentivou a participação consciente e a sindicalização dos trabalhadores, demonstrando coerência, responsabilidade e compromisso com os interesses coletivos do funcionalismo público.

Fazendo uso desta notoriedade, a diretoria tenta induzir ao engano os trabalhadores ao usar a expressão “alternativa” (“a oposição teve quatro anos para construir uma alternativa à atual Diretoria”) e ao omitir sobre a quem está se referindo quando, em suas acusações, refere-se a “membros que fazem parte da oposição à atual diretoria” que teriam supostamente agido de forma antidemocrática. Assim, do modo que escreve, deixa largas margens para que os trabalhadores pensem que o grupo que teria feito as supostas baixarias seja a Oposição Alternativa Democrática.

Acontece que a Oposição Alternativa Democrática não tentou inscrever chapa para esta eleição, cujo processo já começa viciado pelo próprio Estatuto que favorece os que já estão  direção do Sindicato e, principalmente, os grupos que são apoiados pelo governo de plantão, como é o caso da atual diretoria do Sindserv, vinculada à CUT, central que tem trânsito livre dentro da administração, pois apóia e é berço político do prefeito Luís Marinho.

É verdade que “este Estatuto foi criado pela gestão anterior, justamente para dificultar a inscrição de chapas [mas não de todas as chapas, somente as das oposições!] e tentar manter eternamente na Direção o grupo que à época administrava o Sindicato”, porém, o que a atual diretoria não diz é que aquele grupo fez as alterações sob orientações da CUT que, repetimos, continua dando sustentação ao grupo que hoje dirige o Sindserv/SBC e à sua chapa. Em outras palavras: as pessoas podem não ser as mesmas da gestão anterior, mas a política de condução do Sindicato é. Diante disso, fica mais do que evidente que a atual diretoria não trabalhou pelas alterações no Estatuto para agora também utilizá-lo com a mesma finalidade, ou seja, tentar manter-se eternamente à frente da entidade e continuar servindo aos interesses da administração Marinho, e não aos trabalhadores.

É importante lembrar que tão logo a administração petista foi eleita onze diretores do Sindserv/SBC abandonaram a direção para assumir cargos de confiança na administração e ajudar na implementação da política de terceirização, desrespeito e desvalorização dos trabalhadores e das trabalhadoras públicas.

A ordinária comparação do processo de eleição do Sindserv com “uma partida de futebol num campo esburacado” é mais uma tentativa de ludibriar os trabalhadores públicos.

As dificuldades não são as mesmas e o processo é viciadíssimo, para não dizer autoritário! Em primeiro lugar porque quem joga no campo da administração tem uma larga vantagem sobre os adversários, já que goza do fácil trânsito entre as unidades administrativas – inclusive com a possibilidade de o próprio patrocinador indicar “jogadores” para o time e depois convocá-los para atuar na administração, quer dizer, na seleção; soma-se a isso o fato de que a chapa da diretoria é formada basicamente pelos membros da diretoria atual, que além de terem tempo livre para realizarem toda sorte de articulações, mesmo que a partir de regras preexistentes estabelecem as condições do jogo (quando começa, quando termina etc) e não apenas possuem acesso privilegiado às informações como também conduzem o processo de inscrição das chapas – de si mesma e das adversárias – atuando ao mesmo tempo como copatrocinadora, concorrente e juíza neste campeonato. Desta forma, a diretoria e sua chapa decidem com quem vão concorrer, e se vão concorrer com alguém.

No campeonato eleitoral patrocinado por esta diretoria, ela decidiu jogar sozinha para não correr o risco de perder o jogo.

Mais: O Estatuto do Sindserv estabelece que o Edital de Convocação das Eleições deve ser publicado em jornal de grande circulação na região, porém a diretoria publicou o Edital em um jornal de baixa circulação e, conseqüentemente, de poucos leitores. Por que será?

E outra: pelas regras do Estatuto do Sindserv, somente após a inscrição das chapas é constituída a Comissão Eleitoral, cujos membros são indicados pelas chapas inscritas e eleitos em assembléia. Ora, da mesma forma que é uma aberração pessoas não associadas concorrerem à disputa de uma entidade sindical, também não é de se estranhar que a Comissão Eleitoral, que deve conduzir o processo de eleição com independência e imparcialidade, seja constituída por membros e apoiadores das chapas?!

Agora, vejam a gravidade da situação: no caso da eleição em curso, como se já não bastassem inúmeras dificuldades criadas pelo próprio Estatuto, a diretoria convocou assembléia para eleição da Comissão Eleitoral para as 17h30, horário de serviço de grande parte do funcionalismo, criando, assim, novos obstáculos à participação dos trabalhadores e garantindo maioria na assembléia. Com esta manobra, a chapa da diretoria elegeu uma Comissão Eleitoral com membros indicadas por ela mesma. Dito de outra forma, quem julgaria um pedido de impugnação da chapa da diretoria, seria a própria chapa!!!

A isso se chama lisura do processo? A isso se chama transparência? Seria, de fato, “o mesmo campo, as mesmas regras e o mesmo juiz”?! Com todas as condições de favorecimento que tem a diretoria, a dificuldade em montar sua chapa só se deu mesmo pelo descrédito que angariou perante o funcionalismo!

O Estatuto do Sindserv dificulta a formação das chapas ao exigir que elas sejam compostas por funcionários de todas as unidades administrativas e condena ao esvaziamento do sindicato ao atrelar a uma única chapa a diretoria, o conselho fiscal e o conselho de representantes, que deveriam resguardar autonomia entre si. Como poderiam os pareceres do Conselho Fiscal ter qualquer credibilidade se este Conselho está comprometido politicamente com a diretoria que administra os recursos?

