CSP-Conlutas manifesta total apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio

A preparação da Greve Nacional da Educação, no dia 15 de maio, contra a Reforma da Previdência e os ataques do governo Bolsonaro ao setor, receberá o apoio de outras categorias. A decisão foi tomada pelas Centrais Sindicais que estiveram reunidas na tarde desta segunda-feira (6), em São Paulo. A ação será o esquenta na preparação da Greve Geral contra Reforma da Previdência em 14 de junho.

 

 

A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, realizada no final de semana em São Paulo, já havia aprovado por unanimidade, no domingo (5), que a greve da Educação contará com toda a solidariedade e apoio ativo das categorias ligadas à Central.

As diversas categorias de trabalhadores e movimentos serão orientadas a divulgarem os ataques à educação e abordarem o tema nas panfletagens, assembleias, atos e outras ações.

Acesse os materiais da CSP-Conlutas

Artes de cartaz, viral, capa de face e o chamado ao apoio à mobilização da Educação

https://bit.ly/2Lw01g7

A greve da Educação

O presidente Jair Bolsonaro e seu governo querem destruir a Educação Pública brasileira. Alegando “balbúrdia”, o MEC anunciou inicialmente um corte no orçamento de 30% de três universidades que, segundo o ministro, promoveram atos com personalidades de esquerda. Posteriormente, o corte foi estendido para todo o ensino superior e também para o ensino básico.

Frente às medidas de cortes contra a educação, os estudantes, docentes, professoras e professores do ensino básico e técnico, juntamente com servidores e técnicos administrativos iniciaram inúmeras mobilizações pelo país como, por exemplo, no Colégio Pedro II –RJ, na UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), entre outras instituições de ensino.

A greve da educação é uma resposta a todos os ataques que a educação pública vem sofrendo. Também é uma resposta à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que prejudicará principalmente o setor do ensino básico, aumentando de forma perversa em mais dez anos o tempo para o professor(a) aposentar.

Como parte dessa mobilização, nos dias 8 e 9 de maio ocorrerá um processo de mobilização em defesa das Ciências e Tecnologia e denúncias contra o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016) e da EC 95/2016.

É importante defender a educação pública, gratuita e de qualidade. É necessário defender as liberdades democráticas e de cátedra nas escolas e universidades e contra a Escola sem Partido. Vamos exigir o fim da militarização e a violência, fora a PM das escolas. Precisamos denunciar o racismo, machismo e LGBTfobia que estão sendo incutidos nas escolas. É preciso cobrar a reposição das perdas salariais e aumento de salários aos profissionais da educação e contra os cortes de verbas, 10% do PIB para Educação.

O governo Bolsonaro deve retirar verbas dos banqueiros e parar de pagar a ilegítima e ilegal Dívida Pública e não tirar recursos da Educação.

Todo apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio!

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Fonte: CSP-Conlutas

Somos todos educadores e todas as mães são especiais

Fatos irrefutáveis, embora existam os que neguem a realidade:

Somos todos educadores –  Família educa, escola educa; família ensina, escola ensina; família cuida, escola cuida.

Educação, ensino e cuidados são responsabilidades a serem compartilhadas entre família, Estado e sociedade (sendo a escola pública parte do Estado). A educação escolar deve ser complementar à educação familiar – estes são princípios básicos presentes desde a Constituição Federal, passando pela LDB, Estatuto da Criança e do Adolescente e absolutamente toda legislação educacional brasileira.

Tais princípios são previstos em toda legislação educacional por um simples fato: educação, ensino e cuidados são indissociáveis, constituindo o processo de formação humana, de apropriação e construção de saberes e transmissão de conhecimentos historicamente construídos pelos seres humanos.

Pode-se ter opinião diferente e oposta. Tanto faz. Opiniões não mudam os fatos, pois não se ensina sem educar, não se educa sem cuidar. E vice-versa ad infinitum.

Opiniões são opiniões; princípios são princípios. E princípios não se negociam, já dizia Engels (sim, um dos fundadores do socialismo científico, junto com Karl Marx).

