No Calor Urbano

*
À noite,
Quando vou à cidade
E as ruas estão descongestionadas,
Tudo parece tranqüilo:
Nada de mais acontece
– o que é breve fenece
o que é surdo amortece
o que é dor o amor esquece
o que é maldição vira prece
o que é pensar arvorece…
 
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Então, o que era egrégio ficou pouco
O que era livre ficou louco.       .       .
        
***
E os prédios não estão mais derretendo.