O Edital de Convocação das Eleições, publicado por esta diretoria, foi bem categórico ao estabelecer que nenhuma chapa seria inscrita se não estivesse conforme as exigências do Estatuto. Porém, a diretoria mente sem qualquer pudor ao dizer que em 2007 apresentou chapa completa e mente também ao dizer que nas eleições deste ano inscreveu sua chapa com representantes de todas as unidades administrativas. Basta ler o boletim nº 17, de agosto deste ano, para saber que a chapa da diretoria também está irregular, haja vista não ter representantes de todas as unidades administrativas.

 A diferença é que em 2007 a atual diretoria, após inscrever sua chapa sem cumprir as exigências do Estatuto, entrou com processo contra a impugnação e, nesta eleição, o presidente do sindicato, também candidato, inscreveu sua chapa incompleta e, apesar da arrogância com que a diretoria diz “Para tudo existem regras, e é obrigação de quem conduz o processo observá-las”, seguindo o velho lema “aos inimigos a lei” impugnou uma chapa concorrente pelos mesmos motivos!

De fato, a diretoria não se desviará nem um milímetro para fora da senda reta, pois está há quilômetros de distância dela!!! Inscrevendo a si mesma, e árbitra de um jogo sem concorrentes, quem garante que a diretoria não acrescentará retroativamente (se já não os acrescentou) os nomes que faltam para completar sua chapa?

À diretoria do Sindserv/SBC, que argumenta a legalidade de suas ações autoritárias sob a bandeira do Estatuto golpista, nunca é demais lembrar que também o regime militar teve, nas leis, a sustentação para a ditadura e para toda sorte de repressão.

Somente o desespero explica – mas não justifica – lamentável atitude. Desespero de quem sabe que está terminando um mandado de quatro anos sem ter cumprido os seus compromissos, sem ter conquistado melhorias de trabalho e de salário para toda a categoria e, para piorar, de quem pouco contribuiu para elevar o nível de organização dos trabalhadores; desespero de quem deveria representar os trabalhadores, porém, à frente da direção do Sindserv, coloca em primeiro lugar os interesses de seu partido e, na condução dos atos e assembléias, costuma se apresentar mais como “advogado” da administração petista do que representante dos trabalhadores;  desespero de quem entregou de bandeja as campanhas salariais durante sua gestão, assistindo calados a administração jogar trabalhadores contra trabalhadores ao organizar reuniões em horário de serviço com setores do funcionalismo para forçá-los a acatar suas imposições, numa atitude de explícito desrespeito à autonomia sindical; desespero de quem vendeu a campanha salarial deste ano por míseros 6% de reajuste e, de quebra, matou a campanha salarial de 2012, ao dividir este reajuste, atrelando-o à campanha do ano que vem e, ainda, proclama cinicamente esta vergonha como uma grande conquista dos trabalhadores públicos; finalmente, desespero de quem, para ser eleito, assumiu o compromisso de mudar o estatuto autoritário do sindicato e agora vem com desculpas esfarrapadas por não ter feito as mudanças necessárias!

Além do mais, para bom entendedor a meia palavra basta, pois a desculpa dada pela diretoria deixa bem claro que não pretende promover as assembléias para que o funcionalismo torne democrático o Estatuto de seu Sindicato.

Afinal, façamos de conta que a gente acredita que, em quatro anos, a diretoria não tentou realizar as mudanças estatutárias em razão dos múltiplos ataques da administração Marinho aos direitos dos trabalhadores e por conta da quantidade de sócios do Sindicato. Então, se for assim, este Estatuto não mudará nunca!

Primeiro porque o papel do Sindicato é exatamente organizar a luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores (coisa que a atual diretoria fez pessimamente), e como ainda estamos no capitalismo, tanto administrações petistas – que se dizem de esquerda –, como outras administrações declaradamente de direita ou de centro, estão comprometidas predominante ou integralmente com a manutenção do capitalismo, e não com os direitos dos
trabalhadores!

A segunda desculpa é ainda mais pitoresca! A não ser que a diretoria cutista esteja torcendo pelo aprofundamento das terceirizações e continue atuando de forma a ampliar o descontentamento da categoria com a sua organização sindical para que as desfiliações caminhem a passos largos até o Sindicato ter uma quantidade bem pequena de sócios…

Quanto disparate! A diretoria alega dificuldades em mudar o caráter golpista e autoritário do
Estatuto, mas não teve dificuldade nenhuma em realizar assembléia para aumentar o valor das mensalidades!

Temos certeza de que a maioria das pessoas que deu o nome para a formação da chapa da diretoria não tem conhecimento desses fatos, e, mais do que isso, não concorda, não apóia e não compactua com essas manobras típicas da política cutista, por isso fazemos um chamado público para estes colegas retirarem seus nomes da chapa da diretoria e construir, com a Oposição Alternativa Democrática, ações concretas pela união dos trabalhadores e pela democratização e fortalecimento da organização sindical.

Mesmo com mais esta ação irresponsável e de baixo nível da diretoria do Sindserv, a Oposição Alternativa Democrática continuará ao lado dos trabalhadores com quem e por quem sempre esteve na luta. Por isso, convocamos todos e todas para continuar participando
da luta por um PCCS construído pelo funcionalismo e contra o Projeto de Lei autoritário e equivocado do SBCPrev.

Nosso orgulho não está em conquistar poder, mas sim em poder conquistar coletivamente condições dignas de trabalho, salários decentes, valorização e respeito para todas e todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem distinção!

OPOSIÇÃO ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA

AGOSTO DE 2011

SBCPrev: Ação dos trabalhadores impede votação. A próxima batalha é dia 31 de agosto!

Em 24 de agosto, última quarta-feira, os vereadores de São Bernardo do Campo tentaram votar o Projeto de Lei que cria a SBCPrev sem permitir que os trabalhadores públicos, principais interessados na matéria, tenham tempo de discutir.

Entre vários problemas apresentados (26, segundo o Conselho Gestor da Fuprem), os principais estão a perda do poder de representatividade dos funcionários públicos, a criação de cerca de 40 cargos comissionados com salários exorbitantes, e sem a exigência de serem funcionários de carreira e, com isso, o aumento  estratosférico dos gastos com a autarquia, que passará à casa dos 5 milhões de reais ao ano, custeados pelos nossos próprios salários e pelos impostos pagos pelos municípies de nossa cidade.