A Terra não deixará de ser redonda porque alguns, refutando irracionalmente todas as comprovações científicas, acreditem que seja plana. Não passaremos a levitar livremente no espaço porque há os que pensem que a Lei da Gravidade é uma invenção e não um fato. Tampouco ressuscitarão os milhões de pessoas assassinadas pelo nazismo porque pervertidos neguem o holocausto; nem o nazismo e o fascismo deixarão de terem sido historicamente movimentos de extrema direita a serviço do capitalismo porque idiotas afirmam que foram de esquerda, socialista ou comunista, assim como o golpe militar  não deixará jamais de ter sido ditadura só porque uns sádicos romantizam a tortura.

Outro fato irrefutável: todas as mães são especiais – senão as biológicas, com certeza as que exercem papel semelhante.

Mais um fato irrefutável: independente da crença individual que cada um tenha sobre o que seja uma família;independente de alguém acreditar, por exemplo, que família seja um núcleo de pessoas constituído por pai, mãe e filh@(s), há uma diversidade de composições familiares que não se ajustam aos nossos conceitos… muito menos aos nossos possíveis preconceitos.

Já dizia Lênin (sim, o líder da Revolução Soviética), aqui livremente citado, que a realidade é mais rica do que qualquer teoria (o que nem de longe se pode interpretar como desprezo pela teoria, é bom alertar).

Todas as mães são especiais – este é o imaginário social que construímos do papel da figura materna. É assim que desejamos que seja, ainda que no campo dos sentimentos algumas mães sejam mais especiais que as outras – e ainda que a realidade nos mostre que existem mães e mães.

O filho que sou coloca no altar das especialíssimas a mãe que eu tenho. E aqui não entra uma disputa de opinião – é apenas o coração falando, sem desconsiderar que para outros filhos e outras filhas, suas mães sejam tão especiais quanto a minha.

Não à toa, o Papa Francisco, num dos não raros arroubos de sensatez que lhe tem sido peculiar, declarou que “não existe mãe solteira, mãe não é estado civil“. Mãe é mãe. É primeiramente uma condição biológica e é uma construção social.

Todas as mães são especiais – sejam mulheres solteiras, sejam mulheres “casadas”, sejam mães de filhos únicos, sejam mães de filhos “especiais”. Para as mães – assim também diz o nosso imaginário social – cada filho é único e é especial, independente de suas necessidades e de suas condições biológicas, físicas, cognitivas ou psicológicas.

Todavia, a opinião ou o sentimento que cada mãe possa ter a respeito de seu ou de seus filhos não mudam os fatos. Os fatos são irrefutáveis: também os filhos são diversos e diversas são as características e as necessidades. Alguns, por suas peculiaridades, para que possam ter acesso o mais pleno possível às aprendizagens que lhe são igualmente de direito e que possam se desenvolver em toda sua plenitude e potencialidade, necessitam cuidados especiais, inclusive educativos.

Mas seria possível criar uma lei que desse um status de “especiais” a algumas mães  e a outras não? No terreno das possibilidades políticas, tudo é possível…

Digamos que a hipotética lei viesse a se chamar “Special Mothers” (ou “Mães Especiais”, já que estamos no Brasil), e conferisse a “prestigiosa” oportunidade de, na escola, apoiar seu filho com necessidade educacional especial na turma em que esteja matriculado; que ainda fosse de alguma forma remunerada para realizar este apoio e que (previamente ou durante?) recebesse uma certa qualificação “profissional” (para exercer uma “profissão”  inexistente – a de mãe – e a qual nem mesmo os profissionais contratados para atuar nesse apoio têm garantia de recebimento externo).

Bom? Ruim? À primeira vista lhe parece encantador?

Afinal, não somos todos educadores? Afinal, educar, cuidar e ensinar não são responsabilidades que devem ser compartilhadas entre família, sociedade e Estado, devendo a educação escolar ser complementar à da família? Ademais, não seria esta uma forma de “solucionar” o grande gargalo de falta de profissionais de apoio educativo, efetivando uma forma de “parceria” direta entre escola e família?

Sim, somos todos educadores. Sim, responsabilidades devem ser compartilhadas e a educação escolar é complementar à educação da família. Sim, educar, cuidar e ensinar são indissociáveis e as parcerias entre escola e família precisam ser efetivas.

