Bullying em debate nacional (já não era sem tempo)

Por Geanete Lavorato Franco, PROFESSORA.

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Há muito que se debater, mas foi dado um passo e assim caminhamos…

Impossível será recriminar uma criança no uso de pequeno gravador infantil para se defender, mesmo sem saber, do bullying… Se até presidentes cairam por conta das modernas formas de registro como as câmaras dos celulares, das câmaras de vigilância, dos pequenos gravadores?!

Por que em escolas particulares as câmaras de segurança, os celulares, os Walkman (nossa, isso já está ultrapassado, não está?), são permitidos e nas estaduais nem um celular é permitido? Medo do quê? Do que se fala? Do que se faz? Medo do medo? Ou por que os celulares das crianças das escolas particulares são mais impressionantes?

Penso que estamos colocando nossas crianças a reboque dos meios de comunicação porque tememos que eles se voltem contra nós. Sim, assim parece, mesmo que não seja.

Imagine uma filha nossa atacada, roubada  ou mesmo raptada e sem nenhum meio de comunicação para se safar porque a escola não permitiu, ao invés de ensinar e regulamentar o seu uso adequadamente ao meio?

O mundo é outro, bem diferente do de uma década atrás ou melhor, de 1 ano atrás, ou de 5 minutos atrás…

Negar o uso dos meios de comunicação aos outros talvez seja simples (mais ou menos simples), o duro é negá-los aos nossos que estudam e/ou estudaram em instituições particulares onde a preocupação era ou é com os vestibulares chegando, com as gincanas de matemática, com as feiras informatizadas, com as viagens ao estrangeiro de formaturas e tantas outras coisas… Campeonatos, acampamentos inter ou extra escola como a noite do pijama, o acampamento ecológico…

Nem pensar em algo assim no estado, não é?… só no particular!

Que coisa muito chata a idéia do fechamento das idéias dentro da escola pública que anos atrás foi a porta de Paulo Freire, o reduto de Lev Semenovitch Vygotsky  (nov/1896 a 11/junho/1934 ) defensor de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida, portanto sem nenhum tipo de segregação: social, intelectual, econômica…

Em sua obra “A Formação Social da Mente”, ele aborda os problemas da gênese dos processos psicológicos tipicamente humanos, analisando-os desde a infância à luz do seu contexto histórico-cultural. O que pouco estudamos são suas oposições a Piaget (nem eu as tenho claro, talvez venha a tê-las agora que poderei ler com mais tempo e entusiasmo). Porém, tenho alguns pontos claros, uma vez que o seu contexto histórico eu conheço e foi a favor dos camponeses isolados e analfabetos no momento histórico da Rússia socialista de 1917 e com base no materialismo marxista pelo erradicamento do analfabetismo a que estavam submetidos pelos czares.

Mas por que fui até lá? Talvez porque concordo que o contexto histórico social é o grande referencial para a Educação. Então que sou pela igualdade de direito e deveres dos alunos das escolas públicas com os alunos das escolas particulares. Em tudo? Em tudo.

Amigas(os), penso assim e o pensar é livre de leis. Affff! que bom! pelo menos isso. Abraços!

Geanete

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http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/06/14/comissao-do-senado-aprova-projeto-contra-bullying-nas-escolas.jhtm

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/921944-apos-bullying-menino-tera-que-lavar-louca-e-patio-de-escola-no-ms.shtml

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