Se o PL que cria a SBCPrev for aprovado, os funcionários públicos de São Bernardo do Campo perderão o poder de decidir os rumos da previdência e, ainda, terão sua futura aposentadoria nas mãos de pessoas que não fazem parte do quadro do funcionalismo público sãobernardense.

As Comissões da Câmara Municipal que dão os pareceres jurídicos e financeiros a respeito dos projetos de leis apresentados não aprovaram a PL da SBCPrev, ao contrário, apontaram diversas irregularidades. E embora tramite no Congresso Nacional um PL que estabelecerá novas regulamentações sobre as previdências públicas (o que poderá fazer com que a SBCPrev seja aprovada já natimorta), a administração Marinho insiste em manter o regime de urgência para a votação.

15 dos 21 vereadores votaram com o governo municipal contra o adiamento da votação, impossibilitando que os funcionários públicos conheçam e debatam o PL da SBCPrev.

A bancada de sustentação, ainda, tentou passar uma rasteira nos servidores: após pausar a sessão por 30 minutos com o pretexto de conversar com representantes do Conselho Gestor da Fuprem, Sindserv e representantes das Comissões Setoriais, em uma sala anexa na Câmara, e quando este tempo estava chegando ao fim sem que as emendas apresentadas no dia pela administração tivessem sido discutidas, o líder do governo propôs que os vereadores fossem ao plenário para adiar a sessão por mais 30 minutos e logo em seguida retornassem à sala para discutir as emendas com os representantes dos servidores, sugerindo que os mesmos aguardassem, na sala, o retorno dos vereadores.

Estando na sala neste momento, alertei aos demais colegas que não deveríamos aguardar o retorno dos vereadores porque poderíamos estar sendo vítimas de uma manipulação, o que gerou desconforto entre os vereadores e protesto particular de um deles, que gritou que eles não eram moleques para falar uma coisa e fazer outra.

Tivéssemos esperado na sala, o golpe estaria completo, pois o líder do PT, ao invés de propor a suspensão da sessão por mais 30 minutos, estava propondo que os vereadores votassem para que a sessão fosse considerada permanente. Esta manobra foi denunciada pelos servidores e vereadores da oposição. Contudo, a despeito das manifestações dos presentes, os 15 vereadores permaneceram indiferentes e insensíveis aos apelos dos funcionários públicos.

Ato contínuo, após a leitura do parecer jurídico, contrário à PL do SBCPrev, o presidente da Casa tentou colocar em votação a aprovação de tal parecer, o que levou os trabalhadores a ocuparem o plenário da Câmara para impedir a votação.

A este respeito, é necessário esclarecer que a possibilidade de ocupação do plenário da Câmara foi debatida na Assembleia do dia 18 de agosto, no Sindserv, tendo sido sugerida pela Oposição Alternativa Democrática que, na ocasião, já apontava como elemento indicativo desta necessidade o fato de a Comissão Mista ter se recusado a aprovar, no dia da audiência pública (terça-feira, 16 de agosto), o requerimento para que o executivo municipal retirasse o PL da Câmara, adiando tal discussão para quinta-feira (18), a portas fechadas. A avaliação feita pela Oposição Alternativa Democrática mostrou-se correta quando, no dia 24, durante a sessão, tivemos conhecimento de que a Comissão Mista, composta pelas lideranças dos partidos na Câmara, rejeitou o requerimento de retirada da PL.

O mais importante é que a sugestão foi certeira, porque a ação deu resultado. Se bem que é no mínimo antiético os diretores do Sindserv continuarem utilizando as mídias do Sindicato para autopromoção ao tentar vender a imagem de que foram eles que, no calor do momento durante a sessão, tiveram a ideia de ocupar o plenário.

Quem esteve na assembleia do dia 18, no Sindserv, foi testemunha de que um dos diretores, inclusive, chamou de demagogia as propostas da Oposição Alternativa Democrática que, aliás, foram todas mais uma vez aprovadas na assembleia (entre as quais: ato contra a SBCPrev durante o desfile cívico-militar, com distribuição de informativos aos munícipes e faixa com os dizeres “Não à SBCPrev”; e ocupação da plenária caso os vereadores insistissem em votar o PL).

Com o adiamento da votação da SBCPrev, ganhamos mais fôlego para nos organizarmos para a sessão do dia 31 de agosto. Somente a organização e mobilização geral do funcionalismo poderá garantir que os servidores conquistem o direito de debater e decidir sobre os rumos da previdência pública municipal. Converse com os colegas em seu local de trabalho, organize-se, convide familiares, amigos e moradores de nossa cidade para tentarmos impedir que o PL da SBCPrev seja votado sem a discussão com a categoria.

Como cantava Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora e não espera acontecer!

***

Notas importantíssimas da Pedra Lascada:

Vereadores que, no dia 24 de agosto, votaram pelo adiamento da votação para que os trabalhadores tenham tempo de discutir: Admir Ferro (PSDB), Tudo Azul (PSDB), Vandir Mognon (PSB), Estevão Camolesi e Marcelo Lima (PPS).

Vereadores que, no dia 24 de agosto, votaram contra o adiamento da votação, pela votação mesmo sem discussão coletiva entre o funcionalismo: Toninho da Lanchonete (PT), Zé Ferreira (PT), Tião Mateus (PT), Paulo Dias (PT), Luizinho (PT), Matias Fiuza (PT), Pastor Ivanildo (PSB), Miranda da Fé (PSB), Ary de Oliveira (PSB), Cabrera (PSB), Gilberto França (PSB), Tunico Vieira (PMDB), Fábio Landi (DEM), Mauro Miaguti (DEM), Sergio Demarchi (PSB).

Ausente: Wagner Lino (PT).