Observemos mais de perto, passemos a vista uma segunda vez…

É preciso compreender que escola e família educam, mas possuem – e precisam preservar – suas especificidades, pois têm naturezas distintas e exercem papéis distintos no processo educativo. Na educação escolar, procuramos reconhecer e valorizar os saberes das famílias, contudo, se de um lado parcerias são sempre bem-vindas e necessárias, de outro elas não podem ocorrer confundindo-se os papéis, no lugar de ou em substituição a profissionais sob pena de desqualificação do processo educativo e, consequentemente, das aprendizagens e do desenvolvimento dos próprios alunos.

Em tempos de delírios governamentais em prol do “home schoolling” e do desmonte da educação pública, laica e gratuita em nível federal, é preciso mais do que nunca ressaltar que ter responsabilidades compartilhadas e educar de forma complementar não é o mesmo que a família exercer atribuições específicas dos profissionais da educação escolar, ou o profissional da educação escolar participar da vida familiar de um aluno.

Seja na escola, seja na família, vínculo e afetividade cumprem papel de motivação essencial para  a aprendizagem e para o desenvolvimento das crianças, jovens e adultos aprendizes. No entanto, a educação escolar se diferencia da familiar pela sua intencionalidade e sistematização dos processos de aprendizagens – há sempre uma carga de emoção envolvida em todo relação educativa, mas na escola ela é balizada justamente pela intencionalidade pedagógica, planejada e definida profissionalmente, de forma mais consciente e menos intuitiva, amparada e norteada pelo projeto político-pedagógico da escola, que por sua vez sustenta princípios, concepções e valores comuns e universais que não representam necessariamente  princípios, concepções e valores individuais dos sujeitos, ou de cada família.

Quanto menos se tem consciência dos processos educativos, das estratégias pedagógicas e das formas  e finalidades da organização escolar, mais propensos os sujeitos ficam a se deixar levar pela emoção, podendo  adotar atitudes baseadas em princípios, concepções e valores individuais conflitantes aos que norteiam a educação pública. Essa é uma das razões pelas quais todos os profissionais da educação escolar vivenciam, ainda que no âmbito da escola, processos de formação continuada (mesmo os professores, que por requisito do cargo precisam ter formação em Magistério ou em Pedagogia; mesmo os auxiliares em educação, cuidadores, monitores, estagiários de apoio à inclusão etc, que atuam sob orientação direta, supervisão e acompanhamento do professor da turma).

A emoção nem sempre é boa conselheira, podendo afetar negativamente o olhar  e a conduta profissional, por isso mesmo evitamos atribuir para uma professora, ou para uma auxiliar de apoio à inclusão, uma turma em que seu próprio filho, ou até mesmo um parente, esteja matriculado.

Assim, essa mescla de dois papéis distintos (o de ser mãe e cuidadora do próprio filho na escola) pode parecer uma “solução” rápida e fácil para um problema concreto – a falta de profissionais para o apoio à inclusão -, mas, em se tratando de educação escolar, soluções  aparentemente rápidas, fáceis e baratas costumam trazer mais prejuízos do que benefícios. 

Fazendo um parênteses, é importante ressaltar que não somente a falta de profissionais para apoio à inclusão, como de profissionais para o serviço público em geral tende a se agravar caso não seja revertido o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, que foi aprovado em janeiro do ano passado pelo governo federal anterior, com voto e apoio do atual presidente, quando deputado. Tende a se agravar, ainda, com os cortes que o governo federal está fazendo nos orçamento público, em especial com os cortes de recursos para a educação. E mais: de um modo geral, as condições de vida da maior parte da população, que é pobre e trabalhadora, tende a piorar com a Reforma da Previdência, mas esse é um assunto que volto outro momento.

Fico aqui com as palavra do Mestre Miguel González Arroyo (apesar de ele se referir especificamente a docentes, sabemos bem que na ação de apoio cotidiano, auxiliares, monitores em educação, cuidadores – ou qualquer outro nome que se possa dar Brasil afora, cumprem função educativa essencial em parceria com os professores):

“Um ofício descartável?