***

Vereador que, um dia após a manifestação do funcionalismo público,  felizmente mudou seu posicionamento: Sérgio Demarchi (PSB).

O Sr. Sérgio Demarchi, em resposta ao pedido de não votar a PL da SBCPrev sem a devida discussão entre o funcionalismo, assim respondeu (grifos nossos):

“From: sergiodemarchi@camarasbc.sp.gov.br
To: blogdapedralascada@hotmail.com
Subject: RES: pedido de retirada do projeto
Date: Thu, 25 Aug 2011 09:56:11 -0300

Prezado Marcelo,

 

Em vista dos pontos polêmicos que tem suscitado e após leitura atenta das alterações propostas pelo colegiado de funcionários municipais ao projeto de criação da SBCPrev, defendo que o mesmo deva ser retirado pelo Executivo ou, então, tenha sua votação adiada por um número suficiente de sessões que permita uma análise profunda por parte dos vereadores, bem como um amplo debate com os funcionários, de forma que se possa chegar a uma alternativa que concilie os interesses da Administração Municipal e do funcionalismo público.

 

É a minha opinião, e que Deus me ilumine.

 

SÉRGIO DEMARCHI

Vereador”

***

De nossa parte, teremos o maior prazer em divulgar que o Sr. Sérgio Demarchi, na sessão do dia 31 de agosto, esteve desta vez ao lado dos trabalhadores. Estaremos lá para conferir!

[M.S.]

A “Família Doriana”

Nota da Pedra Lascada: Este texto, já com algumas alterações, é fragmento de trabalho referente ao curso Família, Comunidade e Projeto Pedagógico na Educação Infantil, da Pós em Ed. Infantil. [M.S.]

***

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

[Carlos Drummond de Andrade¹]

***

Longe de intencionar tecer crítica literária, ou desvelar o quão autobiográfico é este poema e, assim, tentar mensurar em que momento, e até qual limite, o poeta fala realmente de uma  infância vivida ou se coloca enquanto personagem narrador de uma história fictícia, baseada ou não em fatos reais, “Infância” nos remete a um modelo de família do tipo nuclear burguês, ou, em outras palavras, a “família nuclear conjugal moderna – quer dizer, pai, mãe e filhos” (SZYMANSKI, 2001, p. 13).

Se fôssemos traçar, também, um perfil sócio-econômico desta família, ainda que desconhecêssemos totalmente a biografia do autor, vários elementos neste poema nos levariam a afirmar que se trata de uma família em condições econômicas privilegiadas: o pai cavalgando enquanto a criança ficava lendo livro; a mãe cosendo enquanto a empregada, “que aprendeu a ninar nos longes da senzala”, preparava o café…

Mais do que isso, as repetições (pai montado a cavalo, mãe cosendo, empregada que chama para o “café preto que nem preta velha, café preto, café bom”), além de reforçar a idéia de uma vida que segue seu curso mansamente, sem sobressaltos, num clima de ordem e de harmonia, reiteram papéis socialmente atribuídos em conformidade com um dado modo de produção – o capitalista: o pai, literalmente representado como uma figura hierarquicamente superior, distante e vendo o mundo do alto, acima do nível do chão; a mãe, entretendo-se em um passatempo e sendo observadora atenta dos acontecimentos do lar (tão vigilante e cuidadosa – imagem culturalmente construída, e exigida, das mães – que, enquanto cose, percebe um mosquito pousando no berço); a criança igualmente aproveitando seu tempo ocioso, e não ajudando na lida, como o fazem comumente as crianças das famílias pobres; a empregada desprovida de características e qualidades pessoais autônomas, posto que suas características (“preta”) e suas qualidades (“boa”) são associadas com o objeto e o produto de seus afazeres domésticos, como se o narrador, intencionalmente ou não, dissesse do pai: vale pelo que tem; da mãe: vale pelo que é; da empregada: vale pelo que faz.

Obviamente poetas não são anjos, não são intocáveis nem politicamente neutros. Porém, advertimos que, com esta interpretação possível, não intencionamos estabelecer um tribunal ideológico a fim de absolver ou condenar moralmente Carlos Drummond de Andrade.

Ressaltamos, isto sim, o mérito do poeta em retratar tão bem um modelo de família historicamente construído, e que insiste em permanecer em nosso imaginário como o de uma família estruturada, modelo ambicionado no discurso de muitos educadores que, ao analisarem as razões do fracasso escolar, geralmente o atribuem, entre outras causas predominantemente externas, à suposta desestruturação familiar, sem levarem em conta, contudo, que “família desestruturada não quer dizer mais do que uma família que se estrutura de forma diferente do modelo de família nuclear burguês” (SZYMANSKI, 2001, p. 68).

Aliás, aproveitando as analogias possibilitadas pelo poema de Drummond, o discurso presente em “Infância” só nos faz reafirmar que

               “… a família se delimita simbolicamente, a partir de um discurso sobre si própria, que opera como um discurso oficial. Embora culturalmente instituído, ele comporta uma singularidade. Cada família constrói sua própria história, ou seu próprio mito, entendido como uma formulação discursiva em que se expressam o significado e a explicação da realidade vivida, com base nos elementos objetiva e subjetivamente acessíveis aos indivíduos na cultura em que vivem. Os mitos familiares, expressos nas histórias contadas, cumprem a função de imprimir a marca da família, herança a ser perpetuada”. (SARTI, 2004, p. 14)

Além disso, Heloísa Szymanski (2001), em estudo sobre a relação família e escola, ao analisar os discursos sobre o conceito de família, concluiu que a família que se pensa é bem diferente da família que se vive:

“… as pessoas, sempre que falavam da vida da sua família, pareciam estar a compará-la com alguma ‘outra’ família. Esta parecia ser a certa, a boa, a desejável e a família que se vivia era a ‘diferente’.