Temos uma história e uma memória. Dominamos segredos e artes de um ofício. De um ofício descartável? Os apelos tão na moda de todos os lados, dos interesses neoliberais e também dos progressistas de pretender colocar no cerne da ação educativa e escolar a comunidade, as famílias e as organizações sociais, a sociedade difusa dos empresários, a mídia e os amigos da escola, correm o perigo de descaracterizar esse núcleo constitutivo de toda ação educativa. Correm o perigo de tirar o foco da dimensão pessoal, do diálogo e convívio de gerações, do saber-fazer, das artes dos professores (…)

Não podemos confundir e substituir a gestão participativa pelo cerne da relação educativa. A mobilização e participação das comunidades e das famílias poderia ser equacionada nas dimensões socializadoras, educativas que sem dúvida têm. Poderia ser uma oportunidade para que os educandos e educadores percebessem as proximidades entre os espaços familiares, comunitários e escolares, entre os saberes do currículo e os saberes sociais. Poderia ser uma oportunidade para que a escola se abra à cultura, à memória coletiva e à dinâmica social. Cientes, porém, de que avançar nas formas de participação da comunidade escolar e da sociedade não suprirá nunca ofício dos mestres, assim como avançar na gestão participativa dos centros de saúde não poderá dispensar nunca o trabalho artesanal e profissional dos trabalhadores da saúde”.

                      (Arroyo, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens e Auto-imagens. 2002, p.20)

 

 

 

Das palavras que não devem ser ditas

Certas palavras são como represa. Guiando-se pelas estrelas ou se deixando levar ao sabor dos ventos, você pode navegar serenamente por suas águas enquanto as mantém contidas.

Às vezes você sente a brisa morna, às vezes passa por uma tempestade e elas permanecem a guardar seus tesouros no fundo, onde só veem os que têm olhos para ver, os que ousam forçar a vista, mas você continua navegando dono de si e do leme, apontando a proa na direção que acredita ser mais segura, mesmo que não seja a melhor.

Certas palavras são como represa. Se não tiver coragem para encarar o inusitado, deixe tudo como está. Se não estiver disposto a navegar por outras águas, ora turbulentas, ora calmas, não libere as comportas. Você não conseguirá conter a intensidade da correnteza, não sabe como vai lidar com ela no momento seguinte.

Vai nadar contra as correntes e terá força suficiente para chegar aonde pretende? Vai se entregar ao fluxo e ainda terá energia para retomar um caminho sem volta, certo de que nem o caminho nem você haverão de ser os mesmos do ponto de partida?

Certas palavras são como represa. Uma vez incontidas, a potência das águas vai te arrastar para um fim e para um início, porque o fim é sempre oportunidade para um começo, que tem seu preço conforme o seu valor e o valor que você dá a certas palavras.

Uma vez abertas as comportas, as águas não podem mais ser represadas. Assim como certas palavras que – bem ou mal – não devem ser ditas, ainda que benditas.

A menos que esteja preparado a reescrever sua carta de navegação, certas palavras… mantenha-as contidas. Tal como as águas de uma represa.

Capitalização da Previdência proposta por equipe de Bolsonaro é a mesma que causou tragédia social no Chile

Do site da CSP-Conlutas.

No novo governo, não se iluda, a cada dia tem sido anunciada uma bomba contra o trabalhador. Na última terça (8), a equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que pretende reduzir a metade do tempo de transição para atingir a aposentadoria somente aos 65 anos de idade, igualando os setores privado e público. Uma proposta mais dura que a do ex-governo Temer que foi barrada pelas grandes mobilizações dos trabalhadores.

Após desentendimentos e “bater cabeças”, os ministros da Economia e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se reuniram e anunciaram conjuntamente que o projeto é aprovar uma reforma de longo prazo. “É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente”, disse Guedes, que já a vinha defendendo desde a campanha eleitoral.

Desta vez anunciam que pretendem incluir a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda estão por entrar no mercado de trabalho. Na capitalização, o trabalhador contribui individualmente numa espécie de poupança para a sua aposentadoria.

Capitalização da Previdência é tragédia pra trabalhador

A proposta é acabar com o atual regime de repartição da Previdência e criar um regime de capitalização. O mesmo que foi implantada no Chile em 1981, pela ditadura militar de Augusto Pinochet, um dos precursores também do modelo neoliberal.

A proposta já havia sido anunciada no programa de governo de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) registrado no TSE. “A grande novidade [sobre previdência] será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas [não há explicação do que seria isso]. Obviamente, a transição de um regime para o outro gera um problema de insuficiência de recursos, na medida em que os aposentados deixam de contar com a contribuição dos optantes pela capitalização. Para isto será criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo”, diz trecho do programa.

Modelo igual no Chile causou tragédia social

Com essa proposta de capitalização da previdência, nem o governo contribui, nem as empresas. Apenas o trabalhador contribui como se fosse um plano de saúde. Se ficar desempregado ou não puder pagar, a “aposentadoria” é afetada. Na prática, é a privatização da Previdência. O Chile implementou esse tipo de reforma e hoje há uma verdadeira tragédia social no país.

Cada trabalhador passou a contribuir individualmente com 10% do seu salário para fundos de pensão privados, conhecidos como Administradoras de Fundo de Pensão. As mulheres começam a receber o benefício aos 60 anos e os homens aos 65 e são obrigados a contribuir por, no mínimo, 20 anos.

Contudo, o que ocorreu foi que as AFPs, como são chamadas, passaram a administrar o dinheiro dos trabalhadores, usando para investimentos e especulação, com vários casos de corrupção e prejuízos, e na hora de pagar as aposentadorias os valores são irrisórios. Longe de representar o que os trabalhadores contribuíram a vida toda, sequer garantem o mínimo de subsistência.

Segundo levantamentos, 91% dos chilenos aposentados recebem no máximo 235 dólares (726 reais), que representam apenas dois terços do salário mínimo do Chile. No caso das mulheres, 94% das aposentadas ganham menos ainda. Embora os criadores do sistema tenham previsto que em 2020 as pessoas se aposentariam com 100% de seus vencimentos na ativa, metade daqueles que contribuíram entre 25 e 33 anos receberá pensões equivalentes a apenas 21%.

“Há que entender que essa proposta é um brutal ataque que pode destruir a Previdência Pública e acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros“, avalia Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

“Além disso, a capitalização, é uma forma do governo se livrar das responsabilidades de amparo e aposentadorias dos trabalhadores e os obrigar a recorrerem os bancos privados para cumprir esse papel. No fundo quem sai beneficiado com esse projeto são os banqueiros”, denuncia o dirigente.

A CSP-Conlutas continua defendendo que as Centrais Sindicais devem tomar a frente da mobilização para barrar a Reforma da Previdência. “Não há o que negociar, pelo contrário, temos de explicar a cada trabalhador, cada trabalhadora, da cidade, do campo, aos estudantes, aos que lutam nas periferias, que essa proposta é um desastre, por isso precisamos organizar a luta unificada”, reforçou Atnágoras.

 

Chegamos à “nova era”: a era da apologia à ignorância, a era da imbecilidade.

Governo Bolsonaro libera publicidades e erros em livros didáticos

Mais um desserviço do governo Bolsonaro prejudicará ainda mais a qualidade da educação: livros didáticos liberados com erros e sem necessidade de apresentar referências bibliográficas! E ainda por cima com propaganda?!!! É o caos!

E mais! Retirou a obrigatoriedade dos livros representarem a diversidade étnica e a pluralidade social existentes no Brasil e de tratar das questões da violência contra a mulher! Além disso, retirou a necessidade de garantia da qualidade da impressão do livro.

Esse governo e seus apoiadores são apologistas da ignorância, da estupidez e do desconhecimento.

Ensinar errado para os alunos e não ter qualquer preocupação com a fidedignidade da fonte de informação?!

Na prática, esse é um dos desdobramentos daquilo que Bolsonaro chamou, em seu discurso de posse, de combate ao politicamente correto e fica claro que, na “nova era” que a famiglia Bolsonaro e aliados querem impor, o certo é ser errado.

Daí a ministra Damares querendo impor seus (supostos) padrões hetero-normativos e seus dogmas religiosos nas escolas, se aventando em área que nem é da sua competência; daí um governo ter como guru intelectual um astrólogo terraplanista que não liga lé-com-cré, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro (quem diria…); daí toda sorte (ou melhor, azar, de mentecaptos instalados no governo, incluído nesta lista o que foi proibido pela sua própria equipe econômica de explanar sobre economia (imagem exemplar de um homem arreado puxando os bois montados na carroça…).

Está instalada no Brasil a IDIOCRACIA!

Ps: Enquanto escrevia este texto, chegou a informação de que o governo recuou nessa medida insana. A conferir.