Em alguns casos, aquela outra família – que chamaremos daqui para diante  de ‘pensada’ – pedia uma organização que era impossível dentro das circunstâncias vividas”. (…)”

“Em outros casos, a família que se vivia era vista como um desvio de um modo ‘estabelecido’ de se viver”. (p. 20-21)

Certamente, a família retratada por Drummond, a família de sua infância longínqua e romantizada, tem muito de “família pensada” e menos de “família vivida”. Entretanto, o poeta não está sozinho, pois é muito mais a partir de um conceito idealizado de família do que a partir do reconhecimento do caráter plural de constituição familiar – e de construção de identidades – que, muitas vezes, lidamos com as famílias usuárias da escola e com os educandos.

Não à toa, utilizamos como subtítulo deste artigo, a popular expressão “Família Doriana”,
haja vista que

as experiências vividas e simbolizadas na família têm como referência definições cristalizadas de família socialmente instituídas pelos dispositivos jurídicos, médicos, psicológicos, religiosos e pedagógicos, enfim, os dispositivos disciplinares existentes em nossa sociedade, que têm nos meios de comunicação um veículo fundamental, além de suas instituições específicas. Essas referências constituem os “modelos” do que é e deve ser a família, fortemente ancorados numa visão de família como uma unidade biológica constituída segundo as leis da ‘natureza’”. (SARTI, 2004, p.16)

Por isso mesmo que Szymanski (2001, p. 34) recomenda, entre outras coisas, que aqueles que pretendem trabalhar com famílias devem, primeiramente, refletir criticamente sobre as próprias experiências com sua família e procurar “conhecer os valores, crenças e mitos que foram se desenvolvendo a respeito do que é família.”

Exatamente aí em que nós educadores nos situamos, queiramos ou não, pois, no cotidiano de nossas práticas profissionais, nos deparamos com as múltiplas estruturas familiares, que se confrontam com os modelos cristalizados e preconcebidos do que é ser família; modelos que, por sua vez, também geralmente não correspondem sequer à nossas próprias estruturas familiares vividas.

O desenvolvimento de práticas educativas emancipatórias, ou minimamente éticas, depende do reconhecimento e do respeito a essa pluralidade, além de muita autovigilância, pois “há uma tendência a projetar a família com a qual nos identificamos – como idealização ou como realidade vivida – no que é ou deve ser a família, o que impede de olhar e ver o que se passa a partir de outros pontos de vista” (SARTI, 2004, p.16).

Por outro lado, as dificuldades em construir projetos pedagógicos que contribuam para a construção e consolidação de sociedades verdadeiramente democráticas relacionam-se com as nossas dificuldades em superar visões idealistas de educação, de família e de sociedade, dificuldades essas reforçadas pelos muitos preconceitos que permeiam as relações humanas, tanto no sentido do olhar das famílias para a escola, sobre o que é e quem pode ser educador, por exemplo, ou o seu papel, quanto no sentido do olhar da escola, na figura de seus profissionais, para as famílias (igualmente sobre o que é uma família, quem a constitui, seu papel etc).

Entender estes mecanismos e reconhecer suas variáveis pode nos dar pistas para os caminhos necessários a serem trilhados no sentido de uma educação humanizadora.

***

¹Carlos Drummond de Andrade é considerado um dos maiores poetas brasileiros. Particularmente, sou suspeito para falar a seu favor, porque desde que o descobri, lá pelos meus 14 anos, foi paixão à primeira vista. Infelizmente, a data de hoje (17 de agosto), é o vigésimo quarto ano de sua morte. O Poeta bem que merecia mais que uma nota no rodapé de um lascado indivíduo da Pedra Lascada, mas não sou tão dígno a esse ponto… Viva o Mineirinho!!!

A primeira vez, a gente nunca esquece…

Nota da Pedra Lascada: Peguei emprestado o título “Memórias de Escola”, que dá nome a esta seção, de um livro muito interessante escrito pela Professora Teresa Cristina Rego¹. Obviamente, os objetivos desta seção são bem mais modestos, e resumem-se no resgate das lembranças escolares de quem desejar compartilhá-las. [M.S].

***

1993. Primeiro dia de aula no magistério. CEFAM – em Santo André. O rapaz pára na porta da sala e, com os olhos, procura um lugar para se sentar. Percebe que há alguns lugares no fundo, onde preferia estar para não ficar diretamente exposto, mas o caminho da porta até o
fundo do outro lado da sala lhe parece bem distante, uma eternidade a ser percorrida. Senta-se na terceira carteira da primeira fileira, ou seja, até onde as suas pernas, bambas,  lhe permitem caminhar. Ali, pelo menos, tem a parede para servir como apoio extra. Sente que todos os 70 olhos (salvo engano, são 34 moças e outro rapaz) estão voltados para ele – e provavelmente estão, porque deve estar muito, muito vermelho, tanto quanto seu rosto ferve. A primeira professora do dia entra, simpaticíssima. Começam as apresentações. A pergunta de sempre: “Por que você resolveu fazer magistério?”. Ele torce para que não comece por sua fileira, assim teria tempo para pensar no que responder. De fato, a professora escolhe começar pela outra ponta, o que, ao final das contas, foi bem pior, porque cada vez que passa para outra pessoa, mais a ansiedade aumenta, e menos ele sabe o que responder, muito embora todas as respostas sejam praticamente as mesmas, com pequenas variações: “Porque eu gosto de crianças”, “Porque me dou bem com crianças”, “Porque eu sempre sonhei em ser professora”… Última fileira antes da sua, apenas  dez colegas na frente, e as respostas todas igualíssimas desta vez (“Porque eu gosto de crianças”).  Ele, por sua vez, opta por responder a mesma coisa, para não parecer ainda mais diferente e, na sua vez, responde: “Por que as crianças gostam de mim”. Risos, gargalhadas, palmas.

E assim começa o meu primeiro dia no magistério. [M.S.]