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Para saber mais:

Gestão Bolsonaro muda edital de livros, abre margem para erros e retira violência contra a mulher

Governo muda edital e passa a permitir erros em livros didáticos

MEC libera que livros didáticos usem dado sem fonte e ignorem diversidade

O saco de maldades foi aberto, e ninguém pode dizer que foi enganado por eles!

Às direções da classe trabalhadora e dos movimentos sociais cabe organizar a população em geral para impedir os cortes de direitos sociais e trabalhistas e a dilapidação do patrimônio nacional!

Em outubro de 2018, ainda em campanha eleitoral, Eduardo Bolsonaro publicou um tuíter revelador sobre o que seria um eventual governo de sua famiglia – logo tratou de corrigir como “gafe”, erro de digitação ou qualquer outra desculpa esfarrapada semelhante…  Contudo, mal completou dois dias na presidência, Bolsonaro pai mostra a que veio (e, convenhamos, nunca escondeu de ninguém): detonar com os direitos da população mais empobrecida, dos grupos mais vulnerabilizados e com os já poucos direitos da classe trabalhadora.

Leia também: O homem mediano assume o poder

Não deixa de ser ilustrativo que o seu primeiro decreto tenha sido rebaixar em 8 reais os já míseros 1006 reais previstos pelo Congresso para o salário mínimo em 2019, o que gerou uma gama de descontentamento de sua própria base de apoio popular. Foi apenas a primeira amostra daquilo que Bolsonaro dizia explicitamente em campanha: que governará para o empresariado, para o grande capital, principalmente o estrangeiro.

Leia também: Primeiro decreto de Bolsonaro reduz o salário mínimo votado pelo Congresso para 2019

Junto com esse primeiro pacote de maldades, veio a transferência de poder, aos ruralistas empossados no Ministério da Agricultura, de demarcação de terras indígenas e quilombolas, a desestruturação do Conselho de Segurança Alimentar e da Secretaria da Diversidade, Alfabetização e Inclusão do MEC, a retirada da comunidade LGBTI das diretrizes de Direitos Humanos, a extinção do Ministério do Trabalho e da Cultura, a proibição de publicização de ações do COAF (órgão que investiga movimentações financeiras suspeitas do ex-motorista dos Bolsonaros), entre outros.

Além disso, para além das nomeações de ministros investigados  em esquemas de corrupção (e até de um ministro – do Meio Ambiente – condenado por crimes cometidos relacionados à própria área à qual foi empossado), contrariando todo o seu discurso de estabelecer um “novo jeito de fazer política” sem conchavos e nomeando assessores por critérios técnicos, fez acordos políticos na composição do seus ministérios (cujas pastas em campanha prometia não passar de 15, o que de cara não cumpriu) e agora fecha acordo com Rodrigo Maia, deputado do DEM e investigado na Lava-Jato, para apoiá-lo à presidência da Câmara a fim de obter apoio às reformas impopulares e cargos em Comissões do Congresso.

Leia também: Em menos de 24 horas, Bolsonaro toma 17 medidas que colocam em risco o povo brasileiro e a soberania nacional

O aprofundamento dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, já iniciados em governos anteriores, só estão no começo. Enquanto lança cortinas de fumaça com o discurso vazio de combate ao socialismo (que nunca existiu no Brasil), a uma (inexistente) ideologia de gêneros nas escola, entre outros disparates, o objetivo principal do governo é garantir os privilégios da burguesia nacional, das velhas raposas políticas e do alto comando militar, repassando ainda mais a conta da crise para os mais pobres e para os trabalhadores, exterminando a previdência pública (e, com ela, o direito à aposentadoria, obrigando o trabalhador a investir em fundos privados), a justiça do trabalho (e, com ela, os já precários direitos trabalhistas), dilapidando o patrimônio público por meio das privatizações, diminuindo a oferta de serviços públicos (inclusive saúde e educação) e repassando-os para  iniciativa privada.

Leia também: Nas costas dos mais pobres: Reforma da Previdência anunciada por equipe de Bolsonaro quer que trabalhadores só se aposentem aos 65 anos

Em relação aos interesses da classe trabalhadora e da população pobre em geral,  o projeto neoliberal defendido por Bolsonaro não apenas está fadado ao fracasso, como também acarreta tragédias irreparáveis às vidas humanas. Nos anos 80, o Chile fez uma reforma da previdência que é a idealizada pelo governo Bolsonaro para ser aplicada no Brasil: uma das consequências mais dramáticas, lá, foi criar uma onda de suicídios de idosos, sem direito à aposentadoria, ou brutalmente pauperizados pelo financiamento de previdências privadas. Por conta disso, atualmente o Chile passa por um processo de discussão para reversão da privatização da previdência.