***

¹A partir da narração da história de vida de alguns professores universitários, que tiveram uma “infância difícil”, a autora, fundamentando-se nos postulados de Vygotsky, procura desvelar a efetiva influência da escolarização na constituição da identidade das pessoas. Em “Memórias de Escola: Cultura escolar e constituição de singularidades” (Ed. Vozes, 2003), Teresa Cristina Rego propõe as seguintes questões: “Afinal, qual é o efeito de uma passagem longa e sistemática pela escola no pisiquismo dos sujeitos? Que tipo de desenvolvimento a escolarização promove no indivíduo? Tal desenvolvimento se restringe aos domínios cognitivo e social ou se estende também aos planos afetivo e motor? Basta estar na escola para que os efeitos desejados ocorram? Qualquer escola promove o mesmo tipo de desenvolvimento? De que forma o maior ou menor impacto da escolarização se relaciona com as características do contexto social em que o indivíduo se insere (condições socioeconômicas, tipo de educação familiar, ambiente cultural, nível de acesso a cultura letrada, etc) e ao tipo de escolarização vivenciada (qualidade da proposta pedagógica, possibilidade de interações ricas e variadas, etc)?”.

Reunião da Oposição Alternativa Democrática

A Oposição Alternativa Democrática, comprometida com a construção de um sindicato de luta, democrático, independente e verdadeiramente representante dos interesses da categoria, é um grupo constituído por trabalhadoras e trabalhadores que têm participado ativamente de todos os movimentos em defesa dos direitos e das conquistas da categoria.

Comprometidos com um sindicalismo de luta, independente e democrático, não nos alinhamos nem com os grupos políticos da administração anterior, muito menos com os grupos que atualmente estão à frente da administração da prefeitura.

Por isso, da mesma forma que a grande maioria do funcionalismo público de SBC, temos posição crítica e vigilante em relação à atual diretoria do Sindserv que, ligada politicamente à gestão Marinho pelos laços da CUT, ao longo destes quatro anos de gestão pouco contribuiu para os avanços das conquistas dos trabalhadores e manteve postura vacilante frente aos ataques que o governo Marinho tem feito contra os direitos e à livre organização do funcionalismo público.

Amargamos mais quatro anos de desrespeito, de 0% de aumento e sem, ao menos, reposições das perdas ocasionadas pela inflação. Quando muito, esmola na forma de reajuste abaixo da inflação, como os 3% deste ano para os trabalhadores públicos contra os vergonhosos 61,8% de aumento para os políticos. Nem mesmo a falta injustificada, indevidamente dada aos funcionários que realizaram paralisação legítima e legal em 2006, esta diretoria do Sindserv tentou reverter, apesar de ter sido uma das bandeiras de sua campanha no processo em que a elegeu.

Na semana passada, foi publicado Edital de convocação das eleições para a diretoria do Sindserv e alguns grupos começam a se organizar para pleitear a condução do Sindicato nos próximos quatro anos. Tão grave quanto o risco de continuidade de uma política de não enfrentamento aos ataques da administração contra os interesses dos trabalhadores ou de vacilo na luta com a manutenção do vínculo de nosso Sindicato com a CUT, berço político de Luís Marinho, está o risco de termos, à frente do Sindserv, uma diretoria comprometida com interesses vinculados à Força Sindical, que historicamente, e via de regra, tem se aliado com os governos e administrações de plantão, isto é, contra os interesses dos trabalhadores.

Diante da gravidade da situação, a Oposição Alternativa Democrática convida a todos os trabalhadores e a todas as trabalhadoras do município de São Bernardo, comprometidos com a construção de um sindicato de luta, independente e democrático, para debatermos sobre as eleições do Sindserv e decidirmos coletivamente os próximos passos de mais essa batalha que se aproxima.

Esperamos por você!

ENDEREÇO: APEOESP Av. Prestes Maia, 283 sobreloja – Centro São Bernardo do Campo DATA: dia 11 de agosto, à partir das 19 horas

Eleições do Sindserv/SBC

Sindserv lança edital de convocação das eleições para a nova diretoria. Oposição Alternativa Democrática fará reunião nesta quinta-feira para discutir as eleições do Sindserv. Se  assim como nós da Oposição Alternativa Democrática, você também acredita que podemos e devemos construir um sindicato de luta, forte, democrático e independente, que represente sem vacilos os interesses dos trabalhadores, participe conosco. Quinta-feira, 11 de agosto, 19h00, na Sede da APEOESP/SBC (Av. Prestes Maia, Centro). [M.S.]

ATO CONTRA O AUMENTO DO SALÁRIO DOS POLITICOS

Corte de R$50 bilhões do orçamento e aumento escandaloso nos salários de Dilma e Deputados.

No final do ano passado, assistimos a mais uma verdadeira “farra do boi” com o dinheiro público. A câmara dos deputados aprovou, no seu último dia de votação, um aumento salarial de mais de 61,83% no salário dos próprios parlamentares! A presidente Dilma teve um aumento ainda mais absurdo: 133,96% Enquanto isso, o aumento do salário mínimo foi de somente 35 reais, que não repôs sequer a inflação do período.

Da mesma forma, as verbas que deveriam ser destinadas às áreas sociais (como saúde, educação e moradia) são cada vez menores.

Já no início do ano, o governo Dilma anunciou cortes orçamentários na ordem dos R$ 50 bilhões nas áreas sociais.

O tão falado crescimento econômico do país na verdade beneficia somente aos de sempre: os banqueiros, empresários e políticos profissionais… pro povo, nada!

Agora, o aumento dos parlamentares começa a refletir nos estados e municípios do país, trazendo mais gastos para o orçamento público, mais miséria para o povo e mais dinheiro pros bolsos desses senhores.

VERGONHA: Vereadores de SBC aumentam seus próprios salários em 61,8%! Passando, dos já altíssimos, R$ 9.288 para R$ 15.031!!!