Leia também: Sem previdência pública, Chile tem número recorde de suicídio de idosos

Na Argentina de Macri, que é referência do neoliberalismo de Bolsonaro, em setembro de 2018 a inflação chegou a mais de 45%, o peso argentino desvalorizou, em um ano, 100%, levando a classe trabalhadora e a população pobre a enfrentar uma crise histórica, com as consequentes convulsões sociais.

Leia também: Argentina 2018: inflação de 45% e dólar de 40 pesos

Para quem tem algum senso de realidade ou se dá o trabalho de uma pesquisa (mesmo que rápida, mas séria),  não é difícil entender o abismo para onde nos arrastam as políticas neoliberais. Diante delas, é inevitável que a classe trabalhadora e a população em geral intensifique sua organização, ou se reorganize, para enfrentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e para garantir melhores condições de vida.

Não à toa, o cenário de guerra montado pelo governo Bolsonaro em sua posse, com tanques, snipers, ameaças de abates de aeronaves e até mesmo a humilhação infligida a jornalistas e trabalhadores da imprensa em geral – foi um recado claro, obsceno, de que este governo está disposto a toda forma de violência, opressão e autoritarismo para impor sua política anti-povo. Ainda que tenha algum respaldo popular obtido pelas ilusões criadas e pelas mentiras inventadas durante sua campanha, o governo sabe que a lua-de-mel durará bem menos que comumente dura e que, passada a euforia da embriguez, a ressaca vai ser pesada, as frustrações serão inversamente proporcionais às expectativas criadas e o frágil apoio popular vai virar pó, criando um caldo explosivo.

Apesar de uma parte estar ainda encantada pelo canto da sereia do falso messias, e outra parte estar imobilizada pelas tantas desilusões sofridas, a classe trabalhadora não está derrotada!

Resistir é preciso! Construir as possibilidades para derrota desse governo é preciso! É questão de sobrevivência real, de impedir que sejam degradadas ainda mais as condições de vida, de trabalho, de salário, de sobrevivência e dignidade dos trabalhadores e da população em geral, das mulheres, dos negros, dos LGBTIs, dos índios… de cada um de nós!

Leia também: O que esperar do novo governo Bolsonaro?

 

Voto Haddad 13 e peço que você vote também, não anule, não vote em branco, nao se omita nem vote no coiso.

Peço apenas um tempinho de sua atenção porque, face ao momento em que vivemos, a cada dia que passa mais e mais angustiante fica ao constatar que estamos a um passo de uma ruptura democrática sem precedentes que se ampara em uma verdadeira fraude eleitoral por meio de uma campanha de disseminação de mentiras, calúnias e difamações e que encontra eco no sentimento (legítimo até) de repulsa a um partido que governou o nosso país por 14 anos, e que entre acertos e desacertos mais do que frustou, traiu nossa confiança ao se aliar a quem dizia combater e ao praticar muito do que criticava.

Todavia, o que se apresenta como alternativa propõe um programa econômico de cortes de direitos sociais, de direitos trabalhistas e de direitos civis sem precedentes e que, se alcançar o poder, atingirá cruelmente a todos nós, e em especial a grande parcela da nossa sociedade, que é pobre, negra, feminina, além das minorias historicamente excluídas, perseguidas e massacradas.

Não estamos diante apenas de um projeto político autoritário de sociedade, mas de completo desmonte de serviços públicos, de aprofundamento dos cortes nos investimentos em educação, segurança, saúde, habitação, saneamento básico… em detrimento do favorecimento dos grandes empresários, ruralistas e banqueiros.

Avizinha-se, com o programa econômico que pretende impor Bolsonaro, mais crise e potencialmente uma situação de caos social, com aumento da violência alimentado pelo discurso de ódio, homofóbico, racista, misógino, xenófobo de um sujeito e de uma candidatura que despreza os direitos básicos e fundamentais.