Em SBC a população tem enormes necessidades que não foram atendidas pelo governo Luiz Marinho. Muitos bairros estão irregulares e em péssimas condições de moradia. A educação municipal está em péssimas condições, precisando de inúmeros investimentos. Na saúde vemos o mesmo caos. E ainda existe a desvalorização dos trabalhadores municipais que receberam um reajuste baixíssimo. Os mesmo senhores vereadores aprovaram projeto de Lei do Governo Luiz Marinho que reajustou em apenas 6,36% o salário dos trabalhadores. E ainda parcelado em duas vezes. E agora querem aprovar de um Plano de Carreira que impõe avaliações de metas e desempenho completamente desvinculado do interesse dos trabalhadores. Provando que a prioridade tanto dos vereadores como a prefeitura não é a população muito menos os servidores.

Diga NÃO ao aumento salarial dos vereadores de SBC!

E os vereadores? Qual foi o “desempenho” tão maravilhoso que tiveram para receber essa bolada no salário? O que fazem de concreto hoje para melhorar a situação da saúde pública no município, da educação e da moradia?

Absolutamente nada! A saúde está um caos, hospitais lotados e sem estrutura alguma. A educação pior ainda: falta professores, faltam vagas nas creches, as escolas são precarizadas e não há vagas nas universidades para todos. A moradia, nem se fala: despejos, desapropriações, faltam esgoto, saneamento e a casa própria é um sonho distante para a maioria da população.

EXIGIMOS MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO E OUTRAS AREAS SOCIAIS

Desafiamos os vereadores a abrirem mão do seu reajuste de salário desproporcional para
investir naquilo que a população de fato necessita. Por que não utilizar este dinheiro para investir na educação?

Poderiam ser abertas muitas vagas em creches e no ensino fundamental, poderiam ser comprados melhores materiais didáticos para as escolas, ter um reajuste para os professores e diversos outros benefícios que a cidade teria e não apenas os 21 vereadores de SBC. Fica lançado o desafio para demonstrarem de qual lado estão. Seriam 120 mil reais a mais por mês para investir num setor de primeira necessidade da população, a educação.

Por isso exigimos:

 61,8% de aumento para os servidores municipais, já!

 Mais verbas pra saúde, educação e moradia!

Por isso convocamos um grande ato no dia 10/08 às 9h na Câmara Municipal de SBC, para repudiar e barrar essa grande vergonha. PARTICIPE!
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ASSINAM ESSE MANIFESTO AS SEGUINTES ENTIDADES: CSP CONLUTAS ABC; TLS; ANEL ABC; D.A.FAFIL FSA; SUB SEDE APEOESP SÃO BERNARDO, DIADEMA E RIBEIRÃO PIRES; Grêmios Estudantis: E.E. Jorge Rahme e Vila São Pedro; Oposições Sindicais: METALURGICOS DO ABC – FERRAMENTA DE LUTA; CORREIOS; SERVIDORES MUNICIPAIS DE SBC E STO ANDRÉ; PARTIDOS: PSTU e PSOL.

Bla-bla-blas, lenga-lengas e lero-leros…

Nesta segunda-feira, 01 de agosto, recebi um correio eletrônico de determinado vereador de São Bernardo do Campo, propagandeando a si mesmo.

Basicamente, entre outras coisas que poderiam dar um bom debate, argumenta sobre o papel fiscalizador do vereador ao encaminhar projeto para o executivo e encaminha fotos suas em algumas obras em andamento no município, o que tem o efeito de nos levar a pensar que tais obras foram iniciadas a partir de projetos de sua autoria. Até então, se forem projetos seus, nenhum problema nisso; muito pelo contrário. O problema seria (se não estiver sendo exatamente esse o caso) querer levar os louros alheios.

De qualquer forma, estou sem um pingo de paciência para bla-bla-blá, principalmente se forem as lenga-lengas e lero-leros de edil de Bernocity. Por isso mesmo, prontamente encaminhei a seguinte resposta:

“O problema da cidade são os péssimos administradores e vereadores, que só pensam em si mesmos! 62% de AUMENTO é uma vergonha!!! Vereador deveria receber somente ajuda de custo, no valor do salário base de um funcionário público da cidade. Que tal? Topa apresentar um projeto como este? Aposto que não…”

O nobre vereador (atenciosamente, obrigado!) assim respondeu:

“Infelizmente a manchete ao invés de traduzir a informação acaba confundindo o eleitor. Acredito que o jornal que passou essa informação não foi feliz na reportagem. Irei explicar o que ocorre:
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 1) o aumento dos vereadores não é votado pelos próprios vereadores. Os vereadores de todo o Brasil e não só de São Bernardo recebem reajustes em lei aprovada pelos deputados federais. Esse aumento depois é repassado aos Deputados Estaduais que recebem 70 ou 75% da remuneração dos Deputados Federais e nós vereadores recebemos 70 ou 75% da remuneração dos Deputados Estaduais.
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2) O que ocorre é que existe uma dúvida na justiça se este reajuste deve ser aplicado imediatamente ou na legislatura seguinte.
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3) Em reunião na  Câmara, nós vereadores de São Bernardo, mesmo tendo a informação de que outros vereadores de outras cidades do Brasil já estão recebendo suas remunerações reajustadas, nós vereadores de São Bernardo preferimos o não recebimento de qualquer verba extra antes do julgamento pela justiça sobre esse assunto.
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A única coisa que foi feita foi garantir, se acaso a justiça der ganho de causa aos vereadores, que eles recebam o que a lei determina, enfim nenhum vereador votou seu próprio aumento e muito menos recebeu qualquer quantia.
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Peço ainda a gentileza que quando estiver convencido da verdade, divulgue isso corretamente a sua família e amigos, uma vez que possa garantir que agimos com cautela e não cometemos nenhum erro neste caso.
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Caso o senhor tenha mais alguma dúvida e queira ver os documentos, estou a disposição em meu gabinete. Meus telefones (…) 
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um abraço
 .
(nome do vereador)”
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Vejam bem: nenhuma palavra sua quanto à sugestão dada para que apresente um Projeto-Lei estipulando o salário do vereador no valor do salário-base de um funcionário público municipal.  Deixando claro que estou me referindo ao piso salarial do funcionalismo público municipal (algo em torno de R$900,00). Por que não?
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Ainda mais indignado com a resposta do referido vereador, não consegui evitar em perder mais alguns preciosos minutos do meu dia e retribuir sua atenção com outra resposta. Essa:
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“Perdão pelas risadas (histéricas) que seguem: kkkkkkkkkkkkkkkk
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De fato, porque mais parece uma piada. Veja bem, o fato de ter havido esse absurdo aumento para os deputados, não torna obrigatório que os vereadores realizem aumento a si mesmos.  O Sr. diz que os vereadores não votaram pelo próprio aumento. Então quem votou? O fantasminha camarada??? Sim, pq o que não falta nesta prefeitura é funcionário comissionado fantasma, mas esses não legislam, “só” assinam o ponto sem trabalhar mesmo… O pior de tudo é o argumento de que estão apenas cumprindo uma obrigação legal. Já não basta todas as benesses, já não basta o salário que têm (e que, de fato, nem fazem por merecer!!!)??? Então porque não trabalham para a administração cumprir a obrigação legal  quanto à reposição das perdas inflacionárias, as quais têm direito todo trabalhador, inclusive os funcionários públicos? Anos e anos sem reajustes, e o que os Srs.  vereadores têm feito em defesa do cumprimento do que determina a lei quanto aos direitos dos trabalhadores, quanto ao reajuste anual, determinado pela Constituição Federal? O que têm feito os vereadores quanto à situação dos trabalhadores públicos que literalmente estão morrendo à míngua com aquele “plano de saúde” (melhor dizendo: plano de adoecimento) que é a tal da GreenLine? O que têm feito os vereadores  quanto aos absurdos da administração em querer impor um PCCR/PCCS (Plano de Cacetadas na Cabeça do Servidor) que trata os trabalhadores públicos com mais desvalorização, mais desrespeito, mais perversidade??? O que têm feito os vereadores quanto à autoritária transformação do Fuprem em uma autarquia, alijando os trabalhadores do processo de discussão? O que têm feito os vereadores quanto à absurda proposta de aumento de cadeiras no legislativo??? O que têm feito os vereadores quanto às absurdas tarifas de IPTU, água e esgoto praticadas neste município??? O que têm feito os vereadores quanto às terceirizações, que degradam cada vez mais as condições do trabalhador, que degradam o próprio serviço público e o atendimento de qualidade à população e são verdadeiros escoadouros de recursos públicos para a iniciativa privada??? O que têm feito os vereadores para melhorarem de fato (e não em discurso) as condições de vida da população carente, dos jovens nas periferias??? O que têm feito os vereadores para melhorarem as estruturas dos bairros periféricos? Têm construído mais parques, tão bem cuidados quanto os do centro? Têm construído bibliotecas? Têm investido em áreas de lazer, de esporte, de cultura, ou apenas as regiões centrais, o povo endinheirado e financiador de campanhas é que têm direito ao esporte, à cultura e ao lazer? O que têm feito os vereadores quanto aos mandos e desmandos desta administração senão – os que se dizem de oposição – fechar os olhos em nome de não sabemos bem o quê e – os que se dizem da situação – aplaudir e apoiar sem nem pestanejar, como já faziam vocês então situação e oposição na legislatura anterior???De todas as legislaturas, estou propenso a afirmar que esta é de longe uma das piores legislaturas que São Bernardo do Campo possuiu, acompanhado, é claro, por uma das piores administrações. O jornal se engana? Ou não foi bem pago? Sim, por que esse jornal, do qual o Sr. se refere, faz tudo em nome do dinheiro, só não faz reportagem, só não trabalha com notícias. Além do que não vimos nenhum vereador pedir direito de resposta, como teria direto, acaso o jornal tivesse faltado com a verdade, ou deliberadamente agido para confundir o eleitor. Aliás, nobre vereador, não seria LEITOR??? Ah, claro, é que o leitor deste pasquim do abc é tratado como eleitor mesmo, por isso tantas matérias compradas, tantas propagandas disfarçadas de notícias… É pra confundir o ELEITOR mesmo rsrsrsr

Ah, sim! Quanto à tal “dúvida na justiça se este reajuste deve ser aplicado imediatamente ou na legislatura seguinte”, recomendo ao Sr. uma releitura da Carta Magna, mais precisamente no Inciso VI do Artifo 29. Veja:

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

(…)

VI – o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)¹

DESTAQUE: “PARA A SUBSEQUENTE”.
TRADUZINDO (em caso de permanência da´”dúvida”): PARA A PRÓXIMA LEGISLATURA,  e não para si mesma.

Então, diante disso, só posso afirmar que não existe dúvida nenhuma. Existe, isso sim, é um deliberado e casuísta desrespeito e descumprimento da Consituição Federal.

O “erro” – na verdade, a ilegalidade –  já foi cometido, e para corrigí-lo, que tal apresentar um projeto revogando este aumento estratosférico que os Srs. aprovaram para si mesmos? Seria um gesto de tamanha humanidade, de tamanho respeito com os trabalhadores do município e todos os trabalhadores que nem em sonho conseguem ter um aumento salarial como este! Seria um gesto de responsabilidade com os cofres públicos e respeito aos munícipes, que pagam seus impostos e infelizmente não recebem desta administração nem um centésimo do respeito e da atenção que merecem.
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Não, nós não precisamos de vereadores como vocês!!! Muito menos de mais vereadores como vocês!!! Aos que crêem em qualquer coisa que seja, resta torcer para que um dia vocês passem e que fiquem apenas como uma lembrança ruim de um passado que – pensemos positivo pelo menos – não retorne nunca mais.
Atenciosamente,
Marcelo G. Siqueira”.
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Falando em aumento: na próxima quarta-feira, 10 de agosto de 2011, às 09h00, haverá um ato na Câmara Municipal de Bernocity contra esse vergonhoso aumento de 61,8%! Contem com a minha presença!!!