Essa violência política já se concretizou em assassinatos, espancamentos, agressões verbais e ameaças amplamente divulgadas, e que não raro nós aqui somos vítimas também. Cabe por um basta nela.

É de seu conhecimento que, particularmente, tenho motivos de sobra para, tanto como muitos, repudiar o PT, por toda nossa trajetória desde a luta pelo Estatuto dos Profissionais da Educação, passando pela nossa greve de 2015 e posteriormente pelas eleições do sindicato dos servidores; no entanto, chegamos num momento em que precisamos ao menos garantir o direito de lutar pelos nossos direitos, e como é de conhecimento geral, Bolsonaro ameaça banir, prender e eliminar os ativistas (que somos todos nós, eu você, e qualquer um que, militando organizados ou não, saímos às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho, de salário, educação de qualidade etc).

Por isso, neste momento, sem arredar centímetro que seja de toda a minha crítica ao petismo, escolho votar pela preservação da civilização contra a barbárie que é representada pelo candidato e pela candidatura de Bolsonaro.

Caso vença Haddad, continuarei sendo oposição, continuarei lutando como sempre lutei pelos nossos direitos e por uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária; caso vença Bolsonaro, tb continuarei lutando, porém, a julgar pelas ameaças que este candidato proferiu em toda a sua campanha, no dia da votação do primeiro turno e no discurso do último domingo, sinceramente temo pela minha segurança, pela minha vida e pela vida de tantas pessoas que conheço e conhecemos, pessoas como você, que apenas lutam pelas coisas que acreditam, que fazem greve quando precisa, que é tão trabalhadora e tão ser humano como qualquer um de nós.

Desculpe ter me alongado. Na verdade, não pretendia, mas peço que assim como eu, faça uma reflexão e ajude a derrotar esse projeto nefasto, imensuravelmente muito mais nocivo do que tudo que o petismo possa nos ter feito, ou que possa nos fazer. P

Precisamos recuar um passo, para não retrocedermos 50, 60 anos, tal como pretendido por Bolsonaro. Vidas estão em jogo: a sua, a minha, a nossa e de tantas pessoas… Voto 13, voto Haddad, sem ilusão, mas consciente de que não posso ser conivente com a barbárie anunciada e projetada por Bolsonaro, reconhecidamente admirador de torturadores e de ditaduras.

Deixo abaixo alguns links de notícias importantes para ajudar na reflexão.

Marcelo Gonçalves Siqueira
Diretor Escolar
São Bernardo do Campo

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https://br.noticias.yahoo.com/joaquim-barbosa-declara-voto-em-haddad-pela-primeira-vez-em-32-anos-um-candidato-inspira-medo-135141472.html?

fbclid=IwAR3ZhunNSQX9AHNNJAA4OyRQoKP5OiybJF29xwKmBuGiMEm2z04d2J0dX_0

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https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2018/10/26/distancia-entre-candidatos-cai-e-eleitores-contam-porque-desistiram-de-bolsonaro.htm?fbclid=IwAR2dujAbOzljpcs7dFXFFzoDZpGbnkOPa8uwRWJA9eZNGdicS-d8R0vZZV0

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https://catracalivre.com.br/cidadania/marcelo-tas-declara-voto-a-contragosto-em-fernando-haddad/?fbclid=IwAR2y3lwzIhk7J26898nApGh9BDNRIShI8JV8fvD69METjcxvlP3kgLR88kE

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https://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/editorial/nossa-opiniao-bolsonaro-e-o-pior-que-nos-pode-acontecer/?fbclid=IwAR3fg6uO7UINK16MAFA-HaiNOnIRRCKDfAjPr5akFavpfIwU39pkDuYBix8

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Bolsonaro, na Câmara, elogiou Chávez, Fujimori e Pinochet

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https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,equipe-de-bolsonaro-quer-cobranca-de-mensalidade-em-universidades-federais,70002557697?from=whatsapp&fbclid=IwAR1sj9LBKVmxzzHOTJCsno9gLutHjzuuMn_bhyvMptsQLdqg16cEWGNT-Uk

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https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/24/opinion/1540394956_656180.html?id_externo_rsoc=FB_CC&fbclid=IwAR1GI6Zc1ViHqtC3aZWNG2W203K-C0UzqYh5LsyEh1bCr37EOd_tQNnkmzM

 

 

 

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